Irã envia nova proposta para retomar negociações com EUA
Teerã entregou ao Paquistão um novo pacote de propostas para reativar as conversações de paz, informou a imprensa iraniana. Acompanhe as últimas notícias do conflito.
Um membro do alto escalão do Parlamento do Irã anunciou que o país projetou um novo mecanismo para gerenciar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz
O Irã afirmou neste sábado que vários países europeus estão em conversações com Teerã para obter autorização para atravessar o estreito de Ormuz
Representantes de Israel e Líbano concordaram, em Washington, em prorrogar o cessar-fogo em mais 45 dias, anunciaram as autoridades americanas, que mediam as conversas
FMI prevê agravamento da recessão econômica global devido à guerra no Irã
Navio ancorado nos EAU foi apreendido, diz Reino Unido
Trump e Xi concordam que Ormuz deve permanecer aberto, diz Casa Branca
Israel continua a lançar ataques mortíferos no Líbano, mesmo sob cessar-fogo
Irã entrega nova proposta para retomar negociações com EUA
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
Fifa se reune com seleção do Irã, que acena com participação na Copa do Mundo
A Fifa demonstrou confiança na participação da seleção do Irã na Copa do Mundo que será disputada a partir de 11 de junho no Canadá, no México e nos Estados Unidos, após se reunir com membros da federação da república islâmica em Istambul.
"Tivemos uma reunião excelente, uma reunião construtiva junto com a Federação de Futebol do Irã. Creio que estamos trabalhando em estreita colaboração e esperamos com grande entusiasmo dar-lhes as boas-vindas à Copa do Mundo da Fifa 2026", declarou o secretário-geral do órgão máximo do futebol mundial, Mattias Grafström, em um comunicado em seu site.
Nesse encontro, realizado no sábado em Istambul, foram tratados "alguns assuntos operacionais", segundo a nota.
"Estou muito feliz por termos conseguido ter esse intercâmbio tão positivo; tanto a Federação de Futebol do Irã quanto a Fifa estamos muito satisfeitas com a reunião e entusiasmadas para dar as boas-vindas ao Team Melli nos EUA, Canadá e México", afirmou Grafström.
Por sua vez, o presidente da Federação de Futebol do Irã, Mehdi Taj, demonstrou-se "satisfeito" após se reunir com Grafström e receber garantias de que sua seleção poderá participar sem contratempos do Mundial de 2026.
"Tivemos uma reunião positiva e construtiva com a Fifa. Discutimos nossas preocupações e expressamos nosso compromisso conjunto para garantir a participação sem contratempos da seleção nacional na Copa do Mundo", disse Mehdi Taj, segundo divulgou a Fifa.
Jogadores terão visto; comissão técnica pode ser barrada
Está previsto que a seleção iraniana viaje nos próximos dias para a Turquia para um período de treinamentos, antes de seguir para os Estados Unidos, onde disputará, a partir do dia 16 de junho, suas partidas da fase de grupos contra Nova Zelândia, Bélgica e Egito em Los Angeles e Seattle.
Apesar do conflito bélico com os Estados Unidos, a participação iraniana no Mundial está mantida, embora o acesso de delegações e funcionários da equipe continue sujeito às políticas migratórias dos países anfitriões.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, indicou recentemente que não haverá problema para autorizar a entrada dos jogadores, mas que não será permitido o acesso ao país de membros da comissão técnica da federação que, segundo Washington, mantêm vínculos com a Guarda Revolucionária iraniana.
No domingo passado, a federação iraniana assegurou que participará do Mundial se forem respeitadas dez condições que incluem garantias de que obterão os vistos, de segurança e de que sua bandeira e hino serão respeitados diante de possíveis manifestações de dissidentes que residem nos Estados Unidos.
fcl (EFE)
Vai a 2.988 total de mortos pela ofensiva israelense contra o Líbano desde março
O número de mortos pelos ataques de Israel iniciados no último dia 2 de março contra o Líbano, especialmente no sul do país, aumentou para 2.988, enquanto o total de feridos subiu para 9.210, segundo informaram fontes oficiais neste domingo (17/05).
