Fernando de Noronha prevê cortar 22 mil toneladas de CO por ano com projeto de energia solar
Sistema combina painéis e baterias para mudar a geração de eletricidade no arquipélago; conclusão está prevista para dezembro.
O projeto Noronha Verde, da Neoenergia, entra na fase final para gerar energia solar com armazenamento em baterias em Fernando de Noronha até dezembro. Com investimento de R$ 350 milhões, a estrutura reduzirá 22 mil toneladas de CO2 por ano e substituirá a termelétrica local, que consome 10 milhões de litros de combustível anuais. A iniciativa envolve mais de 30 mil painéis solares e compensações ambientais, como o plantio de 20 mil mudas nativas e melhorias ecológicas no arquipélago.
A geração de eletricidade em Fernando de Noronha deve passar por uma mudança com a implantação de um sistema que combina energia solar e armazenamento em baterias. O projeto Noronha Verde pretende reduzir em cerca de 22 mil toneladas as emissões anuais de dióxido de carbono (CO), segundo estimativa da Neoenergia.
A empresa informou que o empreendimento entrou na fase final de implantação, com conclusão prevista para dezembro deste ano. A proposta é diminuir a dependência dos combustíveis utilizados para abastecer o sistema elétrico do arquipélago.
Com a entrada da nova estrutura, a Usina Tubarão deverá funcionar prioritariamente como reserva para situações de contingência e segurança operacional. Atualmente, a unidade consome cerca de 10 milhões de litros de combustível por ano.
O uso das baterias permitirá armazenar parte da eletricidade produzida pelos painéis solares para utilização em outros momentos. Assim, a geração renovável poderá contribuir para o abastecimento mesmo quando não houver produção solar suficiente.
A estrutura em construção prevê mais de 30 mil painéis, potência de geração de 22 megawatts-pico e capacidade de armazenamento de 49 megawatts-hora. O investimento informado pela Neoenergia é de aproximadamente R$ 350 milhões.
Segundo a descrição técnica do empreendimento, a usina solar ocupará uma área total de aproximadamente 0,3 quilômetro quadrado.
Implantação prevê compensações ambientais
A escolha das áreas para receber os equipamentos envolveu a participação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e da Administração de Fernando de Noronha.
De acordo com a concessionária, foram considerados critérios técnicos e ambientais, com prioridade para áreas com espécies exóticas e invasoras. O empreendimento passou por estudos e audiências públicas durante o licenciamento.
Entre as compensações anunciadas está o plantio de 20 mil mudas de espécies nativas, obtidas a partir do resgate de sementes da própria ilha. Também estão previstas a recuperação e o desassoreamento do Açude da Ema e a reforma da Casa da Farinha.
Outras ações buscam reduzir o consumo
Além da mudança na geração, a Neoenergia prevê instalar sistemas fotovoltaicos em até dez unidades da administração do arquipélago, com investimento estimado em R$ 2 milhões.
A empresa também estuda iniciativas para substituir equipamentos menos eficientes, como geladeiras e aparelhos de ar-condicionado. Essas medidas ainda estão em avaliação.
O Noronha Verde integra o Programa Mais por Noronha e conta com a participação do Ministério de Minas e Energia e do Governo de Pernambuco.
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