Irã e EUA trocam ataques, e Teerã diz que fechou Estreito de Ormuz
Em reação a novos bombardeios americanos, Teerã ataca bases dos EUA em países árabes. EUA dizem que tráfego "está fluindo" em Ormuz. Acompanhe os últimos desdobramentos do conflito.Representantes dos Estados Unidos e do Irã deram início a negociações mediadas por representantes do Paquistão e do Catar, após assinatura, em 17 de junho, de um acordo preliminar de paz, ou memorando de entendimento, entre as duas partes para pôr fim à guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Mas o cessar-fogo se deteriorou, após sucessivos incidentes no Estreito de Ormuz.
Dias atrás, Trump declarou encerrado o acordo em vigor entre os dois países, após a retomada dos bombardeios no Oriente Médio.
Washington acusou Teerã de atacar embarcações comerciais que transitavam pela região, incluindo um navio porta-contêineres de bandeira cipriota atingido no Estreito de Ormuz.
Em resposta, o Comando Central dos EUA iniciou uma nova rodada de bombardeios contra alvos militares iranianos, alegando a necessidade de proteger a navegação internacional e reduzir a capacidade ofensiva do Irã.
Durante a madrugada, forças americanas realizaram novos bombardeios contra alvos iranianos, atacando dezenas de instalações ligadas a mísseis, drones, comunicações e capacidades navais iranianas.
Teerã classificou os ataques como violação dos acordos anteriores e reagiu lançando mísseis e drones contra países do Golfo que abrigam bases militares americanas, além de declarar o fechamento total à navegação em Ormuz.
Acompanhe abaixo os desdobramentos do conflito:
Marinha do Irã diz ter fechado o Estreito de Ormuz.
Os EUA lançam novos ataques contra o Irã - a terceira rodada de ofensivas nesta semana.
O Irã atinge instalações militares dos EUA na Jordânia e no Golfo com mísseis e drones.
EUA dizem que "tráfego está fluindo" em Ormuz
Secretário-geral da ONU pede o fim dos ataques
O secretário-geral da ONU, António Guterres, instou os Estados Unidos e o Irã a interromperem a ressurgimento dos ataques na guerra do Oriente Médio e a retomarem as negociações para pôr fim ao conflito.
Guterres mencionou especificamente os ataques dos EUA contra o Irã e as agressões a navios no Estreito de Ormuz e contra países na região do Golfo. "Esses ataques devem parar", afirmou o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, em um comunicado.
"A retomada das hostilidades em escala total teria consequências catastróficas", dizia a nota.
rc (AFP)
Irã denuncia ataques a alvos no sul do país
A imprensa do Irã relatou novas explosões na costa sul do país na noite deste domingo (12/07), após uma terceira onda de ataques dos Estados Unidos durante a madrugada.
A agência de notícias estatal Irna descreveu "ataques hostis" e várias detonações na cidade portuária de Bandar Abbas. A agência também informou que mais de dez projéteis atingiram a ilha estratégica de Qeshm, no Estreito de Ormuz.
"Entre dez e 11 projéteis inimigos atingiram a ilha de Qeshm desde a tarde de domingo", disse Hossein Amir Teymouri, governador do município de Qeshm, à Irna, acrescentando que "todos os alvos eram militares" e que não houve vítimas.
Qeshm é a maior ilha do Golfo Pérsico e abriga cerca de 150 mil pessoas.
Uma autoridade militar americana relatou à agência de notícias Associated Press que os ataques foram realizados contra sistemas de defesa antimíssil e antiaérea, bem como contra pequenas embarcações usadas pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã em vários locais ao redor do estreito.
Ele afirmou que o objetivo era degradar ainda mais a capacidade de Teerã de atacar navios comerciais nessa importante via navegável.
rc (DW, ots)
Trump diz que o Estreito de Ormuz está "aberto"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste domingo (12/07) ao ser questionado pela emissora americana NBC News sobre o status do Estreito de Ormuz, que a passagem está "aberta".
Horas antes o Centcom (Comando Central dos EUA), responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio, relatou que navios continuam transitando pelo Estreito de Ormuz, apesar da alegação do Irã de que a passagem foi fechada na mais recente escalada do conflito.
"O Irã não controla o estreito. O tráfego está fluindo normalmente", afirmou o Centcom em postagem no X.
