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EUA cogitam segunda rodada de negociações com o Irã

28 fev 2026 - 04h30
(atualizado em 15/4/2026 às 18h20)
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Segundo a Casa Branca, novas conversas devem ocorrer, mais uma vez, no Paquistão. Acompanhe o conflito.

Centro de imprensa das negociações de paz entre os EUA e o Irã em Islamabad
Centro de imprensa das negociações de paz entre os EUA e o Irã em Islamabad
Foto: DW / Deutsche Welle

EUA impõem bloqueio sobreportos iranianos, após fracasso de primeira rodada de negociações com Irã no Paquistão

Petroleiros passam pelo estreito no primeiro dia do bloqueio

Israel mantém ataques ao Líbano e diz que trégua não vale para sua guerra contra o Hezbollah, aliado do Irã.

Produção de petróleo de países da Opep sofre queda brusca com conflito

FMI reduz previsão de crescimento global em meio á guerra

EUA afirmam que novas conversas de paz podem ocorrer no Paquistão

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:

China afirma ao Irã que deseja desempenhar "papel construtivo" e "promover a paz"

Em uma conversa telefônica realizada na quarta-feira (15/04), o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse a seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, que Pequim "apoia a manutenção do ímpeto do cessar-fogo e das negociações de paz".

A conversa ocorreu no momento em que mediadores paquistaneses chegavam a Teerã para discutir uma possível segunda rodada de negociações entre os EUA e o Irã.

As conversas, disse Wang, são "do interesse fundamental do povo iraniano e também representam a esperança comum dos países da região e da comunidade internacional", de acordo com comunicado da chancelaria chinesa.

Um comunicado chinês sobre a ligação citou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Araghchi, afirmando que Teerã "espera que a China desempenhe um papel positivo na promoção da paz e na cessação do conflito".

Araghchi falou da "disposição do Irã de continuar buscando uma solução racional e realista por meio de negociações pacíficas", segundo Pequim.

Wang disse que "a segurança soberana e os direitos e interesses legítimos do Irã devem ser respeitados e salvaguardados, mas, ao mesmo tempo…", continuou ele, "a liberdade de navegação e a segurança (no Estreito de Ormuz) devem ser garantidas".

A China deve ser impactada significativamente por um bloqueio pelos EUA de Ormuz, uma vez que é a principal compradora do petróleo iraniano.

ht (ots)

EUA: Novas conversas de paz podem acontecer no Paquistão

Os Estados Unidos estão discutindo a realização de uma segunda rodada de negociações de paz com o Irã no Paquistão, afirmou a Casa Branca nesta quarta-feira (15/04).

"Essas discussões estão ocorrendo" e "estamos otimistas quanto às perspectivas de um acordo", disse a secretária de imprensa, Karoline Leavitt, a repórteres.

Ela acrescentou que novas negociações "muito provavelmente" ocorrerão em Islamabad.

A capital paquistanesa sediou a primeira rodada de negociações entre as delegações de EUA e do Irã no último fim de semana, neste que foi o primeiro contato direto de alto nível entre as duas partes em décadas.

Na mesma coletiva de imprensa, Leavitt negou que o governo americano tenha pedido um cessar-fogo na guerra.

Depois de os dois países deixarem o Paquistão sem chegar a um acordo, o presidente Donald Trump anunciou um bloqueio, desta vez pelos EUA, do Estreito de Ormuz, impedindo a passagem de embarcações iranianas.

ht (Reuters, ots)

EUA enviam milhares de soldados ao Oriente Médio enquanto Trump vê guerra perto do fim

O Pentágono enviará milhares de soldados adicionais ao Oriente Médio nos próximos dias, enquanto o governo dos Estados Unidos tenta pressionar o Irã para que chegue a um acordo, e o presidente Donald Trump assegura que a guerra "está prestes a terminar".

