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Indústria avalia custo total em projetos de automação

Dados da CNI sobre investimentos industriais contextualizam critérios de decisão em automação, que incluem integração, segurança, capacitação e custos ao longo do ciclo de vida.

16 out 2026 - 16h02
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Resumo
A indústria brasileira adota maior cautela ao investir em automação, priorizando o Custo Total de Propriedade (TCO) em vez de apenas o preço de compra. Segundo dados da CNI, a viabilidade dos projetos agora equilibra requisitos técnicos, integração e segurança com custos de manutenção, suporte e capacitação da mão de obra. Essa abordagem mais estratégica busca mitigar novos riscos ocupacionais e garantir o preparo humano essencial para a operação, programação e melhoria contínua dos processos.

A indústria brasileira está adotando uma abordagem mais criteriosa ao avaliar projetos de automação, colocando o custo total de propriedade (TCO) no centro da decisão. A análise, baseada em pesquisas recentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgadas em setembro e agosto de 2026, busca equilibrar requisitos técnicos, econômicos e humanos antes de comprometer recursos.

Foto: Nachi / DINO

O Índice de Intenção de Investimento, apresentado na Sondagem Industrial de setembro de 2026, recuou para 51,3 pontos, sinalizando maior cautela nas decisões de investimento. Já a Sondagem Especial nº 105, publicada em agosto de 2026, revelou que, entre as principais máquinas e equipamentos adquiridos em 2025, 72 % tinham objetivo de mecanização, 19 % de robotização e apenas 5 % de automação.

Para que um projeto de automação seja viável, a CNI indica que devem ser avaliados o alinhamento com os requisitos do processo, a integração com sistemas já existentes, a segurança funcional e as necessidades de operação e manutenção. O TCO engloba não só o investimento inicial, mas também despesas ao longo do ciclo de vida da solução, como suporte técnico, atualização de software e treinamento de pessoal.

Wallas Souza, supervisor de Robótica e Automação da NACHI Brasil, exemplifica a prática ao citar um projeto de paletização robotizada desenvolvido pela própria empresa. "Um projeto de automação deve partir dos requisitos da aplicação e dos objetivos do processo. Em determinadas operações, o robô pode assumir tarefas repetitivas, ergonomicamente críticas ou que exponham o operador a riscos, enquanto as pessoas permanecem essenciais na programação, supervisão, manutenção e melhoria contínua do processo", afirma Souza.

O fator humano também ganha destaque. Publicação do SENAI Santa Catarina sobre robótica colaborativa enfatiza a necessidade de capacitação para atividades repetitivas e fisicamente exigentes. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) alerta que a automação pode reduzir exposições ocupacionais, mas também introduz novos riscos que demandam avaliação, treinamento e medidas preventivas. Em abril de 2026, a CNI ressaltou a importância de habilidades digitais avançadas, enquanto a International Federation of Robotics (IFR) destacou, para 2026, a qualificação e a participação dos trabalhadores nos processos de implementação de robótica.

Dessa forma, a avaliação de um projeto de automação reúne aspectos técnicos, econômicos e humanos. Ao considerar o TCO e os requisitos de integração, segurança e capacitação, as empresas podem comparar alternativas de forma mais completa, evitando decisões baseadas apenas no preço de aquisição do equipamento.

Website: https://www.nachi.com.br/

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