Em outra entrevista à emissora americana CNN, Trump disse que o Irã foi atingido "com muita força ontem à noite", após afirmar que os EUA e o Irã estiveram perto de um acordo no sábado.
"Eles estavam cedendo em tudo, e então, de repente, duas horas depois, atingiram um navio com um drone. Tem algo de errado com essas pessoas", disse Trump.
rc (DW)
Jornal iraniano publica lista de líderes que devem pagar por morte de Khamenei
O jornal iraniano Hamshahri, diário de orientação ultraconservadora do município de Teerã, publicou uma lista de pessoas que devem pagar pela morte do aiatolá Ali Khamenei, entre as quais figura Donald Trump, Benjamin Netanyahu e Emmanuel Macron.
O guia supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou no sábado, em mensagem escrita, que a vingança é "inevitável", após o funeral do pai, morto numa ataque israelo-americano em 28 de fevereiro, no primeiro dia da guerra.
"Esta vingança é a vontade da nossa nação e deve ser cumprida, inevitavelmente. Estes criminosos, cujos nomes figuram numa lista, levarão para o túmulo o desejo de uma morte tranquila nos seus leitos", afirmou Mojtaba Khamenei, que sucedeu ao pai como guia supremo, num texto que lhe é atribuído.
O diário Hamshahri divulgou na noite deste sábado, em sua versão online, uma infografia que resume essa proposta. No entanto, não figura neste domingo (12/07) na edição impressa do jornal.
A publicação mostra as fotos de 13 personalidades que parecem estar ligadas à lista evocada por Mojtaba Khamenei mas não menciona qualquer nome.
Nesta infografia, os retratos do presidente americano, Donald Trump, e do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aparecem com um alvo.
Na lista, figuram também o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, assim como dirigentes europeus, entre os quais o presidente francês, Emmanuel Macron, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, o chanceler federal alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro britânico demissionário, Keir Starmer.
O Irã criticou os países europeus, durante a guerra, por não condenarem o ataque ao país e por serem cúmplices, ao autorizarem aviões militares americanos a sobrevoarem o seu espaço aéreo.
md (Lusa, AFP)
Catar diz que "se reserva o pleno direito de responder" aos ataques do Irã
O governo do Catar, país mediador entre Washington e Teerã, condenou neste domingo (12/07) de forma enérgica os "renovados ataques" lançados pelo Irã contra seu território e outros países da região, e advertiu que se reserva "o direito de responder".
"O Catar se reserva o pleno direito de responder, em conformidade com as disposições do direito internacional, e de adotar todas as medidas necessárias para proteger sua soberania, segurança, integridade territorial e seus cidadãos", afirmou o Ministério das Relações Exteriores catariano em comunicado.
A diplomacia de Doha classificou a ofensiva de Teerã como uma "flagrante violação" da soberania regional e acusou a república islâmica de ser "plenamente responsável por esses ataques e por suas repercussões e consequências".
A reação do Catar ocorreu depois que a queda de estilhaços pela derrubada de projéteis iranianos deixou ao menos três feridos no país em meio a uma onda de ataques que afetou também países vizinhos.
md (EFE, ots)
Trump diz que EUA atingiram o Irã "muito duramente"
"O atingimos muito duramente na noite passada", declarou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste domingo (12/07) à emissora CNN por telefone, referindo-se aos ataques americanos realizados em resposta às mais recentes ações iranianas contra embarcações no Estreito de Hormuz.
Trump afirmou que Estados Unidos e Irã estavam próximos de fechar "um acordo" no sábado.
"Eles estavam desistindo de tudo e, de repente, duas horas depois, atingiram um navio com um drone. Há algo errado com essas pessoas", disse.
Os militares americanos informaram no sábado que atacaram aproximadamente 140 alvos no Irã em retaliação a um novo ataque iraniano contra um navio comercial no Estreito de Hormuz.
Em outra entrevista, à emissora NBC News, Trump afirmou, também neste domingo, que o Estreito de Ormuz permanece aberto ao tráfego comercial, apesar de o Irã ter anunciado seu bloqueio.
md (AFP, ots)
Militares dos EUA dizem que "o tráfego está fluindo" no Estreito de Ormuz
As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram no domingo que os navios continuam transitando pelo Estreito de Ormuz, apesar da alegação do Irã de que a passagem foi fechada na mais recente escalada do conflito no Oriente Médio.
