Como você vê o possível desempenho da Marina Silva na campanha à Presidência? Ainda há alguma chance de crescer um pouco?
Tem sim, porque o povo não vai querer este plebiscito de Serra (PSDB) ou Dilma (PT) não, esta coisa de sim ou não. O povo quer ter um pouco mais de liberdade e de discussão com conteúdo. Não pode ser uma campanha só naquilo: gosto de um, não gosto de outro. E a Marina traz essa proposta. Acredito que o povo está atento a isso. O país tem tanta coisa pra ser discutida... Precisa saber o que o Serra e a Dilma pensam das questões importantes do país e não simplesmente votar porque são eles que estão lá.
E a polarização da campanha estadual que também é nítida entre os candidatos do PSDB (Antonio Anastasia) e do PMDB (Hélio Costa)?
Não, ué. Justamente por isso que a gente entra com nossa candidatura, pra trazer esta discussão de outros temas, principalmente nosso partido hoje está com uma discussão muito importante para Minas Gerais, que é a questão do royalty do minério. Como diz aí nosso candidato, minério não tem duas safras. Eles estão levando as montanhas de Minas e Minas não está recebendo nada em troca. Chegou a hora de Minas Gerais ter um posicionamento mais firme em relação a isso.
Voltando à questão do futebol e da política, me dê um exemplo de um mito seu no futebol e um na política....
Mito? Mito ou ídolo? Mito No futebol? Pelé, uai. Em Minas, Dario (Dadá Maravilha). Na política brasileira, ah, JK. Não: Tancredo.
Você acha que Minas perdeu um pouco da sua força política, tão tradicional. Faltam figuras carismáticas?
A política hoje só está tendo espaço para quem tem dinheiro. Mas Minas tem tradição, porque, além da questão geográfica, nós somos o segundo colégio eleitoral do Brasil. Temos uma grande representação no Congresso.