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Justiça condena jovem que matou a mãe por herança a 27 anos de prisão; acusado ficou 3 anos foragido

Bruno Eustáquio Vieira matou a mãe, Márcia Lanzane, em dezembro de 2020 no Guarujá (SP), e ocultou imagens do crime no forno

17 abr 2026 - 12h59
(atualizado às 13h33)
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Bruno Eustáquio Vieira foi condenado por matar a mãe, Márcia Lanzane
Bruno Eustáquio Vieira foi condenado por matar a mãe, Márcia Lanzane
Foto: Reprodução/Facebook

Acusado de matar a própria mãe para ficar com a herança, Bruno Eustáquio Vieira foi condenado a 27 anos de prisão, na quinta-feira, 16. O crime contra Márcia Lanzane, de 44 anos, ocorreu em dezembro de 2020, em Guarujá, no litoral de São Paulo, e o rapaz ficou três anos e meio foragido

Além do homicídio, Vieira também foi condenado a seis meses de detenção por fraude processual pelo Tribunal do Júri de Guarujá. Isso porque ele tentou ocultar das autoridades as imagens que mostravam o crime. As gravações foram encontradas no forno da residência onde o bacharel em Direito morava com a mãe. 

A investigação apontou que o rapaz asfixiou Márcia durante uma briga. Durante o julgamento, o promotor Rui Fellipe Nicolai Xavier Silva Buchmann sustentou que o crime foi premeditado e motivado por interesses financeiros. 

Segundo as investigações, a mãe do rapaz arcou com a sua formação na faculdade e comprou uma motocicleta para ele. No entanto, o filho continuava a exigir dinheiro, bens e até o custeio de um novo curso superior. Ele pressionava a mulher a vender ou alugar o imóvel família para se mudar para uma região mais valorizada, o que gerava brigas constantes entre eles. 

Como a mãe recusou, segundo a Ministério Público, ele decidiu matar a vítima para ficar com o patrimônio e eventuais valores de seguros. Diante das provas apresentadas no plenário, o Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi cometido mediante asfixia, por motivo torpe, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e em contexto de violência doméstica e familiar.

“O dolo é exacerbado, demonstrado pela frieza e dissimulação após os fatos. Valoro negativamente, ainda, as consequências do crime. Foi relatado, de modo emocionado e consistente, pelas testemunhas de acusação, o extremo abalo psicológico à família causado pelos fatos praticados pelo réu. Está comprovado que o ocorrido excede o sofrimento natural decorrente do luto. O fato causou graves problemas familiares de ordem psicológica, tanto para as irmãs, quanto para as sobrinhas da vítima”, escreveu a a juíza Karine Pizzani Miranda.

Relembre o caso

Imagens do circuito de câmeras de segurança da residência, no bairro Sítio Cachoeirinha, mostram o momento em que mãe e filho entram em luta corporal, na noite de 21 de dezembro de 2020. Ambos caem no chão, e Vieira fica em cima de Márcia, prendendo seu pescoço. Logo em seguida, ele passa a dar socos na vítima, até que ela para de se mexer.

Bruno Eustáquio foi preso pela Polícia Militar em Belo Horizonte (MG)
Bruno Eustáquio foi preso pela Polícia Militar em Belo Horizonte (MG)
Foto: Reprodução/Facebook

Após o crime, o rapaz age com frieza. As imagens mostram que ele sai do quarto onde matou a mãe e segue para a sala, onde vê televisão. Na manhã seguinte, o bacharel em Direito sai de casa e, supostamente, vai à academia. Quando retorna ao imóvel, aciona a PM, avisando que encontrou a mãe sem vida. As imagens do crime foram encontradas dentro do forno do fogão.

Ele foi indiciado pelo crime e era considerado foragido desde junho de 2021. O homem só foi preso em julho de 2024, em  Belo Horizonte (MG), após as irmãs da vítima encontrarem seu paradeiro e avisarem a Polícia Militar. Elas iniciaram uma investigação paralela e, por meio das redes sociais de uma namorada do sobrinho, elas conseguiram descobrir que ele estava morando na capital mineira. 

Fonte: Portal Terra
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