O Centro de Operações de Emergência Sanitária, vinculado ao Ministério da Saúde Pública libanês, afirmou em um breve comunicado que "o balanço total acumulado da agressão de 2 de março a 17 de maio é o seguinte: 2.988 mártires e 9.210 feridos", segundo divulgou a agência de notícias libanesa ANN.
Nas últimas 24 horas, foram contabilizados mais 19 mortos e 98 feridos, de acordo com os dados do departamento.
Apesar da extensão do cessar-fogo por 45 dias, Israel continuou atacando o território libanês, incluindo uma ação com drone contra um veículo na localidade de Zrarieh, no sul do país, que deixou pelo menos um morto, além de outros pontos da região meridional.
Ao mesmo tempo, o grupo xiita libanês Hezbollah reivindicou ataques contra tanques e concentrações de soldados israelenses que ocupam o sul do Líbano.
Os Estados Unidos, que atuam como mediadores, realizarão uma nova rodada de negociações entre as delegações de Israel e do Líbano nos próximos dias 2 e 3 de junho.
md (EFE, AFP)
Irã entrega nova proposta ao Paquistão para retomar negociações com EUA
O Irã entregou um novo pacote de propostas ao ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, durante sua visita oficial a Teerã, no âmbito dos esforços de Islamabad para reativar as negociações estancadas entre a república islâmica e os Estados Unidos, segundo informou a imprensa iraniana neste domingo (17/05).
O portal de notícias Iran Nuances relatou que a proposta iraniana é uma combinação do plano de 14 pontos apresentado por Teerã na semana passada e das condições impostas recentemente pelos Estados Unidos, e que foi entregue a Naqvi, que chegou neste sábado em visita à capital iraniana.
O ministro do Interior paquistanês se reuniu neste domingo com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e com o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, que foi o chefe negociador do Irã nas conversas diretas de paz com os EUA, realizadas em 11 e 12 de abril em Islamabad.
Segundo a agência de notícias Fars, vinculada à Guarda Revolucionária, os EUA apresentaram cinco condições ao Irã por meio do Paquistão, exigindo que a república islâmica entregue 440 quilos de urânio enriquecido a 60% e permitindo que o país mantenha ativa apenas uma instalação nuclear.
Além disso, a Fars reportou que Washington assegura que não pagará nenhum tipo de indenização ao Irã pelos danos de guerra nem desbloqueará sequer 25% dos ativos iranianos congelados no exterior, como exige Teerã.
Do mesmo modo, indicou que os EUA condicionam o fim da guerra em todas as frentes ao desenvolvimento das negociações com o Irã.
Teerã havia proposto na semana passada a Washington o fim da guerra em todas as frentes, a suspensão das sanções impostas contra o país, a liberação de fundos iranianos bloqueados, indenizações por danos de guerra e o reconhecimento da soberania iraniana sobre o Estreito de Ormuz antes de iniciar uma negociação sobre seu programa nuclear.
O presidente americano, Donald Trump, qualificou a proposta do Irã como "um pedaço de lixo" e afirmou que a trégua entre as partes, vigente desde 8 de abril, estava "incrivelmente frágil".
Ainda assim, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse na sexta-feira, à margem da reunião ministerial do Brics em Nova Délhi, que, apesar do estancamento das negociações formais, ambos os países ainda trocam mensagens.
Ataque com drone gera incêndio em usina nuclear nos Emirados Árabes
As autoridades dos Emirados Árabes Unidos afirmaram neste domingo (17/01) que responderam a um incêndio provocado por um ataque com drone que começou "fora do perímetro interno" da central nuclear de Barakah, na região meridional de Al Dhafra, sem que o incidente tenha causado problemas de segurança.
