Juíza aceita denúncia contra três por assassinato de policial da Rota no Guarujá
Soldado da tropa de elite da PM de São Paulo foi morto durante patrulhamento no mês passado
Violência no Guarujá: o que se sabe sobre as mortes na cidade após PM da Rota ser assassinado
O crime desencadeou novas operações da PM na região e uma onda de assassinatos. Moradores têm denunciado abusos e episódios de violência policial como retaliação.
A juíza Denise Gomes Bezerra Mota, da 1.ª Vara Criminal do Guarujá, decretou a prisão preventiva de Kauã e Erickson. Também manteve a prisão de Marco Antonio. A magistrada justificou que eles têm "estreita ligação" com a criminalidade e que o crime colocou em "desassossego a ordem pública" na cidade.
"Restou demonstrada nos autos a existência de uma associação armada que atuava na biqueira da Silveira, voltada para a prática dos crimes de tráfico de drogas, e que em razão da violência exacerbada empregada por essa associação criminosa a investigação teve dificuldades para encontrar testemunhas, de modo que a custódia cautelar dos acusados demonstra-se indispensável à conveniência da instrução criminal", escreveu.
As defesas têm dez dias para apresentar os primeiros argumentos. O caso deve ser julgado no Tribunal do Júri.