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Grande Recife em alerta: governo estadual contabiliza vítimas e pede ajuda federal após chuvas

Saiba o balanço atualizado da Defesa Civil sobre as inundações no estado e como as autoridades estão agindo para socorrer as famílias ilhadas

2 mai 2026 - 16h03
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As fortes chuvas que atingem o Grande Recife e a Zona da Mata desde a sexta-feira (01) já deixaram um rastro de destruição com 1.906 pessoas desabrigadas. De acordo com o balanço mais recente da Defesa Civil estadual, o número de mortos subiu para seis após o resgate do corpo de um homem de 34 anos em São Lourenço da Mata. Segundo informações do portal g1, o governo de Pernambuco confirmou que 525 pessoas foram resgatadas em ocorrências críticas causadas pelo temporal. A situação é considerada grave em diversas cidades da Região Metropolitana, onde moradores ficaram completamente ilhados em grandes alagamentos provocados pelo transbordamento de rios.

O balanço das vítimas indica que 1.094 pessoas estão desalojadas, o que significa que precisaram sair de casa temporariamente, mas podem retornar após a normalização
O balanço das vítimas indica que 1.094 pessoas estão desalojadas, o que significa que precisaram sair de casa temporariamente, mas podem retornar após a normalização
Foto: Defesa Civil-PE / Perfil Brasil

A tragédia humana se reflete em relatos dolorosos de deslizamentos de terra. Em Olinda, uma jovem de 20 anos e seu bebê de apenas 6 meses morreram soterrados no bairro do Passarinho. No Recife, na comunidade de Dois Unidos, a queda de uma barreira atingiu a residência de uma família, resultando na morte imediata de uma mãe e seu filho de 6 anos. A filha caçula, a pequena Maria Helena Barbosa, de 1 ano e 6 meses, chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no Hospital da Restauração. Outro óbito por afogamento foi registrado em Beberibe, onde a forte correnteza impediu as buscas imediatas das equipes de salvamento na sexta-feira.

O balanço das vítimas indica que 1.094 pessoas estão desalojadas, o que significa que precisaram sair de casa temporariamente, mas podem retornar após a normalização. No total, 2.190 pessoas tiveram que abandonar suas residências devido ao risco iminente de novos desmoronamentos. A cidade de Goiana, na Zona Mata Norte, é uma das mais castigadas, apresentando 146 desabrigados e quase mil desalojados. Em entrevista coletiva concedida neste sábado (02), a governadora Raquel Lyra informou que está em contato direto com o governo federal para agilizar o envio de mantimentos e recursos financeiros para as áreas atingidas.

"Estamos aqui com a presença da Secretaria Nacional de Defesa Civil, que se colocou à disposição para que haja mais insumos para fortalecer aquilo que já vem entregando, de compras de comida e de colchão, suprimento, mas também para que nos ajudem no relatório de inventário de danos", explicou a governadora sobre a estratégia de assistência. Raquel Lyra também destacou a importância de ajudar os municípios na decretação de situação de emergência. "Através do decreto, validado, a gente faz um relatório de inventário de danos, que a gente coloca no Sistema Nacional de Defesa Civil, que permite a gente buscar investimentos", complementou. Além das perdas fatais, 18 pessoas foram socorridas em hospitais e seguem sob monitoramento médico após serem resgatadas de áreas de risco em botes do Corpo de Bombeiros.

Perfil Brasil
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