"Não foram registrados feridos e não houve impacto nos níveis de segurança radiológica", indicou o escritório de comunicação de Abu Dhabi em um comunicado, no qual afirmou que as autoridades tomaram "todas as medidas de precaução".
A nota acrescentou que a Autoridade Federal de Regulação Nuclear dos Emirados confirmou que "o incêndio não afetou a segurança da central nem o funcionamento de seus sistemas essenciais", garantindo que todas as unidades da usina "operam normalmente" após o ataque.
A usina nuclear de Barakah é a primeira central dos Emirados e faz parte do programa do país para diversificar suas fontes de energia e reduzir a dependência do gás e do petróleo.
Em um primeiro momento, as autoridades não se pronunciaram sobre o ataque em si nem sobre o local de seu lançamento, como costumam fazer desde o início da guerra no Oriente Médio, iniciada no último dia 28 de fevereiro por Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Após o começo do conflito, Teerã respondeu com ataques de retaliação contra Israel e os países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) - composto por Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait e Omã -, e com o bloqueio do Estreito de Ormuz, essencial para que estes países petrolíferos possam exportar seus recursos.
No entanto, os Emirados foram o país mais castigado pelo Irã, inclusive mais do que Israel, e as tensões entre Abu Dhabi e Teerã aumentaram para níveis sem precedentes após o início da guerra.
De fato, o jornal americano Wall Street Journal informou na última segunda-feira que os Emirados, localizados em frente à costa iraniana, têm realizado ataques secretos contra o Irã, um deles em abril, no qual atingiram uma refinaria de petróleo na ilha de Lavan.
O governo dos Emirados afirmou no sábado que "todas as medidas" adotadas pelo país do Golfo Pérsico ocorreram "em ações defensivas", sem esclarecer se atacaram ou não a república islâmica.
Além disso, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, acusou na sexta-feira um Estado-membro do bloco BRICS - em uma clara referência aos Emirados - de bloquear uma declaração conjunta sobre a guerra no Oriente Médio devido à sua "relação especial" com Israel e os Estados Unidos.
md (EFE, AFP)
Israel e EUA estariam preparando novos ataques ao Irã, diz mídia
As Forças Armadas israelenses estão em estado de alerta máximo na expectativa de uma possível retomada dos ataques contra o Irã, informou neste domingo (17/05) o jornal israelense Yedioth Ahronoth, citando fontes governamentais.
Segundo a reportagem, o governo israelense aguarda uma decisão do presidente dos EUA, Donald Trump.
Foi observado que há indícios crescentes de que Trump concluiu que Teerã não está disposta a aceitar suas condições para o fim da guerra.
O Yedioth Ahronoth relatou que os Estados Unidos e Israel estão realizando preparativos intensos para uma retomada das hostilidades.
Enquanto isso, o diário americano The New York Times informou que o Pentágono está se preparando para retomar a guerra, uma vez que os objetivos originais de Washington — particularmente no que diz respeito ao programa nuclear de Teerã — não foram alcançados.
Simultaneamente, o Irã advertiu neste domingo os EUA de que qualquer nova agressão militar contra o país desencadearia uma resposta "mais contundente e severa" — incluindo cenários "surpreendentes e devastadores" —, afirmou o brigadeiro-general Abolfazl Shekarchi, porta-voz das Forças Armadas iranianas. Esse alerta surge na esteira de novas ameaças do presidente Donald Trump e ocorre em meio a um impasse nas negociações de paz.
md (AFP, EFE)
Ofensivas de Israel no Líbano já mataram mais de 2,9 mil, diz governo libanês
O número de mortos desde o início dos ataques de Israel contra o Líbano, em 2 de março, no âmbito da guerra no Irã, subiu para 2.969, segundo informou neste sábado (16/05) o Ministério da Saúde Pública libanês, enquanto os bombardeios continuam apesar da prorrogação do cessar-fogo.
