Reinaldo - Rei do Atlético: ‘Na política eleitoral vale tudo, você tem que mostrar sua cara’

Você foi ídolo do Atlético Mineiro e referência no futebol nacional. Até que ponto você ainda depende disso para entrar numa disputa política?

A identificação é essa, com o ídolo. Meu voto é um voto muito emocional, pulverizado, não é um voto de setor. Numa política eleitoral vale tudo, você tem que mostrar sua cara. Mas, às vezes, o meu eleitor vota em mim e não sabe nem qual foi minha atividade como político. Sabe do Reinaldo jogador, mas não sabe do político. Por exemplo: em 1990, como deputado estadual, fiz um projeto a uma emenda constitucional do Estado colocando esportes e cultura como prioridade. Este foi o primeiro gol que eu fiz na política. Depois fiz outros. Projetos de rodovias, ferrovias, água, luz. Tudo isso que os políticos fazem eu também já fiz. Esses benefícios que a gente indica nas comunidades, que a gente propõe. Agora mesmo tenho um projeto que virou lei que prevê campos de grama sintética. Pode parecer simples demais, mas tem um alcance muito grande. Dá uma grande autoestima nas comunidades, porque tira aquele poeirão danado, o jogador não machuca tanto... Você atrai as mulheres, os velhos para o campo de futebol....

Qual gol falta ao político Reinaldo marcar?

Ser eleito deputado federal pelo Partido Verde no ano da Copa (2014).

Só no ano da Copa?

(esboço de um sorriso). Não, na legislatura em que irá acontecer a Copa.

Você tem alguma ambição política maior?

Nada... Mais do que isso só se me colocarem na cara do gol com o goleiro caído. Minha ideia agora é trabalhar na esfera federal. Só se me puser na suplência do Aécio (que disputa o Senado), por exemplo (risos). Ou mesmo vice do Aécio ou vice do Lula. Não tem muitas pretensões. Eu quero trabalhar neste momento importante para o Brasil, que é a Copa do Mundo de 2014.

Reinaldo em sua época de glórias no Clube Atlético Mineiro. Foto: Gazeta Press
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