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Gestão de insumos melhora o cuidado ao paciente 

Conservação adequada de medicamentos e insumos está ligada à eficácia do tratamento e segurança dos pacientes. Farmacêutica orienta clínicas e consultórios sobre os principais erros e como evitá-los

24 jun 2026 - 12h08
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À medida que o mercado brasileiro de produtos médicos cresce — alta anual de 11,5%, segundo boletim mais recente da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde (ABIIS), de 2025 —, medicamentos e insumos passam a circular em volumes cada vez maiores em clínicas, consultórios e ambientes de atendimento domiciliar. Muitas vezes, ficam fora das estruturas controladas dos grandes estabelecimentos hospitalares, o que pode comprometer uma etapa essencial: as condições em que esses produtos são armazenados.

Foto: Divulgação Magazine Médica / DINO

A conservação inadequada de medicamentos e insumos médicos pode prejudicar a eficácia terapêutica, a segurança dos pacientes, a estabilidade química dos produtos e a conformidade com as normas. A responsável por estabelecer os critérios que regem essas condições ao longo de toda a cadeia, do fabricante ao estabelecimento de saúde, é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"O ambiente digital ampliou o alcance comercial das empresas, mas também exige um controle ainda maior sobre fornecedores, armazenagem, transporte e documentação, assegurando que todas as etapas estejam alinhadas às normas sanitárias vigentes", afirma Kátia Paula de Geus Zardo, farmacêutica técnica responsável da Magazine Médica, e-commerce com mais de 22 anos de atuação no segmento de produtos médicos.

Os erros mais comuns

Apesar de a data de validade ser uma preocupação recorrente — afinal, o uso de insumos vencidos ou com estabilidade comprometida representa risco direto à segurança dos pacientes —, outros problemas menos óbvios se somam no dia a dia de clínicas e consultórios. 

"Os erros mais comuns estão relacionados, principalmente, ao controle inadequado de temperatura e umidade, à exposição direta à luz, ao armazenamento em locais sem monitoramento ambiental e à falta de organização dos estoques", afirma Zardo. 

Medicamentos mantidos em armários ou geladeiras domésticas sem monitoramento contínuo são suficientes para colocar em risco a integridade do tratamento.

Insumos sensíveis exigem atenção diferenciada

Medicamentos em geral têm especificações definidas pelo fabricante quanto a temperatura, umidade e proteção contra a luz, mas nem todos os produtos médicos apresentam o mesmo grau de exigência no armazenamento.

"Alguns insumos médicos, como materiais estéreis, dispositivos médicos, produtos para diagnóstico, reagentes e determinados itens termossensíveis, podem apresentar exigências ainda mais rigorosas. Nesses casos, além do controle ambiental, é necessário preservar a integridade das embalagens, evitar contaminações, impactos físicos e oscilações de temperatura que possam comprometer a segurança e o desempenho do produto", explica Zardo. 

Produtos esterilizados, por exemplo, dependem diretamente da integridade da embalagem para garantir a esterilidade até o momento do uso.

Boas práticas e conformidade regulatória

Para clínicas, consultórios e profissionais de saúde, a adequação às normas sanitárias envolve a gestão completa dos processos ligados à utilização dos produtos, não apenas o modo como são guardados, mas todo o fluxo que antecede e sucede o uso. Isso significa promover a capacitação contínua das equipes, adquirir produtos apenas de fornecedores regularizados e manter a documentação atualizada.

"É fundamental realizar o monitoramento e o registro das condições ambientais dos locais de armazenamento e manter controle efetivo dos prazos de validade. A adoção de procedimentos operacionais padronizados (POPs) contribui para que todas as etapas sejam executadas de forma consistente e segura", complementa Kátia.

Em um mercado que cresce a taxas expressivas e distribui produtos médicos por toda a cadeia de saúde, garantir que medicamentos e insumos cheguem e permaneçam em condições adequadas de uso integra a gestão de qualidade de clínicas e consultórios. Isso também passa pela presença de profissionais habilitados a supervisionar cada etapa desse fluxo.

"Mais do que atender uma exigência legal, o farmacêutico responsável técnico é um agente essencial na promoção da qualidade e da segurança em saúde, garantindo que os produtos cheguem ao usuário final com todas as suas características preservadas e aptos para cumprir sua finalidade terapêutica ou assistencial", conclui.

Para mais informações sobre medicamentos e produtos médicos, basta acessar o site da Magazine Médica.

Website: https://magazinemedica.com.br/

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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