O Centro de Operações de Emergência de Saúde, vinculado ao Ministério da Saúde Pública, relatou também que o número de feridos aumentou para 9.112.
De acordo com os dados, foram contabilizados 18 mortos e 124 feridos a mais nas últimas 24 horas, período em que Israel e o Líbano concordaram com uma extensão de mais 45 dias do cessar-fogo, após uma nova rodada de negociações nos Estados Unidos, que atuam como mediadores.
Paralelamente, Israel lançou novas ações contra o sul do Líbano, a região mais afetada do país mediterrâneo e onde o Estado israelense realizou e mantém uma invasão, o que causou pelo menos uma morte.
Por sua vez, o grupo xiita libanês Hezbollah, que não participa das negociações de paz, reivindicou um ataque contra tropas israelenses que ocupam a cidade libanesa de Khiam, no sul.
fcl (EFE)
Irã anuncia nova gestão em Ormuz, com pagamento de pedágio e rota alternativa
Um membro do alto escalão do Parlamento do Irã anunciou neste sábado (16/05) que o país projetou um novo mecanismo para gerenciar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, baseado em uma rota específica para navios comerciais e países que cooperem com Teerã, assim como na cobrança de pedágios.
"O Irã, no âmbito de sua soberania nacional e da garantia da segurança do comércio internacional, preparou um mecanismo profissional para gerenciar o tráfego no Estreito de Ormuz ao longo de uma rota designada", afirmou na rede social X o chefe da Comissão de Segurança Nacional e Política Exterior do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi.
O deputado explicou que apenas navios comerciais e as partes que cooperem com o Irã se beneficiarão desse mecanismo, e que "serão cobradas as tarifas necessárias pelos serviços especializados prestados no âmbito deste sistema".
Azizi afirmou que o estratégico Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo, "permanecerá fechado para os operadores do chamado Projeto Liberdade", lançado pelos Estados Unidos em 4 de maio para escoltar navios retidos na região devido ao bloqueio iraniano imposto desde os primeiros dias da guerra.
No entanto, o presidente americano, Donald Trump, suspendeu a operação no dia seguinte para dar margem às negociações de paz com Teerã, que estão estagnadas no momento depois de Washington ter classificado a última proposta iraniana como "lixo".
A Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano já aprovou, no final de março, um projeto de lei que estabelece o pagamento de pedágios no Estreito de Ormuz, o qual ainda precisa ser debatido e submetido à votação no plenário.
Apesar de a lei ainda não ter sido aprovada pela totalidade do Legislativo, o Banco Central do país anunciou no final de abril que já estava recebendo pagamentos de navios para transitar por Ormuz.
Os Estados Unidos, por sua vez, mantêm um cerco naval sobre portos e navios iranianos desde 13 de abril em resposta ao bloqueio de Teerã em Ormuz.
Europeus negociam com república islâmica
O Irã também afirmou neste sábado que vários países europeus estão em conversações com Teerã para obter autorização para atravessar o estreito de Ormuz.
"Depois da passagem de navios provenientes de países da Ásia Oriental, sobretudo da China, do Japão e do Paquistão, recebemos hoje informações de que países europeus iniciaram negociações com a marinha dos Guardas da Revolução" para atravessar a passagem marítima, anunciou a televisão estatal iraniana, sem identificar os países.
Na quinta-feira (14/05), o Irã já tinha anunciado que as forças navais autorizaram a passagem de "mais de 30 navios" chineses pelo estreito de Ormuz. A China é o principal importador de petróleo iraniano.
Fcl (Lusa, EFE)
Irã diz que apoio a proposta dos EUA levará mais países ao conflito
O Irã advertiu que os países que apoiarem um projeto de resolução promovido pelos Estados Unidos sobre o Estreito de Ormuz compartilharão a responsabilidade internacional por qualquer nova escalada militar na região.
