Flávio busca voto feminino, Lula mira em Flávio, Caiado ataca PT e Cury quase fica de fora de horário eleitoral
Candidatos trocaram farpas entre si
O horário eleitoral gratuito para a Presidência estreou neste sábado, 29, às 13h. Augusto Cury (Avante) dedicou seu curto espaço a críticas ao PT e à família Bolsonaro; Ronaldo Caiado (PSD) destacou sua trajetória e a segurança pública; Flávio Bolsonaro (PL) mirou Lula (PT) e abordou segurança e economia, além de buscar o eleitorado feminino; e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu aos ataques antes de apresentar sua trajetória política e realizações de governo.
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O primeiro candidato a aparecer foi Augusto Cury, que teve menos de um minuto de propaganda. O candidato usou parte do curto espaço para fazer críticas ao governo do PT e também à família Bolsonaro. Ao abordar sua própria proposta, focou em ser uma oposição aos dois candidatos com mais intenção de voto, Lula e Flávio.
Na sequência, Ronaldo Caiado apostou em uma apresentação baseada em sua trajetória política e no conceito de coragem. O candidato destacou sua atuação como governador de Goiás e afirmou ter sido responsável por retirar o Estado de uma situação de "caos" na área da segurança pública.
Ao falar sobre a contexto nacional, afirmou que o país é governado com "incompetência há 20 anos". O candidato direcionou suas críticas ao PT e à "esquerda".
Flávio Bolsonaro também iniciou sua propaganda com um ataque direto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senador citou Lula nominalmente e afirmou que o presidente fala de um país "fantasioso". Segurança e economia estiveram entre os principais temas abordados.
Ao contrário de uma estratégia voltada exclusivamente ao eleitorado identificado com a direita, Flávio procurou apresentar-se como uma opção para diferentes grupos políticos. "Você pode estar de um lado ou de outro", afirmou.
O senador também mencionou o pai, Jair Bolsonaro, mas focou em falar sobre a mãe e a esposa, Fernanda. A estratégia buscou aproximar sua imagem do eleitorado feminino. "Com as mulheres, eu aprendo o quanto elas são fortes", declarou. Depois do discurso sobre as mulheres, Flávio retomou a própria trajetória política.
Na sequência, Lula iniciou sua propaganda eleitoral com críticas diretas a Flávio Bolsonaro e às polêmicas envolvendo o senador e sua família. Depois dos ataques, a campanha mudou de tom e passou a explorar a trajetória pessoal e política do presidente.
A propaganda apresentou um Lula de 1979, em uma espécie de carta dirigida ao próprio passado, na qual relembrou episódios de perseguição e sua participação na Constituinte. Também destacou os três governos anteriores do petista.
Saúde, educação e economia apareceram entre os principais temas abordados pela campanha. A primeira participação do petista também contou com a presença da primeira-dama, Janja da Silva, em uma estratégia de aproximação com o eleitorado feminino. Ela destacou a trajetória do marido e afirmou: "Ele sempre esteve ao nosso lado".
Os demais presidenciáveis não tiveram espaço, uma vez que não atingiram os requisitos de representatividade na Câmara exigidos para ter acesso à propaganda eleitoral gratuita.
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