A expectativa é que 4.200 efetivos, pertencentes ao Grupo Anfíbio Boxer e sua força operacional da Infantaria de Marinha embarcada, a 11ª Unidade Expedicionária da Infantaria de Marinha, cheguem à região no final deste mês, segundo o jornal The Washington Post.

As tropas se juntarão aos aproximadamente 50 mil efetivos que, segundo o Pentágono, participam de operações contra o Irã.

Este movimento ocorre em um momento delicado, em meio a um frágil cessar-fogo e com as negociações entre as delegações americana e iraniana em pausa, após o fracasso das conversas em Islamabad no último fim de semana.

De fato, é provável que a chegada dos reforços militares coincida com o fim da trégua, no próximo dia 22 de abril.

Trump afirmou nesta quarta-feira, em entrevista à emissora Fox Business, que a guerra no Irã pode terminar "muito em breve" e que espera que os preços da gasolina voltem aos níveis anteriores ao conflito nos próximos meses, visando as eleições americanas de meio de mandato em novembro.

As consequências econômicas do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, em retaliação à guerra iniciada em 28 de fevereiro, continuam e marcam o desenrolar do conflito.

Em uma tentativa de pressionar economicamente Teerã, Trump anunciou no último domingo um bloqueio ao tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos, com o objetivo de reabrir o estreito, uma via vital por onde circula 20% do petróleo mundial.

md (EFE, ots)

Irã usou satélite espião chinês para identificar bases dos EUA, diz jornal

O Irã adquiriu secretamente um satélite espião chinês no final de 2024, o que lhe proporcionou uma nova e significativa capacidade para identificar e atacar bases militares americanas na guerra atual, segundo publicou nesta quarta-feira o jornal Financial Times.

De acordo com documentos militares iranianos vazados ao jornal britânico, o satélite chinês TEE-01B foi recebido pela Força Aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária iraniana no final de 2024, após seu lançamento a partir da China e, uma vez operacional, foi utilizado para vigiar instalações militares fundamentais dos Estados Unidos.

A China, principal parceiro comercial do Irã e um de seus aliados mais influentes, vem condenando a guerra desde a ofensiva de EUA e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, mas tanto Teerã quanto Pequim evitaram se pronunciar sobre o suposto apoio que o gigante asiático estaria oferecendo ao seu aliado.

O Financial Times analisou imagens capturadas pelo satélite em março, antes e depois de ataques contra locais na Arábia Saudita, Jordânia, Bahrein, Kuwait, Omã e Iraque, que coincidem com os trabalhos de vigilância em torno das datas dos bombardeios reivindicados pelo Irã contra instalações nesses países.

A maioria dos Estados do Oriente Médio que abrigam bases militares americanas e compartilham interesses com Washington e países aliados tem sido alvo de ataques iranianos desde o início da guerra. Muitos também possuem laços estreitos com Pequim, que mediou o restabelecimento das relações diplomáticas entre Irã e Arábia Saudita em 2023.

O TEE-01B é capaz de capturar imagens com uma resolução aproximada de meio metro, comparável aos registros de satélites ocidentais de alta resolução disponíveis comercialmente.

Esta aquisição, segundo o Financial Times, representa uma melhoria significativa nas capacidades nacionais do Irã, pois permitiria aprimorar a identificação de aeronaves, veículos e mudanças na infraestrutura.

O presidente chinês, Xi Jinping, defendeu na terça-feira um cessar-fogo "integral e duradouro" no Oriente Médio durante uma reunião em Pequim com o príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, em plena escalada de tensões na região devido à crise no Estreito de Ormuz.

Europa prepara plano para desbloquear Ormuz sem os EUA, diz jornal

A França e o Reino Unido estariam preparando um plano para desbloquear o Estreito de Ormuz assim que a guerra contra o Irã terminar e sem envolver os Estados Unidos, afirmou uma reportagem do jornal americano The Wall Street Journal, publicada nesta quarta-feira (15/04).

Segundo o jornal, a Alemanha provavelmente se uniria ao projeto, que poderá exigir um mandato da ONU ou da União Europeia (UE).

