Filme sobre Elize Matsunaga entra para os mais vistos da Netflix; saiba detalhes
Longa-metragem dramatiza a relação do casal e os eventos de 2012 que resultaram na morte do empresário Marcos Matsunaga
A Netflix estreou o filme Elize: Sombras de uma Mulher, obra inspirada na história real de Elize Matsunaga. O longa-metragem reconstrói a trajetória da mulher condenada por matar e esquartejar o marido, o empresário Marcos Matsunaga, em 2012. Dirigido por Felipe Vellas e escrito por Raphael Montes e Mariana Torres, o thriller psicológico tem 91 minutos de duração e entrou para a lista de produções mais vistas da plataforma. O elenco principal traz Lorena Comparato no papel da protagonista e Henrique Kimura interpretando a vítima.
O enredo retoma o caso que a empresa de streaming já havia abordado na série documental Elize Matsunaga: Era uma vez um crime. Desta vez, a produção opta por uma narrativa ficcional focada no relacionamento do casal. A trama resgata a infância da protagonista em Chopinzinho, no Paraná, onde nasceu como Elize Araújo Giacomini. A história acompanha a vida adulta da paranaense, desde os trabalhos como acompanhante até o encontro com o herdeiro da empresa Yoki em um site de encontros em São Paulo.
O filme retrata a degradação da vida conjugal após a descoberta de uma traição. Elize contratou um detetive particular para confirmar que o marido mantinha um caso com uma mulher chamada Karina. As provas foram entregues em 19 de maio de 2012, desencadeando uma discussão acalorada naquela mesma noite. Ao abordar o desfecho trágico, o roteirista declarou: "Este não é apenas um filme sobre um crime. O objetivo era contar uma história que também fizesse as pessoas refletirem".
Elize Matsunaga e os detalhes do julgamento do crime em 2012
A produção cinematográfica explora as versões sobre a noite do homicídio no apartamento do casal. Elize confessou o disparo contra a cabeça do marido. A ré alegou legítima defesa após uma discussão. A acusação sustentou a hipótese de crime premeditado. A mulher desmembrou o corpo após o assassinato. Ela colocou os restos mortais em três malas. A ré transportou o material para uma área arborizada na cidade de Cotia.
Imagens das câmeras de segurança registraram a movimentação no prédio. O material serviu como prova para a Polícia Civil. A ré alegou inicialmente o desaparecimento do empresário. A mulher confessou o ato após o avanço das investigações. O julgamento começou em dezembro de 2016. O júri considerou a ré culpada por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A Justiça fixou a pena inicial em mais de 18 anos de prisão.
O Superior Tribunal de Justiça reduziu a condenação para 16 anos e 3 meses. A decisão considerou o impacto da confissão no processo. A condenada conseguiu a progressão para o regime aberto em maio de 2022. Mariana Torres comentou a intenção do roteiro: "Queríamos mostrar a dualidade dessa mulher. É uma história com a qual as pessoas podem se identificar de muitas maneiras, mas infelizmente com o pior final possible".
O impacto familiar após a tragédia
O longa-metragem aborda também o impacto da tragédia na filha do casal. A criança tinha um ano de idade na época dos fatos. A Justiça concedeu a guarda da menina aos avós paternos. A família protegeu a identidade da criança desde o crime. Mariana Torres complementou a visão da equipe sobre o caso: "Queríamos abrir um diálogo sobre a violência: O que levou Elize a cometer um ato tão brutal?".
A narrativa destaca os laudos periciais sobre o crime. O trabalho técnico comprovou a presença do herdeiro no edifício. As câmeras registraram o transporte das malas. A reconstituição cinematográfica foca na dinâmica conjugal e nas investigações.
A estreia movimentou os assinantes do serviço de entretenimento. O filme sobre Elize Matsunaga integra o catálogo de produções brasileiras sobre crimes reais. A obra permanece disponível globalmente na plataforma.
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