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Governo responde à "The Economist" após críticas à popularidade de Lula

1 jul 2025 - 10h37
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O Itamaraty remeteu uma carta à The Economist em resposta às críticas de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estaria perdendo influência internacional e se tornando "cada vez mais impopular" no Brasil.

Ilustração da revista The Economist
Ilustração da revista The Economist
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

O documento, entregue pela embaixada brasileira em Londres e assinado pelo chanceler Mauro Vieira, contesta a avaliação da revista de que o presidente estaria se afastando do Ocidente por não alinhar-se aos posicionamentos de países que apoiaram o ataque dos EUA contra instalações nucleares no Irã.

Críticas isolam o Brasil no cenário internacional?

A publicação britânica afirma que o Brasil, ao condenar os ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã — incluindo críticas a possíveis violações da soberania iraniana e do direito internacional — rompe com a postura adotada por outras democracias ocidentais: "ou apoiaram os ataques, ou apenas expressaram preocupação".

No texto da carta, o governo destaca que tais críticas se baseiam na Carta da ONU e em normas da Agência Internacional de Energia Atômica, voltadas a evitar vazamentos radioativos e desastres ambientais. O Itamaraty afirma ainda que democracias ocidentais prudentes no passado demonstram que é possível aplicar dois pesos e duas medidas, e ressalta que o Brasil não hesita em condenar ações em Gaza e na Cisjordânia.

A revista também cita a influência crescente do Irã no Brics — especialmente com a cúpula marcada para 6 e 7 de julho no Rio de Janeiro — e atribui ao presidente uma política externa irregular. Entre as críticas, cita que Lula nunca tentou um encontro com Donald Trump na Casa Branca e classifica sua atitude como "cada vez mais incoerente".

Em resposta, o chanceler Mauro Vieira afirmou que a posição da diplomacia reflete coerência com tratados internacionais, como a Carta da ONU e as Convenções de Genebra. Ele ressaltou que o presidente já condenou a invasão da Ucrânia pela Rússia e defende um mundo multipolar, "mais pacífico e menos assimétrico".

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Uma publicação compartilhada por The Economist (@theeconomist)

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