A reportagem traz detalhes da iniciativa que deve começar a ganhar forma durante uma videoconferência que será presidida nesta sexta-feira pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

Essa missão será "puramente defensiva", buscará restabelecer a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e envolverá países "não beligerantes", o que deixaria à margem os Estados Unidos, Israel e Irã, detalhou o gabinete de Macron.

Segundo o WSJ, a missão consistiria em primeiro ajudar para que as centenas de navios parados no estreito possam sair, para depois implantar uma operação de desminagem que elimine as minas colocadas pelo Irã no início da guerra e, finalmente, contar com vigilância e escoltas militares regulares que protejam os navios comerciais.

Embora a lista de países participantes do encontro de sexta-feira ainda não esteja clara, o jornal afirma que tanto a China quanto a Índia foram convidadas - mas ainda não confirmaram presença - e que é provável que a Alemanha faça parte do plano, de acordo com um funcionário alemão de alto escalão que pediu anonimato.

A missão terá um perfil mais robusto se conseguir incorporar a Alemanha, que conta com recursos essenciais para a operação e com mais espaço fiscal para financiá-la, mas Berlim possui muitos entraves políticos e legais para participar de missões militares no exterior, segundo recorda o jornal americano.

Para se unir à operação, o governo alemão precisaria do aval do Parlamento, o que, por sua vez, requer um mandato internacional concreto. Essa autoridade poderia provir do Conselho de Segurança da ONU. Como alternativa, a UE poderia optar por expandir o mandato de sua missão EUNavfor Aspides, que pode operar do Mar Vermelho ao Golfo Pérsico e parte do Oceano Índico, e que busca proteger os navios de ataques por mar ou ar.

O Reino Unido está preocupado, no entanto, que o presidente americano, Donald Trump, não goste de ser excluído e que isso limite o alcance da missão, depois que os líderes europeus se negaram a ajudá-lo primeiro a desbloquear Ormuz pela força e, depois, a bloquear os portos iranianos, destaca o jornal.

cn (EFE, Lusa)

EUA declaram ter "paralisado por completo" comércio marítimo do Irã

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou nesta terça-feira (14/04) que implementou um bloqueio total dos portos do Irã e interrompeu "completamente" o fluxo de comércio por via marítima da república islâmica.

Em comunicado divulgado no X, o almirante Brad Cooper, comandante do Centcom, anunciou que as forças americanas conseguiram bloquear completamente os portos do Irã.

Cooper acrescentou que 90% do comércio iraniano entra e sai por via marítima e que considera que foi "completamente interrompida" a atividade econômica do país, uma medida de pressão que já havia sido anunciada pelo governo do presidente Donald Trump.

O bloqueio aos portos iranianosocorreu dois dias depois de negociações em Islamabad, no Paquistão, entre delegações de EUA e Irã não conseguirem concretizar acordos para encerrar a guerra no Oriente Médio.

A nova medida americana havia sido antecipada por Trump, que criticou o Irã por supostamente não ter reaberto o estreito de Ormuz sob os termos acordados quando se chegou a um cessar-fogo de duas semanas que começou há oito dias.

Segundo a emissora americana ABC, Trump não planeja prolongar o cessar-fogo. O Paquistão busca realizar uma segunda rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã no final desta semana ou no início da próxima, após ter enviado uma proposta formal a ambas as delegações para destravar os pontos pendentes do conflito.

cn (EFE, Lusa)

EUA relatam "conversas construtivas" entre Israel e Líbano em Washington

A reunião entre representantes dos governos de Israel e Líbano ocorrida nesta terça-feira (14/04) em Washington - os primeiros contatos diretos entre as duas nações vizinhas em décadas - levou a "conversas construtivas sobre medidas para iniciar negociações diretas", afirmou o Departamento de Estado americano, que descreveu o encontro como um "marco histórico".

Segundo os intermediadores americanos, as duas partes concordaram em iniciar as negociações em data posterior e em outro local. Os detalhes não foram divulgados.

