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Austrália investiga ligações do copiloto da flydubai com o país

4 out 2026 - 13h06
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Resumo
A polícia antiterrorismo da Austrália investiga os laços do copiloto omanense Hamam Al-Hamami com o país, onde ele teria estudado e acessado conteúdos extremistas. Sob custódia nos Emirados Árabes Unidos, ele atacou o comandante com um machado e tentou derrubar um voo da flydubai que ia para Israel com mais de 170 pessoas a bordo. O incidente foi classificado como ato terrorista, mas a tragédia foi evitada após tripulantes e passageiros conterem o agressor, permitindo um pouso seguro na Arábia Saudita.

Uma unidade antiterrorismo australiana, ‌composta por várias agências, está investigando possíveis ligações com a Austrália do copiloto do voo FZ1073 da flydubai, que feriu o comandante e, em seguida, tentou sequestrar o avião, informou um porta-voz da polícia no domingo.

A Equipe Conjunta de Combate ao Terrorismo de Victoria -- composta pela polícia federal, pela polícia estadual de Victoria e pela agência de inteligência ASIO -- estava "investigando as ligações do homem com a Austrália", ⁠disse o porta-voz da Polícia Federal Australiana.

Duas fontes a par da investigação afirmaram que o copiloto estudou ‌em uma universidade em Melbourne, capital do Estado australiano de Victoria. Uma terceira fonte disse que ele estudou na Universidade RMIT há cerca de uma década. A RMIT se recusou a comentar.

O copiloto ‌do voo FZ1073 da flydubai, que partiu de Dubai com ‌destino a Israel na quarta-feira, atacou o piloto com um machado de emergência, afirmou no ⁠sábado o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, classificando o incidente como um "ataque terrorista".

O voo FZ1073 deve ter parecido uma "montanha-russa vertical" quando desceu 16.000 pés em cerca de 30 segundos antes de se estabilizar e pousar com segurança, segundo um instrutor de aviação que recriou a descida em um simulador de voo para a Reuters.

COPILOTO DETIDO NOS EAU

Duas fontes afirmaram que o copiloto é um cidadão de Omã chamado ‌Hamam Al-Hamami. Autoridades israelenses não revelaram o nome do copiloto, mas afirmaram que ele é de Omã. ‌As autoridades dos Emirados Árabes Unidos ⁠e a flydubai não ⁠divulgaram publicamente a identidade do copiloto.

A Reuters não conseguiu entrar em contato de forma independente com Al-Hamami, que está ⁠sob custódia nos Emirados Árabes Unidos, para obter comentários. Os ‌Emirados Árabes Unidos não anunciaram ‌nenhuma acusação formal contra ele e não se sabe se ele nomeou um advogado. Omã não se pronunciou sobre o incidente.

Um desastre a bordo do voo FZ1073 foi evitado depois que passageiros e tripulantes dominaram o copiloto, que havia atacado o comandante no que autoridades israelenses descreveram ⁠como uma tentativa de fazer o avião, que transportava mais de 170 passageiros e tripulantes, cair. O Ministério Público dos Emirados Árabes Unidos afirmou que o copiloto tentou assumir o controle da aeronave.

MESQUITAS RADICAIS E SITES EXTREMISTAS

A maioria dos passageiros a bordo era de nacionalidade israelense.

Um piloto reserva da flydubai que viajava no voo assumiu o controle da aeronave ‌e a pousou no aeroporto de Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita, onde o copiloto foi detido pelas autoridades sauditas e posteriormente transferido para os Emirados Árabes Unidos na quinta-feira.

O Financial Times ⁠noticiou no domingo que Al-Hamami teria visitado o que o jornal descreveu como mesquitas radicais e sites extremistas enquanto estava na Austrália, citando duas pessoas a par da investigação. Os serviços de inteligência australianos mantinham um dossiê sobre o indivíduo, segundo o FT.

A Reuters não conseguiu verificar imediatamente a reportagem do FT. O governo da Austrália não respondeu imediatamente a um pedido de comentário fora do horário comercial normal.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o copiloto havia passado por uma doutrinação islâmica radical e apresentava clara tendência suicida, embora não tenha especificado quando ou onde essa doutrinação teria ocorrido.

Israel não mantém relações diplomáticas oficiais com Omã, e Netanyahu também afirmou que pilotos de tais países não têm permissão para operar voos com destino a Israel. Não está claro como o copiloto chegou a ser designado para o voo com destino a Tel Aviv.

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