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Caso Hytalo Santos: pais recebiam até R$ 3 mil e menores viviam em mansão com bebida liberada e comida controlada

18 ago 2025 - 10h21
(atualizado às 10h24)
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A rotina na mansão de Hytalo Santos, em João Pessoa, era marcada por festas, gravações e pouco espaço para autonomia dos adolescentes. Investigado por tráfico de pessoas e exploração sexual de menores, o influenciador chegou a pagar entre R$ 2 mil e R$ 3 mil por mês aos pais dos jovens para que permitissem a presença deles em vídeos e nas redes sociais.

O influencer Hytalo Santos e o marido dele, Israel Nata Vicente, presos preventivamente nesta sexta
O influencer Hytalo Santos e o marido dele, Israel Nata Vicente, presos preventivamente nesta sexta
Foto: feira (15) - Reprodução/TV Globo / Perfil Brasil

Apesar dos pagamentos mensais, os conselheiros tutelares relatam que jamais receberam queixas diretas das famílias. A maioria dos responsáveis vive em Cajazeiras, no sertão da Paraíba, cidade natal de Hytalo, de onde ele partiu para ganhar fama na internet.

"Nunca chegou até a sede do conselho nenhuma denúncia dos próprios pais, responsáveis dessas adolescências. Nós não conseguimos contato com os pais desses adolescentes. A gente queria tentar ver se a família dela poderia falar com a gente", afirmou Nadyelle Pereira, conselheira tutelar.

Com origem humilde, o influenciador começou dando aulas de dança em praças de Cajazeiras. Ao reunir seguidores, se mudou para a capital, passou a ostentar carros e imóveis de alto padrão e ganhou projeção com vídeos protagonizados por adolescentes.

O que acontecia dentro da casa?

Segundo ex-funcionários, os menores que moravam na casa viviam sob controle rígido. Eles dependiam de autorização até para comer. Os relatos foram obtidos em depoimento ao Ministério Público do Trabalho da Paraíba e à Polícia Civil, que conduzem a investigação.

"Inclusive já teve filmagens que ele fez pra postar na rede social, que as crianças estavam indo pra escola e, após desligar as câmeras, elas não iam pra escola. Ou, se acontecesse de eles irem para a escola e surgir alguma agenda ou algo que precisasse de um deles, eles iriam lá simplesmente para pegar a criança", contou um dos ex-funcionários.

De acordo com as denúncias, era comum haver festas na casa, com bebida alcoólica liberada para os adolescentes. "Eu presenciei muita festa, bebida, e a bebida era vontade pra todo mundo. Todos bebiam, sem restrição", disse outro ex-funcionário.

A residência, segundo os relatos, se assemelhava a um reality show. Os jovens gravavam vídeos diariamente, muitos com danças consideradas sensuais. O conteúdo gerava lucro com publicidade e sorteios online.

Uma ex-funcionária também afirmou que a casa era suja e os jovens ficavam sem alimentação adequada. "Eles só podiam comer quando Hytalo deixava", disse.

Outro ponto investigado foi a frequência escolar dos menores. Muitos ficavam dias longe das aulas para participar de gravações e viagens. Uma adolescente teria engravidado durante o período em que morou com o influenciador, mas perdeu o bebê.

Perfil Brasil
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