Juíza 'não teve estômago' ver vídeo completo de mulher que foi agredida com 61 socos
Mulher que foi agredida com 61 socos pelos ex-namorado, diz que juíza 'não teve estômago' para ver o vídeo completo do momento
Uma audiência de custódia recente marcou mais um capítulo na busca por justiça de Juliana Garcia dos Santos Soares, de 35 anos, após uma agressão violenta sofrida dentro do elevador de um condomínio em Natal (RN). O autor da violência, seu ex-companheiro, o ex-jogador de basquete Igor Eduardo Cabral, permanece preso preventivamente. Durante a audiência, o vídeo que comprova a agressão foi exibido, mas a magistrada responsável sequer conseguiu assistir às imagens até o fim. "Ela não teve estômago para ver o vídeo todo e deixou ele preso", relatou Juliana, reforçando o impacto da brutalidade registrada.
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— Sisi (@sisicardosob) July 28, 2025
A vítima, que recebeu 61 socos em sequência, compartilhou em entrevista à TV Record detalhes do relacionamento com Igor. Segundo ela, as agressões físicas foram precedidas por um histórico de violência psicológica e manipulação. "Ele já havia cometido muita violência psicológica... me tratava de maneira rude na frente de todos", revelou. Juliana destacou ainda que o episódio foi um ponto extremo, que jamais pensou enfrentar, mesmo com os sinais anteriores. "Não pensava que isso poderia acontecer, um atentado contra a minha vida", desabafou.
A agressão, iniciada após uma crise de ciúmes enquanto o casal estava na área da piscina do prédio, terminou com Juliana sendo espancada dentro do elevador. Ao tentar se proteger, ela não deixou o elevador, o que irritou ainda mais o agressor. "Ele disse que eu ia morrer e começou a me bater", contou. Por causa das lesões, a vítima teve fraturas no nariz, mandíbula, globo ocular e outras regiões do rosto, o que exigirá cirurgia de reconstrução facial — procedimento que foi adiado por causa do inchaço severo.
Juliana agora se recupera em casa, com apoio da família. Sua tia, Jaqueline Garcia, afirmou: "Eu não consigo chamar esse homem pelo nome. Para mim, ele é um monstro". A família espera que a Justiça mantenha a prisão do agressor e que esse caso sirva de alerta. "A gente sempre pensa que essas coisas estão distantes da gente, mas não estão", completou.