"Nenhuma desculpa política nem cobertura diplomática poderá absolvê-los de sua responsabilidade por facilitar, permitir e legitimar a agressão americana", afirmou na rede social X a representação do Irã perante a ONU em Nova York no final da sexta-feira (15/05).
A missão acusou Washington de utilizar o número de copatrocinadores da iniciativa para projetar uma "falsa imagem" de amplo respaldo internacional às suas ações "ilegais".
"Agora fica absolutamente claro que os Estados Unidos buscam explorar o número de supostos copatrocinadores de seu projeto de resolução, politicamente motivado e unilateral, para fabricar uma falsa imagem de 'amplo apoio internacional' às suas contínuas ações ilegais e abrir caminho para novas aventuras militares na região", criticou.
O esboço do projeto de resolução, apresentado pelos Estados Unidos e pelo Bahrein em 7 de maio, defende a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e exige que o Irã cesse os ataques, a minagem e a cobrança de pedágios aos navios que desejam transitar por essa passagem.
O texto conta com o respaldo de Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Este novo esboço suaviza a versão anterior, apresentada em abril, ao eliminar qualquer referência ao Capítulo VII da Carta da ONU, que permite autorizar o uso da força militar e que foi vetada pela Rússia e pela China.
O Irã mantém o Estreito de Ormuz praticamente fechado desde os primeiros dias da guerra lançada em 28 de fevereiro por EUA e Israel contra o país, razão pela qual Washington reagiu impondo, desde 13 de abril, um cerco naval sobre portos e navios iranianos na estratégica via marítima, por onde passa 20% do petróleo mundial.
md (EFE, AFP)
Israel bombardeia sul do Líbano um dia após extensão da trégua
Militares israelenses informaram ter lançado neste sábado (16/05) novos ataques visando a infraestrutura do Hezbollah em todo o sul do Líbano, um dia após os dois países concordarem em prorrogar um cessar-fogo em vigor.
"As FDI iniciaram ataques contra instalações de infraestrutura do Hezbollah em diversas áreas no sul do Líbano", afirmou o comando das Forças de Defesa de Israel (FDI).
Nesta sexta-feira, pelo menos seis pessoas foram mortas — incluindo três paramédicos — e 22 ficaram feridas em um ataque israelense contra um centro de defesa civil no sul do Líbano, informou a agência estatal de notícias libanesa na madrugada deste sábado.
Também nesta sexta, representantes de Israel e Líbano concordaram, em Washington, em ampliar por 45 dias o cessar-fogo declarado em 16 de abril, anunciou o Departamento de Estado dos Estados Unidos, país que atua como mediador.
Além disso, as delegações de ambos os países concordaram em realizar uma nova rodada de negociações de paz nos dias 2 e 3 de junho, assim como uma reunião em nível militar no Pentágono em 29 de maio.
md (AFP, Reuters)
Israel e Líbano prolongam trégua em 45 dias, anunciam EUA
Representantes de Israel e Líbano concordaram nesta sexta-feira (15/05), em Washington, em ampliar por 45 dias o cessar-fogo declarado em 16 de abril, anunciou o Departamento de Estado dos Estados Unidos, país que atua como mediador.
Além disso, as delegações de ambos os países concordaram em realizar uma nova rodada de negociações de paz nos dias 2 e 3 de junho, assim como uma reunião em nível militar no Pentágono em 29 de maio.
"Esperamos que essas discussões avancem rumo a uma paz duradoura entre os dois países, ao pleno reconhecimento da soberania e integridade territorial de cada um e ao estabelecimento de verdadeira segurança ao longo de sua fronteira compartilhada", disse em redes sociais Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado americano.
Representantes de ambos os países realizaram dois dias de negociações no Departamento de Estado americano para tentar salvar o cessar-fogo acertado em abril, que expiraria nesta sexta-feira e foi violado por contínuos ataques israelenses em território libanês no contexto do conflito com o grupo xiita libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã.