"O Irã não controla o estreito. O tráfego está fluindo normalmente", afirmou o Centcom (Comando Central dos EUA), responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio, em uma publicação na rede X.
Em uma publicação posterior, o Centcom mencionou diretamente e contestou uma declaração do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que havia anunciado o fechamento dessa rota vital para o fluxo global de petróleo.
No entanto, os militares americanos declararam que o estreito: "Continua sendo uma via marítima internacional. As forças dos EUA estão posicionadas e preparadas para garantir que continue assim."
Ao anunciar o fechamento do estreito, o Irã também realizou ataques contra países do Golfo aliados dos Estados Unidos, em resposta à mais recente série de ataques americanos contra alvos iranianos.
Esses acontecimentos aumentam ainda mais os riscos para um acordo que deveria interromper o conflito enquanto negociadores buscam uma solução definitiva para encerrar a guerra.
md (AFP, EFE)
Paquistão pede contenção ao Irã após novos ataques
O vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, pediu neste domingo (12/07) uma desescalada imediata durante uma conversa telefônica de emergência com seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, após a nova onda de ataques na região e o rompimento da trégua.
"O ministro das Relações Exteriores instou as partes a seguirem o caminho da desescalada e a agirem com moderação, conforme foi acordado no Memorando de Entendimento de Islamabad, em junho de 2026", informou a chancelaria paquistanesa em comunicado.
O chefe da diplomacia do Paquistão destacou que o diálogo é a única via viável para resolver as disputas e reiterou a disposição de Islamabad, que atua como mediador oficial no conflito, de continuar desempenhando um papel construtivo para restaurar a estabilidade na região.
O governo paquistanês reforçou seu compromisso com os esforços diplomáticos destinados a reduzir as tensões e evitar uma nova escalada do conflito, defendendo negociações como o principal mecanismo para alcançar uma solução duradoura.
md (EFE, AFP)
Indiano desaparecido após ataque a navio próximo a Omã
A Índia informou neste domingo (12/07) que um de seus cidadãos está desaparecido após uma embarcação comercial, a GFS Galaxy, ser atingida em águas a leste de Omã, em meio a uma nova troca de ataques entre o Irã e os Estados Unidos.
De acordo com um comunicado oficial, dez tripulantes foram resgatados.
"Dos 11 cidadãos indianos que estavam a bordo, 10 foram resgatados até o momento, enquanto um cidadão indiano é considerado desaparecido", informou o Ministério das Relações Exteriores da Índia.
A nota acrescenta que a Embaixada da Índia em Omã está acompanhando a situação de perto e trabalhando em coordenação com as autoridades locais enquanto prosseguem as operações de busca e resgate.
Mais cedo, o Irã afirmou ter disparado um tiro de advertência que atingiu uma embarcação que navegava por uma "rota não autorizada".
As autoridades indianas continuam monitorando o incidente e mantêm contato com as equipes envolvidas nas buscas pelo tripulante desaparecido.
md (Reuters, AP)
Irã ataca instalações militares dos EUA no Oriente Médio
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, na noite de sábado (11/07), ter atacado bases e instalações de radar dos EUA na Jordânia, no Kuwait, no Bahrein e no Catar com mísseis balísticos e drones.
Em retaliação a ataques dos EUA contra o Irã, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou ter atingido uma instalação de radar militar dos EUA no Kuwait e a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, onde foram destruídos um centro de manutenção de aeronaves de caça e um centro de comando e controle.
O IRGC também alegou ter destruído centros de apoio logístico e plataformas de reabastecimento para porta-aviões dos EUA no porto de Duqm, em Omã.
O texto afirma que o ataque ocorreu depois que os EUA, "impondo sua vontade ao governo do Sultanato de Omã", levaram várias embarcações a tentar estabelecer uma "rota ilegal" ao sul do Estreito de Ormuz na noite passada — uma tentativa que foi interrompida por uma "resposta decisiva da Marinha iraniana".
O Exército da República Islâmica também reivindicou a autoria de uma ofensiva utilizando "drones destrutivos" contra o sistema antimísseis Patriot no Kuwait, bem como contra um depósito de munições e uma estação de radar das forças dos EUA no mesmo país.
