Imprensa internacional destaca vitória da Espanha e critica postura argentina
Jornais destacaram superioridade dos espanhóis e criticaram comportamento argentino durante e após jogo. "A Espanha vence a Copa do Mundo em um triunfo do futebol sobre a brutalidade argentina", apontou jornal britânicoA imprensa internacional repercutiu a vitória da Espanha na final da Copa do Mundo no último domingo (19/07), destacando a superioridade dos europeus na partida, encarando ainda com reprovação o comportamento da seleção argentina na disputa.
Com 20 chutes ao gol contra 3 da Argentina e quase 70% de posse de bola, o domínio de jogo espanhol foi mencionado por diferentes veículos, enquanto o comportamento argentino, considerado agressivo, foi fortemente criticado.
O diário esportivo espanhol Marca escreveu: "Reis do mundo mais uma vez. Ferran Torres, autor de um gol monumental, entra para o Hall da Fama". O veículo também criticou a postura Argentina ao final da partida.
"Alguns gestos foram indignos. Especialmente um deles, jamais visto na história do futebol, e que provocou um descrédito da seleção argentina em escala mundial que será muito difícil de apagar: todos os jogadores da Albiceleste viraram as costas para a seleção espanhola enquanto os espanhóis erguiam aos céus o troféu conquistado com mérito", avaliou.
Já o esportivo As comparou a vitória com a final do mundial de 2010. "Como da primeira vez. Um gol de Ferran Torres aos 106 minutos garantiu o segundo título mundial da história da Espanha", escreveu em referência à final entre Espanha e Holanda, onde os espanhóis venceram também com um gol na prorrogação.
Na imprensa britânica o tom crítico também prevaleceu. "De qualquer ponto de vista futebolístico e, segundo alguns, também moral, este foi o resultado correto", constatou a emissora britânica BBC.
O jornal The Guardian destacou o baixo desempenho da equipe sul-americana, mencionando o que chamou de "táticas cínicas". "A Argentina condenou a si mesma pela falta de ambição, mesmo antes da expulsão de Enzo Fernández nos momentos finais da prorrogação. É surpreendente registrar que a equipe não deu um único chute ao gol até os 115 minutos", afirmou o jornal.
O The Telegraph sumarizou: "A Espanha vence a Copa do Mundo em um triunfo do futebol sobre a brutalidade argentina". Acrescentando ao fim que "qualquer outro resultado teria parecido um crime".
O italiano Gazzetta dello Sport também não poupou críticas à tática argentina. "Espanha. Tinha que ser a Espanha. Estava escrito que seria a Espanha. Apenas a Espanha poderia vencer esta final, porque, se a Argentina tivesse vencido, teria sido um insulto ao futebol. Um triunfo belo, manchado apenas por um adversário que decidiu não jogar. Espanha magnífica, Argentina feia."
O tabloide alemão Bild criticou a falta de iniciativa ofensiva da Argentina e afirmou que "no aspecto futebolístico, a final decepcionou muito", enquanto a revista Focus refletiu sobre a postura dos sul-americanos na final, especialmente sobre as agressões do argentino Leandro Paredes contra dois jogadores da Espanha quando a partida já havia terminado.
"Talvez tudo tenha sido uma demonstração de impotência diante do futebol espanhol, frio e baseado na posse de bola, mas isso não justifica de forma alguma que os argentinos sejam maus perdedores", avaliou a Focus.
"A Argentina perde a final da Copa do Mundo - e, então, perde completamente a compostura. Leandro Paredes perde a cabeça e prova que os argentinos sabem perder ainda pior do que sabem ganhar. Pois, por mais divertido que tenha sido acompanhar esta seleção argentina e suas vitórias emocionantes no mata-mata, ela não mereceu verdadeiramente os triunfos. Repetidamente, cenas deploráveis ocorrem em partidas envolvendo a Albiceleste — tanto durante quanto depois dos jogos", completou a publicação.
O francês L'Equipe destacou a fraca atuação argentina "que só finalizou pela primeira vez ao gol aos 117 minutos", enquanto o americano The Athletic analisou o desempenho de Lionel Messi na final. "Aos 39 anos, Messi fez sua atuação mais discreta no torneio, com apenas um toque na bola nos primeiros 15 minutos. O ritmo truncado da partida foi ainda mais acentuado pelo show do intervalo de 27 minutos", escreveu.
Argentinos destacam entrega dos jogadores
Já os jornais argentinos optaram por destacar a entrega dos jogadores durante a partida, apesar de reconhecerem a superioridade esportiva do adversário.
O diário esportivo Olé escreveu que "a Argentina deu tudo de si e caiu de cabeça erguida: a Espanha é a merecida campeã mundial de 2026".
O La Capital exaltou a equipe argentina e optou por destacar a demora da Espanha em abrir o placar. "A Argentina deu tudo, até a última gota de sangue, a última centelha de coragem e o último resquício de futebol que lhe restava, e perdeu pela menor diferença possível na prorrogação, com apenas dez jogadores, para uma equipe espanhola que, embora claramente superior, não teve coragem de decidir o jogo antes".
Já o Clarín mencionou o papel de Lionel Messi, que aos 39 anos liderou a equipe até uma segunda final consecutiva de Copas do Mundo. "O capitão argentino está sentado no gramado, resignado, mas certamente orgulhoso por ter chegado a mais uma decisão em sua última Copa", escreveu.
O Página 12 foi mais crítico e considerou a partida argentina "muito ruim". Segundo o veículo, a Argentina se salvou graças a uma grande atuação do goleiro Emiliano Martínez.
jr (dpa, efe, afp, dw)
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