A delegação israelense foi composta pelo embaixador nos EUA, Yechiel Leiter, e pelo vice-conselheiro de Segurança Nacional, Yossi Draznin. A delegação libanesa incluía a embaixadora nos EUA, Nada Hamadeh, e o enviado especial Simon Karam.
Os EUA foram representados pelo conselheiro do Departamento de Estado, Michael Needham, pelo embaixador em Israel, Mike Huckabee, e pelo embaixador no Líbano, Michel Issa.
Israel e Líbano, que não mantêm relações diplomáticas, realizaram duas rodadas de negociações na capital americana, em 14 e 23 de abril, que resultaram em um acordo - e posteriormente em uma prorrogação - de cessar-fogo nos ataques israelenses em território libanês.
No entanto, Israel continuou a bombardear o território do Líbano desde a entrada em vigor do cessar-fogo, enquanto o Hezbollah, que não participa das negociações, atacou forças de Israel no Líbano e em território israelense.
O principal objetivo das negociações é consolidar a trégua entre os dois países e estabelecer as bases para um tratado de paz. Beirute exige a retirada das tropas israelenses de seu território, enquanto Israel exige o desarmamento do Hezbollah.
fcl (EFE)
Irã afirma que desconfiança com EUA é principal obstáculo para negociações
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou nesta sexta-feira, em Nova Déli, que a falta de confiança nos Estados Unidos continua sendo o principal obstáculo para avançar nas negociações bilaterais, depois que Washington atacou o território iraniano enquanto as duas partes mantinham contatos diplomáticos.
"O problema mais importante agora é a desconfiança", declarou Araqchi durante uma entrevista coletiva à margem da reunião ministerial do Brics em Nova Déli.
Ainda assim, o chanceler iraniano sustentou que Teerã continua acreditando que não existe uma solução militar para o conflito e defendeu a necessidade de manter as negociações.
"Não há outra solução senão uma solução negociada", afirmou.
Araqchi afirmou que o Irã havia retomado as conversas com os Estados Unidos e apenas dias depois os americanos iniciaram os ataques.
"O último encontro foi em 26 de fevereiro. O negociador nos disse que havia avanços significativos, mas dois dias depois começaram os ataques", declarou.
O ministro iraniano também acusou Washington de enviar "mensagens contraditórias" sobre o processo diplomático e assegurou que isso dificulta qualquer avanço nas conversas.
"A cada dia a mensagem é diferente, e isso é um problema", afirmou.
Araqchi insistiu ainda que o Irã resistirá à pressão ocidental da mesma forma que tem feito durante décadas sob sanções internacionais.
"Resistimos a mais de 40 anos de sanções, mas isso não mudou a nossa determinação", assinalou.
As declarações do chefe da diplomacia iraniana ocorrem em meio a uma frágil trégua no Oriente Médio e durante a reunião de ministros das Relações Exteriores do Brics em Nova Délhi, marcada pelas divisões internas do bloco sobre a guerra e o futuro das negociações com Washington.
jps (EFE)
Reunião de ministros do Brics termina sem posição comum sobre guerra no Oriente Médio
Os ministros das Relações Exteriores do Brics concluíram nesta sexta-feira sua reunião em Nova Déli sem chegar a uma posição comum sobre a guerra no Oriente Médio, depois que a declaração final do bloco reconheceu a existência de "diferentes pontos de vista" entre os seus membros sobre o conflito.
"Houve opiniões diferentes entre alguns membros com relação à situação na região de Ásia Ocidental e Oriente Médio. Os membros do Brics expressaram as suas respectivas posições nacionais e compartilharam uma variedade de perspectivas", assinala o texto divulgado no encerramento da reunião ministerial.
O documento, publicado como uma declaração da presidência indiana do Brics e não como uma declaração conjunta pactuada por todos os membros, evidenciou as dificuldades do bloco ampliado para fixar uma postura comum sobre a crise regional.
