Script = https://s1.trrsf.com/update-1780957527/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Jovem “ainda tinha pulsação” após ser arremessada de 40 metros em salto sem cordas, relata enfermeira

Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, morreu após salto de ponte em Limeira, interior de São Paulo

15 jun 2026 - 16h26
Compartilhar
Exibir comentários
Maria Eduarda Rodrigues morre após ser lançada de ponte no interior de São Paulo.
Maria Eduarda Rodrigues morre após ser lançada de ponte no interior de São Paulo.
Foto: Mais Novela

A morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, segue sendo investigada pela Polícia Civil como homicídio com dolo eventual. A jovem caiu de uma altura de 40 metros após ser lançada sem estar presa às cordas de segurança e, segundo uma enfermeira que participou do resgate, ainda apresentava sinais vitais após o acidente.

O caso aconteceu na Ponte do Esqueleto, estrutura abandonada localizada na zona rural de Limeira, interior de São Paulo. Maria Eduarda participava da modalidade conhecida como "aviãozinho", em que o praticante é conduzido por instrutores até o momento do salto. Imagens registraram que ela foi levada por integrantes da equipe, mas não estava conectada ao equipamento de segurança.

A enfermeira Rayza Dias, que ajudou no atendimento, relatou que a vítima ainda respirava quando foi encontrada. Segundo ela, Maria Eduarda apresentava pulsação fraca e chegou a responder durante os primeiros socorros. A profissional contou ainda que conversou com a jovem enquanto tentava mantê-la consciente.

A investigação levou à prisão de três homens responsáveis por oferecer o salto de rope jump, em que o praticante salta de grandes alturas (como pontes e penhascos) preso a um sistema e cordas estáticas de escalada. Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva e respondem por homicídio com dolo eventual. 

Em depoimento, dois dos investigados afirmaram ter sofrido um "apagão" e disseram não saber explicar como as cordas de segurança deixaram de ser presas antes do salto.

De acordo com a polícia, os organizadores atuavam de forma independente, sem empresa formal oferecendo o serviço, utilizando apenas redes sociais para divulgar as atividades. As páginas ligadas ao grupo foram retiradas do ar após a repercussão do caso.

Segundo as investigações, Maria Eduarda pagou R$ 180 reais pelo salto e R$ 150 pela gravação da experiência com uma câmera 360°. O equipamento, que pode ajudar a esclarecer os momentos anteriores ao acidente, ainda não foi localizado.

Nas redes sociais, a mãe da jovem publicou mensagens de despedida e lamentou a perda da filha. Horas antes do acidente, Maria Eduarda havia compartilhado uma foto no local da atividade e brincado sobre os riscos do salto.

A Ponte do Esqueleto já foi palco de outros acidentes graves nos últimos anos. O caso reacendeu o debate sobre a fiscalização da área e a responsabilidade pelo controle de acesso ao local. A prefeitura de Limeira e a Secretaria de Patrimônio da União divergem sobre a responsabilidade pela fiscalização e pelo controle de acesso ao local.

Fonte: Portal Terra
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra