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Lula critica as ameaças de Trump e diz que líderes devem buscar respeito

16 abr 2026 - 08h36
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O presidente Luiz Inácio Lula ‌da Silva fez uma crítica contundente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma entrevista ao jornal espanhol El País publicada nesta quinta-feira, dizendo que os líderes mundiais deveriam buscar o respeito em vez de governar pelo medo.

"Trump não tem o direito ⁠de acordar de manhã e ameaçar um país", disse Lula ao ‌El País, referindo-se à ameaça pública do presidente norte-americano, em 7 de abril, de acabar com a civilização iraniana como ‌parte da guerra dos EUA e ‌Israel contra o Irã.

"Ele não foi eleito para isso, e ⁠sua Constituição não permite isso."

Lula, que deve se encontrar com outro crítico de Trump, o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, na sexta-feira em Barcelona, chamou a abordagem do presidente dos EUA à política externa de "um jogo muito equivocado" impulsionado pela suposição de ‌que o poder militar e econômico de Washington permite que ele ‌estabeleça as regras.

"Ninguém tem ⁠o direito de ⁠amedrontar os outros", acrescentou Lula. "É essencial que os poderosos assumam maior responsabilidade ⁠pela manutenção da paz."

O presidente ‌brasileiro se descreveu como ‌um líder que prefere o respeito ao medo.

Ele também pediu eleições livres na Venezuela sem a interferência de Washington, depois de um ataque surpresa em 3 de janeiro pelas ⁠forças especiais dos EUA que capturaram o presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas.

"O que não pode acontecer é os EUA acharem que podem governar a Venezuela. Isso não é normal; isso não tem lugar em uma ‌democracia", disse Lula.

Lula entrou em conflito com Trump com frequência na última década. Seu principal rival na última eleição, o ex-presidente ⁠Jair Bolsonaro, que agora está cumprindo uma sentença de 27 anos por planejar um golpe para permanecer no poder, era um aliado próximo e apoiador de Trump.

Lula, de 80 anos, também fez alusão à idade avançada dele e de Trump ao lembrar como ele havia pedido moderação quando Trump, de 79 anos, impôs pesadas tarifas comerciais ao Brasil e sanções a juízes do Supremo Tribunal Federal responsáveis pelo caso de Bolsonaro. Posteriormente, as sanções foram retiradas e as tarifas foram reduzidas.

"Dois países governados por dois senhores de 80 anos devem falar com muita maturidade", disse Lula.

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