O bloco, integrado originalmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, incorporou nos últimos dois anos Egito, Etiópia, Irã, Emirados Árabes Unidos e Indonésia.
A declaração acrescenta que, entre as posições expressadas pelos membros, figuraram "a necessidade de uma pronta resolução da crise atual, o valor do diálogo e da diplomacia, o respeito à soberania e à integridade territorial", assim como "a importância de um fluxo seguro e sem obstáculos do comércio marítimo através das vias internacionais".
As diferenças internas ocorrem em um contexto de tensões entre Irã e Emirados Árabes Unidos, ambos recém-incorporados ao grupo, e depois que Teerã pressionou para que o Brics condenasse explicitamente as ações militares de EUA e Israel.
O texto final evitou qualquer condenação direta a Washington e Tel Aviv, embora tenha destacado que "muitos membros destacaram o impacto dos recentes acontecimentos sobre a situação econômica mundial".
As divisões também ficaram refletidas em duas seções relacionadas a Gaza e à situação no mar Vermelho, sobre as quais a presidência indiana adicionou notas esclarecendo que "um membro tinha reservas sobre alguns aspectos deste parágrafo".
Apesar das divergências sobre o Oriente Médio, o Brics manteve consensos em questões econômicas e de governança global.
Os ministros reiteraram seu apoio à reforma das instituições financeiras internacionais e condenaram "a imposição de medidas coercitivas unilaterais contrárias ao direito internacional".
A reunião ministerial realizada entre 14 e 15 de maio em Nova Déli serviu ainda como preparação para a próxima cúpula de líderes do Brics, prevista para setembro na capital indiana.
jps (EFE)
Ministro russo pede transformação de tréguas em paz definitiva no Oriente Médio
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, pediu nesta sexta-feira (15/05), a partir de Nova Délhi, a transformação das atuais tréguas no Oriente Médio em um "acordo definitivo" de cessação de hostilidades e defendeu a criação de uma estrutura regional "estabilizadora" para evitar novas crises na região.
"O mais importante é deter a guerra atual", segundo a tradução oficial para o inglês de suas declarações em russo em uma entrevista coletiva à margem da reunião ministerial do Brics em Nova Délhi.
Para o chanceler, o propósito neste momento deve ser "converter as tréguas que se respeitam mais ou menos em um acordo definitivo sobre a cessação de qualquer ação militar. Mas, a longo prazo, é claro, é preciso pensar em alguma estrutura regional estabilizadora", disse.
"Contradições" entre Irã e Emirados
Lavrov reconheceu que surgiram "contradições" entre Irã e Emirados Árabes Unidos no contexto do conflito, mas sustentou que as hostilidades começaram por uma "agressão não provocada" de Washington e Tel Aviv contra Teerã.
"Precisamos entender as causas profundas de cada conflito, e a causa raiz aqui é a agressão não provocada de Estados Unidos e Israel contra o Irã", afirmou.
O chefe da diplomacia russa assinalou ainda que o bloco Brics não deve assumir uma mediação direta do conflito, embora tenha defendido um maior papel diplomático de países com influência regional e vínculos com o Irã.
"Espero que o Paquistão esteja ajudando agora a estabelecer um diálogo entre Irã e Estados Unidos para resolver a crise atual. Seria perfeitamente possível aproveitar a Índia, dada a sua ampla experiência diplomática e autoridade, para preparar o terreno e criar um espaço de diálogo entre os vizinhos", acrescentou.
Defesa da posição de Teerã
Lavrov também defendeu a posição iraniana em relação ao Estreito de Ormuz, um dos principais corredores energéticos do mundo. "Agora todo mundo está pedindo ao Irã que abra o Estreito de Ormuz. Gostaria de lembrar que antes de 28 de fevereiro, quando começou esta agressão, não havia nenhum problema", declarou.