Os EUA disseram esperar que as negociações possam levar a um "acordo de paz abrangente" e asseguraram a ambos os países seu apoio a novas conversas.

A imprensa israelense informou que a reunião entre a embaixadora libanesa nos Estados Unidos, Nada Hamadeh Moawad, e o representante israelense em Washington, Yechiel Leiter, durou cerca de duas horas.

Israel e a grupo islamista Hezbollah, aliado do Irã no Líbano, retomaram os combates logo após o início dos ataques israelenses-americanos contra o Irã.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, busca agora um acordo de paz duradouro com o Líbano e o desarmamento do Hezbollah.

O governo libanês, que não é parte do conflito armado, almeja um cessar-fogo e a retirada das tropas israelenses do sul do Líbano.

Após seis semanas de confrontos entre Hezbollah e Israel, mais de 2 mil pessoas morreram e mais de um milhão foram deslocadas devido aos ataques e incursões israelenses iniciados em 2 de março.

rc (DPA)

Grupo de 17 países pede inclusão do Líbano em esforços de desescalada no Oriente Médio

Um grupo de 17 países, incluindo França, Reino Unido e Espanha, pediu nesta terça-feira a inclusão do Líbano nos "esforços de desescalada" no Oriente Médio, em comunicado conjunto no qual pede a todas as partes para "trabalharem em prol de uma solução política duradoura".

"A continuação da guerra no Líbano põe em risco a atual desescalada regional, que saudamos e que deve ser plenamente respeitada por todas as partes", afirmaram os ministros das Relações Exteriores do grupo de países.

O grupo condenou "nos termos mais veementes" os ataques do Hezbollah contra Israel e os bombardeios israelenses no Líbano, assim como os ataques à Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil).

Os países enfatizam a necessidade de implementar integralmente a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que rege o cessar-fogo de 2006 e o destacamento das Forças Armadas do Líbano e da Unifil no sul do país.

Os chanceleres também elogiaram a decisão do governo libanês de proibir as atividades militares do Hezbollah e de fortalecer a autoridade do Estado em Beirute e o monopólio estatal sobre armamentos.

No texto, os países saúdam a iniciativa do presidente libanês, Joseph Aoun, de iniciar negociações diretas com Israel e solicitam a ambos os governos que aproveitem a atual "janela de desescalada" entre Estados Unidos e Irã para promover a paz na região.

O comunicado é assinado também por Austrália, Bélgica, Croácia, Chipre, Dinamarca, Finlândia, Grécia, Islândia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Portugal, Eslovênia e Suécia.

Ele foi divulgado pouco antes do início das negociações em Washington entre os embaixadores nos EUA de Israel, Yechiel Leiter, e do Líbano, Nada Hamadeh Moawad, marcando o primeiro contato direto entre os dois países em mais de quatro décadas (eles não mantêm relações diplomáticas).

jps (EFE)

Trump afirma que negociações com Irã podem ser retomadas dentro de dois dias

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que as negociações com o Irã no Paquistão para pôr fim à guerra podem ser retomadas nos próximos dois dias.

Em entrevista por telefone com uma enviada especial do jornal New York Post em Islamabad, o líder republicano recomendou à jornalista que permanecesse nos próximos dias na capital paquistanesa.

"Você deveria ficar lá, sério, porque algo pode acontecer nos próximos dois dias, e estamos mais inclinados a ir para lá. É mais provável, sabe por quê? Porque o quarterback (posição do futebol americano responsável por armas as jogadas de ataque) está fazendo um excelente trabalho", disse Trump.

O presidente dos Estados Unidos se referia ao general paquistanês Asim Munir, com quem estabeleceu uma relação próxima no ano passado durante o conflito entre Paquistão e Índia.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, liderou no último sábado a primeira rodada de negociações com o Irã em Islamabad, no que foi a reunião de mais alto nível entre os dois países desde que romperam relações devido à revolução islâmica de 1979.

