Reinaldo - Rei do Atlético: ‘Na política eleitoral vale tudo, você tem que mostrar sua cara’

Sua principal plataforma é o esporte?

Não. Eu tenho identificação maior com o esporte, mas a gente aprecia tudo no Legislativo. É claro que a gente tem um carinho muito grande pelo esporte. Achamos que o esporte é tão importante como qualquer outro setor de tecnologia, saúde, meio ambiente. Parece um discurso meio romântico, mas é como se falava do discurso ambiental, e que hoje está na pauta do dia. O esporte é importante, sobretudo, neste momento que o Brasil vai viver Copa e Olimpíadas. Tudo bem que a gente precisa de infraestrutura, hotelaria, precisa de tudo, mas precisa, sobretudo, de uma atenção a esta geração que vai representar a gente. O Brasil joga pela janela gerações e gerações de desportistas de grande potencial. O País precisa ter uma política para o esporte, coisa que não há. Não tem uma política definida. E ela não passa somente pela infraestrutura. Tem que aproveitar bem a vocação natural que o brasileiro tem para o esporte.

Qual o paralelo possível entre a política e futebol que o ídolo do Atlético Reinaldo é capaz de fazer?

Eles se encontram na sua origem mesmo, na vida pública. Você tem uma maior legitimidade como político, você está ali representando diretamente o povo. Você só está nesta condição, porque o povo quer. E também só fui reconhecido e admirado porque o povo me elegeu. Há esta relação. Já no dia a dia é diferente. É como o músico, que tem relação de histerismo com seus fãs. Jogador já vai mais pra emoção. Já o político é um excesso de respeito com ele, é “senhor”, “doutor”. Acham que político ainda é.... O povo ainda tem uma certa distância. O que não deveria ter, já que aqui é a Casa do povo.

Você sente saudade do seu tempo de jogador, apesar dos percalços que marcaram o fim da sua carreira?

A gente tem saudade da juventude, da energia física, da atividade, do sol, da responsabilidade do desafio quase diário. E você vê seu crescimento como atleta com as pessoas. Claro que tenho muita saudade, queria voltar atrás.

Durante entrevista, Reinaldo não tirou os olhos do trabalho e da papelada acumulada na mesa Foto: Juliana Prado
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