Em outra onda de ataques com drones, o Irã teve como alvo o sistema de comunicações e a estação de radar dos militares americanos no Bahrein.
md (EFE, AP, AFP)
Irã fecha o Estreito de Ormuz e atinge embarcação
A marinha da Guarda Revolucionária do Irã informou, na manhã deste domingo (12/07), que fechou o Estreito de Ormuz após várias embarcações tentarem passar pela estratégica via navegável.
Um tiro de advertência disparado contra as embarcações atingiu e parou um dos navios, segundo a marinha em comunicado publicado no Telegram.
"O Estreito de Ormuz está fechado até segunda ordem e até o fim das intervenções dos Estados Unidos na região, e nenhuma embarcação terá permissão para passar", dizia o comunicado.
O texto acrescentava que qualquer "novo ato de agressão contra nós receberá uma resposta severa, e novas bases inimigas na região serão alvos de ataques".
md (Reuters, AP)
Forças armadas dos EUA lançam novos ataques contra o Irã
O Comando Central dos EUA (Centcom) informou ter realizado novos ataques contra o Irã depois que Teerã atingiu um navio de carga.
Em uma publicação na rede social X, o comando afirmou que "forças da Guarda Revolucionária Islâmica atacaram descaradamente o M/V GFS Galaxy, um navio porta-contêineres com bandeira do Chipre que transitava pelo Estreito de Ormuz".
As Forças Armadas dos EUA informaram que um membro civil da tripulação estava desaparecido e que os danos à embarcação impediram a continuidade da viagem.
Os ataques foram realizados por ordem do presidente Donald Trump, acrescentou o Centcom.
A Guarda Revolucionária confirmou, em comunicado, que os EUA "lançaram um ataque aéreo contra várias bases costeiras e antenas de telecomunicações na costa sul do Irã".
Mais cedo, no domingo, a mídia iraniana noticiou a ocorrência de explosões em diversos locais do país, sem fornecer detalhes sobre vítimas ou danos.
A emissora estatal iraniana Press TV relatou explosões nas cidades de Bushehr e Asaluyeh, no sul do país.
A agência de notícias Mehr também informou que explosões foram ouvidas na ilha de Qeshm.
Também houve explosões em Bandar Abbas e Sirik, segundo a emissora estatal iraniana IRIB.
md (Reuters, AP, AFP, EFE)
Irã permitirá inspeção nuclear como parte de acordo com EUA
O Irã deverá permitir que inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) retornem ao país, afirmou nesta segunda-feira (22/06) o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, sem, no entanto, estabelecer um cronograma.
Vance esteve presente nas conversas deste fim de semana com representantes iranianos no resort de Bürgenstock, na Suíça, onde os dois lados iniciaram negociações de paz mediadas por representantes do Paquistão e do Catar, após a assinatura do acordo preliminar, ou memorando de entendimento, que suspendeu as hostilidades entre os dois países.
Os negociadores vão tentar, ao longo de 60 dias, acertar os detalhes de um acordo de paz definitivo, o que inclui o controverso programa nuclear iraniano.
No segundo semestre de 2025, a AIEA visitou alguns locais do programa nuclear iraniano que não haviam sido danificados pelos ataques israelenses e americanos de junho do mesmo ano. Desde então, o Irã permitiu que os inspetores da agência inspecionassem apenas as instalações que não foram atingidas por esses bombardeios.
Após os ataques dos EUA e Israel que deflagraram a guerra com o Irã, em 28 de fevereiro, a AIEA suspendeu completamente as inspeções.
Os dois lados, buscando consolidar o acordo de paz provisório assinado na semana passada, definiram um roteiro para um acordo permanente em 60 dias durante as conversas na Suíça.
Eles também concordaram com um mecanismo para pôr fim aos combates no Líbano entre Israel, aliado dos EUA, e o grupo islamista Hezbollah, alinhado ao Irã, e abriram uma linha de comunicação para garantir a passagem segura de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz, uma rota vital para o abastecimento global de petróleo.
"Um pouco de ameaça, um pouco de reclamação"
Vance minimizou as tensões após a ameaça feita no domingo pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de reiniciar a guerra depois que o Irã voltou a fechar temporariamente o Estreito de Ormuz, devido ao que considerou a falha de Washington em interromper os combates no Líbano.
"Houve um pouco de ameaça, um pouco de reclamação, mas no fim das contas as negociações continuaram e fizemos grandes progressos", disse o vice-presidente.
