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Líder do Iêmen anuncia grandes operações militares contra houthis, apoiados pelo Irã

4 out 2026 - 12h59
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Resumo
O líder do governo do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, anunciou uma grande ofensiva militar para retomar territórios dominados pelos houthis, afirmando que as chances de desescalada se esgotaram. A campanha combinada prevê combates terrestres iemenitas e suporte aéreo saudita, além de apoio de inteligência dos EUA. Em resposta a bombardeios da coalizão, os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, declararam ter atacado instalações da Saudi Aramco na Arábia Saudita com mísseis e drones.

O líder do governo do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, anunciou neste domingo o início de uma grande operação militar contra os houthis, apoiados pelo Irã, com o objetivo de retomar o território sob o controle deles.

Autoridades regionais e ocidentais haviam informado à Reuters no ⁠início desta semana que a Arábia Saudita e seus aliados iemenitas planejavam ‌lançar um ataque contra os houthis, com os sauditas liderando o combate aéreo e as forças iemenitas lutando no solo.

"Hoje, anuncio o início ‌das operações militares para retomar o território ‌restante da república e estender a autoridade do Estado e ⁠de suas instituições por todo o território nacional", disse o presidente iemenita Rashad al-Alimi em um discurso televisionado.

Os houthis, por sua vez, afirmaram ter lançado mísseis balísticos e drones contra instalações da Saudi Aramco em Riade e na região de Khurais, na Arábia Saudita, alegando que os ataques ‌causaram grandes incêndios, em resposta ao que eles descreveram como 50 ataques ‌aéreos e com mísseis ⁠liderados pela Arábia ⁠Saudita contra o Iêmen nas últimas 12 horas.

Não houve confirmação imediata por parte da ⁠Arábia Saudita.

"OPORTUNIDADES PARA A DESESCALADA ‌SE ESGOTARAM"

Al-Alimi disse que a ‌decisão de lançar a contraofensiva ocorreu depois que todas as oportunidades para a redução da tensão haviam se esgotado, acusando os houthis de responder aos esforços para acalmar o conflito com mais mobilização ⁠e escalada.

"Nossa posição hoje é assumir a responsabilidade nacional de enfrentar a milícia houthi, depois que todas as oportunidades para a redução da tensão foram esgotadas", disse ele.

Al-Alimi disse ter ordenado às forças armadas, às forças de segurança e a ‌todas as formações militares que começassem a cumprir as tarefas que lhes foram atribuídas, de acordo com os planos aprovados.

A Arábia Saudita entrou ⁠na guerra civil do vizinho Iêmen em 2015, à frente de uma coalizão árabe em apoio ao governo reconhecido internacionalmente, que os houthis haviam expulsado da capital, Sanaa.

Al-Alimi agradeceu à Arábia Saudita pelo apoio, afirmando que o reino "ficou ao lado do Iêmen nas circunstâncias mais sombrias", e apelou aos aliados regionais e parceiros internacionais do Iêmen para que apoiem o país, suas forças armadas e instituições estatais.

Os EUA já estão fornecendo informações de inteligência para apoiar as operações de Riade no Iêmen, enquanto algumas nações regionais e europeias estão fornecendo principalmente ajuda militar defensiva ao reino, disseram à Reuters seis pessoas com conhecimento dos preparativos sauditas.

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