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Lula ou Flávio? A resposta de Renan Santos sobre em quem ele vai votar

18 out 2026 - 18h05
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Resumo
O presidente do Missão, Renan Santos, anunciou que não votará em Lula nem em Flávio Bolsonaro no segundo turno presidencial, liberando seus apoiadores para escolherem livremente. A decisão visa preservar a independência e a identidade de seu partido para disputas futuras, evitando qualquer aproximação com as candidaturas rivais. Renan declarou que não pretende vincular a legenda a causas alheias, mantendo a autonomia necessária para dar continuidade ao seu próprio projeto político.

O presidente nacional do Missão, Renan Santos, afirmou que não pretende votar em nenhum dos candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial. Em entrevista, o político explicou que decidiu não declarar apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL) para preservar a independência do projeto político que representa.

Foto: Flávio Bolsonaro e Lula (Fotos: Reprodução/Instagram) / Gávea News

Questionado sobre sua escolha para a votação, Renan afirmou que não comparecerá às urnas para votar em um dos dois candidatos e deixou a decisão a critério dos eleitores que o acompanham.

— Eu não vou votar. Eu não vou votar. A última vez eu pedi voto nulo. Dessa vez eu estou falando: votem em quem quiserem.

Ao justificar a decisão, Renan destacou que não quer transmitir a impressão de que está se aproximando politicamente de uma das candidaturas, mesmo sem formalizar uma aliança. Segundo ele, a posição está relacionada à responsabilidade de comandar um partido e manter a identidade do projeto político para as próximas disputas eleitorais.

— Porque eu não quero, de nenhuma medida, sinalizar para as pessoas que me seguem, que foram extremamente rígidas com a construção de um projeto novo, que eu venho me acoplar, mesmo não me acoplando.

O dirigente também afirmou que não pretende vincular o partido a uma causa que não corresponda à sua própria proposta política. Na avaliação dele, preservar a autonomia da legenda é importante para manter a continuidade do projeto que defende.

— Eu sou presidente de um partido político. Eu não posso pegar o meu partido político, que eu acredito que o futuro, o futuro glorioso que eu cito nos discursos, passa necessariamente pelo meu projeto. Eu não posso pegar ele e macular na defesa de outra causa.

Com a declaração, Renan mantém distância das duas campanhas presidenciais no segundo turno. A posição não representa uma orientação para que seus eleitores adotem necessariamente a mesma decisão; ao contrário, o político afirmou que cada pessoa deve escolher livremente em quem votar.

Gávea News
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