O ministro do Exterior do Irã, Abbas Araqchi, disse nas redes sociais que Teerã teria garantido isenções para as exportações de petróleo e produtos petroquímicos, a liberação de alguns de seus ativos congelados no exterior e o lançamento de um plano de reconstrução e desenvolvimento para o Irã.
Vance disse que o enviado da Casa Branca, Jared Kushner, genro de Trump, havia proposto um processo pelo qual os EUA e o Catar teriam controle sobre os fundos iranianos quando estes fossem descongelados, o que permitiria que o dinheiro fosse gasto em milho, soja e trigo dos EUA.
Na sequência do acordo provisório da semana passada, o Departamento do Tesouro dos EUA emitiu nesta segunda-feira uma licença geral ao Irã, autorizando a produção, entrega e venda de petróleo bruto e produtos petroquímicos e derivados de petróleo de origem iraniana até 21 de agosto.
rc (DPA, Reuters)
Líbano intensifica esforços por cessar-fogo com Israel
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, conversou nesta segunda-feira (22/06) com altos funcionários dos Estados Unidos e do Catar sobre a consolidação de um cessar-fogo em seu território e a formação de uma "célula de prevenção de conflitos", informou seu gabinete, após as negociações entre os EUA e o Irã na Suíça.
Os confrontos entre Israel e o Hezbollah arrastaram o Líbano para a guerra no Oriente Médio, em 2 de março, quando o grupo islamista lançou foguetes contra o território israelense em apoio ao Irã, seu aliado, ameaçando repetidamente os esforços de paz na região.
Segundo um comunicado da Presidência libanesa, Aoun recebeu um telefonema do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, do conselheiro sênior da Casa Branca Jared Kushner, e do primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani.
Eles discutiram "a questão da consolidação do cessar-fogo no Líbano, a interrupção da escalada militar israelense e as medidas que devem ser tomadas a esse respeito, incluindo a possibilidade de formar uma célula para esse fim", informou o gabinete de Aoun.
Os ataques israelenses e os confrontos com o Hezbollah no final da semana passada ameaçaram inviabilizar o acordo, mas os combates no Líbano foram interrompidos desde a noite de sábado, depois que o Irã afirmou ter fechado novamente o Estreito de Ormuz em resposta aos ataques de Israel.
Israel remove restrições a suas forças na fronteira
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse neste domingo que as forças israelenses permaneceriam no sul do Líbano "enquanto fosse necessário", enquanto o chefe do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou qualquer zona de segurança israelense dentro do Líbano.
O ministro israelense da Defesa, Israel Katz, afirmou que suas forças permaneceriam no sul do Líbano "enquanto fosse necessário", enquanto o chefe do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou qualquer zona de segurança israelense dentro do Líbano.
Israel também informou que todas as restrições relacionadas à guerra em suas fronteiras do norte foram suspensas a partir da manhã desta segunda-feira.
Os acontecimentos ocorrem antes da quinta rodada de negociações diretas entre autoridades libanesas e israelenses em Washington, com início previsto para esta terça-feira.
As autoridades libanesas buscam a retirada das tropas israelenses do país e têm procurado separar as negociações do acordo EUA-Irã, para determinar o futuro das relações entre as duas nações após décadas de hostilidades.
rc (AFP)
Irã fala em "progressos significativos" nas negociações na Suíça
O ministro do Exterior do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que houve "progressos significativos" nas negociações entre os EUA e o Irã realizadas na Suíça.
"A incansável mediação do Paquistão e do Catar trouxe grandes avanços para o fim da guerra no Líbano", escreveu o ministro em postagem no X, após o primeiro dia de negociações.
"As exportações de petróleo e petroquímicos foram suspensas, o bloqueio [ao Estreito de Ormuz] foi levantado, alguns ativos congelados foram liberados e um importante plano de reconstrução e desenvolvimento foi lançado para o Irã", disse Araghchi. Ele acrescentou que o "primeiro teste real" será a "célula de prevenção de conflitos" criada na primeira rodada de negociações.
O Ministério do Exterior da Suíça, por sua vez, afirmou que as negociações criaram "as condições para a retomada imediata de novas discussões técnicas". Não houve reação imediata dos negociadores americanos.
Os preços do petróleo bruto caíram, enquanto as ações subiram na maioria dos mercados asiáticos, à medida que o progresso relatado pelos mediadores alimentou o otimismo nas bolsas de valores.
rc (AFP, DW)
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