O ministro acrescentou que o Irã não foi responsável pela atual crise no golfo Pérsico e vinculou as tensões marítimas ao conflito iniciado após os ataques americanos e israelenses contra o território iraniano.
Suas declarações ocorrem durante a reunião de ministros das Relações Exteriores do Brics em Nova Délhi, marcada pelas divisões internas do bloco sobre a guerra no Oriente Médio e o impacto do conflito sobre o fornecimento energético global.
O grupo, integrado originalmente por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, incorporou nos últimos dois anos Egito, Etiópia, Irã, Emirados Árabes Unidos e Indonésia, ampliando seu peso político e econômico, mas também as diferenças internas entre alguns dos seus membros.
md (EFE, AFP)
Trump diz ter visão "muito semelhante" com Xi sobre fim do conflito no Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (15/05), antes de almoçar com seu homólogo chinês, Xi Jinping, que ambos compartilham uma visão "muito semelhante" sobre como pôr fim ao conflito no Irã, que EUA e Israel iniciaram no final de fevereiro e que resultou no fechamento do Estreito de Ormuz por parte de Teerã.
"Falamos sobre o Irã. Temos uma opinião muito semelhante sobre o Irã. Queremos que acabe, não queremos que tenham uma arma nuclear e queremos que o estreito seja aberto", indicou Trump em um encontro em Zhongnanhai, o complexo próximo à Cidade Proibida de Pequim que abriga a cúpula do Partido Comunista da China (PCC, governante), ao final de sua visita de dois dias a Pequim.
Trump disse que o Irã decidiu fechar o estreito e explicou que os EUA decidiram então "fechá-lo sobre eles, mas queremos que seja aberto", porque é "algo insano e não é bom".
O mandatário reiterou que o Irã não pode ter uma arma nuclear e que ele e Xi estão "bastante de acordo" nesse e em outros pontos.
md (EFE, AFP)
Trump diz que Xi ofereceu "ajuda" com o Irã durante encontro em Pequim
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que seu homólogo chinês, Xi Jinping, ofereceu-lhe "ajuda" com a guerra no Irã e a reabertura do estreito de Ormuz durante o encontro entre os dois em Pequim.
"O presidente Xi gostaria de que se chegasse a um acordo. Ele me disse: 'Se eu puder ajudar de alguma forma, gostaria de ajudar'", declarou Trump em entrevista à rede de televisão "Fox News", direto da China.
De acordo com um trecho da entrevista, que será exibida na íntegra nesta quinta à noite nos EUA, Trump afirmou que Xi "gostaria de ver o estreito de Ormuz aberto".
Segundo ele, Xi também prometeu que não vai fornecer equipamentos militares ao Irã.
"Ele disse que não vai fornecer equipamentos militares, o que é uma declaração significativa. Mas, ao mesmo tempo, afirmou que a China compra muito petróleo de lá (Irã) e gostaria de continuar comprando", acrescentou.
A guerra no Irã ganhou destaque durante a visita de Trump à China porque, nos dias que antecederam a viagem, Washington havia pedido a Pequim para assumir um papel mais ativo na comunicação com Teerã.
Os EUA argumentaram que o bloqueio do estreito de Ormuz impacta diretamente os interesses de energia e comércio da China, já que aproximadamente 45% de suas importações de petróleo e gás passam pela hidrovia.
Xi e Trump concordaram na reunião que o Irã "nunca" deveria possuir armas nucleares e sobre a necessidade de reabrir o estreito de Ormuz ao transporte de hidrocarbonetos sem a cobrança de taxas de trânsito, de acordo com um comunicado da Casa Branca sobre o primeiro encontro entre os dois.
Trump, que está em visita oficial a Pequim pela primeira vez desde 2017, durante seu primeiro mandato, terá outro encontro com Xi amanhã antes de retornar a Washington.
jps (EFE)
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