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Felca e Hytalo: tecnologia brasileira foi decisiva nos casos

Casos recentes envolvendo os influenciadores Felca e Hytalo Santos utilizaram uma tecnologia nacional para registrar provas digitais em tempo hábil

3 set 2025 - 11h19
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Nas últimas semanas, dois casos de grande repercussão nacional colocaram em evidência o uso de provas digitais como ferramenta de responsabilização jurídica no ambiente virtual. O influenciador digital Felipe Bressanim, conhecido como Felca, acionou judicialmente centenas de perfis por ataques recebidos nas redes sociais. Já o também influenciador Hytalo Santos foi preso preventivamente em Carapicuíba (SP), sob acusações de tráfico de pessoas e exploração sexual de menores.

Foto: Gustavo Fring/ Pexels. / DINO

Em ambos os casos, uma tecnologia brasileira, chamada Verifact, foi empregada para transformar conteúdos da internet em provas digitais com validade jurídica, utilizadas como evidências nos processos. A ferramenta permitiu o registro em tempo hábil de publicações, áudios, vídeos e mensagens online de forma técnica e auditável, cumprindo requisitos legais para aceitação nos tribunais.

Felca: tecnologia ajudou no registro das provas digitais

O influenciador Felca ganhou notoriedade nas redes sociais após a publicação do vídeo "Adultização", no qual criticou a sexualização precoce de crianças em plataformas digitais. Antes mesmo do lançamento do vídeo, Felca passou a ser alvo de ataques em massa na rede social X (antigo Twitter), incluindo falsas acusações de pedofilia.

O influenciador ingressou com ação contra 233 perfis anônimos que publicaram conteúdos difamatórios. Como proposta de conciliação, Felca sugeriu o pagamento de R$ 250 a instituições de proteção à infância e a veiculação de pedidos públicos de desculpas.

Dada a urgência para o registro das publicações — que poderiam ser deletadas a qualquer momento —, a equipe optou por utilizar a Verifact para a coleta das provas digitais. A tecnologia permitiu registrar as mensagens diretamente da fonte original, incluindo textos, imagens, vídeos e áudios, antes mesmo que os conteúdos fossem apagados.

Caso Hytalo: ferramenta também foi usada por órgãos oficiais

A Verifact também foi utilizada na investigação que levou à prisão preventiva de Hytalo Santos e seu companheiro, Israel Natã Vicente, em julho de 2025, em Carapicuíba (SP), sob acusações de crimes como tráfico humano e exploração sexual de menores.

Durante a apuração conduzida pelo Ministério Público da Paraíba e outros órgãos envolvidos, a tecnologia foi usada para registrar materiais publicados online, como vídeos, mensagens e postagens em redes sociais. O promotor de Justiça e coordenador do GAECO do MPPB, Octávio Paulo Neto, afirmou: "A Verifact foi muito importante na construção das evidências do caso Hytalo Santos".

Ferramenta já é utilizada por instituições públicas

Além de casos individuais, a Verifact tem sido utilizada por órgãos como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ministério Público Federal, Polícias Civis, Advocacia-Geral da União (AGU) e o Senado Federal para instrução de investigações e ações judiciais.

A plataforma, que opera em ambiente seguro e isolado, com coleta técnica automatizada, garante que as provas geradas são auditáveis e periciáveis, com aceitação em todas as instâncias do judiciário brasileiro.

Precedentes reforçam a responsabilização jurídica no meio digital

A evolução da Justiça diante dos desafios do ambiente digital tem chamado a atenção de especialistas em tecnologia e segurança. Para Regina Acutu, CEO da Verifact, "os casos envolvendo Felca e Hytalo têm sido citados como exemplos da responsabilização por crimes cometidos no ambiente digital".

Para a profissional, "observa-se um movimento de adaptação do sistema de Justiça ao uso de evidências obtidas na internet, com impactos na condução dos processos e na atuação das autoridades".

Desdobramentos dos casos

No caso envolvendo o influenciador Felca, a Justiça determinou em 14 de agosto a quebra de sigilo de 233 perfis, conforme decisão da juíza Flavia Poyares Miranda. Dias depois, em 18 de agosto, o Tribunal de Justiça de São Paulo estendeu a medida ao Google, após ameaças de morte enviadas por e-mail ao influenciador. A decisão estabeleceu multa de até R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento.

Em 25 de agosto, a Polícia Civil prendeu em Olinda (PE) um suspeito identificado como Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, de 21 anos, apontado como o autor das ameaças e, segundo o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, também investigado por comercialização de material infantil nas redes sociais.

No caso de Hytalo Santos, em 16 de agosto de 2025, a Justiça manteve a prisão preventiva dele e de Israel Natã Vicente, após a negativa de habeas corpus em instâncias superiores. As investigações seguem em andamento, com análise de celulares, documentos e conteúdos digitais apreendidos.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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