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Livro revela que Adélio Bispo foi espancado por policiais após atentado contra Bolsonaro

Obra conta que agressões só cessaram com a chegada de comandante de Batalhão

1 set 2022 - 09h19
(atualizado às 10h31)
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Adélio Bispo de Oliveira é escoltado para prisão federal em Campo Grande
08/09/2019 REUTERS/Ricardo Moraes
Adélio Bispo de Oliveira é escoltado para prisão federal em Campo Grande 08/09/2019 REUTERS/Ricardo Moraes
Foto: Reuters

Adélio Bispo de Oliveira, autor de atentado a faca contra Jair Bolsonaro (PL) durante as eleições de 2018, foi espancado por policiais logo após a tentativa de homicídio em Juiz de Fora (MG).

A revelação está no livro 'O Ovo da Serpente', da jornalista Consuelo Dieguez, que fala da ascensão de Bolsonaro até chegar a Presidência da República.

Segundo a obra, depois de desferir a facada no então candidato, Adélio foi levado para um prédio comercial na cidade. Lá, foi espancado por policiais e questionado sobre as motivações do atentado.

O livro relata ainda que o agressor manteve-se calmo, não demonstrando reações, gritando ou chorando. A única afirmação foi de que não concordava com as ideias de Bolsonaro, que venceria as eleições daquele ano.

A sessão de agressão só cessou com a chegada do tenente-coronel Marco Antônio Rodrigues de Oliveira, que era o comandante do 2º Batalhão de Polícia Militar, ao local. Oliveira conversou um pouco com Adélio e decretou: é um desequilibrado mental.

Além deste episódio, o livro dá detalhes de como Bolsonaro, até então um parlamentar do baixo clero, conquistou seguidores e setores da sociedade mesmo sem estar em um grande partido e no foco da mídia.

Fonte: Redação Terra
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