Após mais de 20 horas de negociações, ambas as delegações deixaram o Paquistão sem um acordo e Trump ordenou à Marinha dos EUA que bloqueasse o estreito de Ormuz, tal como Teerã fez após o início da guerra no passado dia 28 de fevereiro.

Jps (EFE)

Israel e Líbano iniciam negociações diretas em Washington para encerrar ataques

Representantes de Israel e Líbano iniciaram nesta terça-feira (14/04) em Washington, na presença do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negociações diretas para pôr fim aos ataques e incursões israelenses em seu vizinho do norte, que começaram após a guerra com o Irã.

O embaixador israelense nos EUA, Yechiel Leiter, e sua homóloga libanesa, Nada Hamadeh Moawad, se reuniram na sede do Departamento de Estado nas primeiras conversas diretas em mais de 30 anos, embora sem a participação do grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerã.

Ao iniciar o encontro, Rubio qualificou a reunião de "oportunidade histórica" e afirmou que não se trata apenas de abordar um possível cessar-fogo, mas "uma solução permanente para 20 ou 30 anos de influência do Hezbollah" na região, da qual, segundo disse, têm sido vítimas tanto os israelenses quanto os libaneses.

"Todas as complexidades deste assunto não serão resolvidas nas próximas seis horas, mas podemos começar a avançar e criar o marco no qual algo possa acontecer, algo muito positivo", acrescentou o chefe da diplomacia americana.

Além de Rubio, Leiter e Hamadeh, também participam o conselheiro do Departamento de Estado, Mike Needham; o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz; e o embaixador americano no Líbano, Michel Issa.

As conversas ocorrem após seis semanas de confrontos entre Hezbollah e Israel em território libanês, onde mais de 2 mil pessoas morreram e mais de um milhão foram deslocadas devido aos ataques e incursões israelenses desde 2 de março.

jps (EFE)

FMI reduz previsão de crescimento global, mas eleva a do Brasil

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu para baixo a previsão de crescimento global em 0,2 ponto percentual em relação às projeções anteriores, de janeiro.

Na primeira atualização da entidade desde o início da guerra de Estados Unidos e Israel no Irã e a consequente crise energética, o FMI projetou um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global de 3,1%, em comparação com a estimativa anterior, que apontava uma alta de 3,3%. Em 2025, a expansão econômica ficou em 3,4%.

Segundo o economista-chefe da entidade, Pierre-Olivier Gourinchas, o crescimento econômico mundial seria revisto para 3,4% em 2026, se não fosse pela guerra.

Os dados foram publicados no relatório "Perspectivas da Economia Mundial". O documento também prevê uma alta de 4,4% na inflação global em 2026, 0,6 p.p. acima da estimativa publicada em janeiro.

Brasil se beneficiará da crise, diz entidade

O Brasil, por outro lado, teve o crescimento do PIB revisto para cima em 0,3 p.p., para 1,9%. A estimativa é mais otimista que a do Banco Central (BC), que indicou um incremento de 1,6%, e a do governo federal, de 1,8%.

Segundo o organismo internacional, a maior economia da América Latina será beneficiada em 2026 por sua condição de exportador líquido de energia, o que lhe permitirá tirar proveito da alta dos preços internacionais.

Além disso, estima que o impacto do conflito no Oriente Médio terá um efeito positivo líquido de 0,2 ponto percentual no PIB brasileiro para este ano.

No entanto, para 2027, o FMI reduziu a previsão da economia brasileira em 0,3 p.p., para uma alta de 2%, por causa do choque de preços e consequente redução no investimento.

Apesar do ajuste para baixo para o próximo ano, o organismo destacou que o Brasil conta com ferramentas sólidas para resistir à crise, por possuir "reservas internacionais adequadas, uma baixa dependência da dívida em moeda estrangeira e amplos colchões de liquidez por parte do governo".

Maior impacto no Oriente Médio

Entre as duas maiores economias do mundo, o crescimento dos EUA ainda deve acelerar para 2,3% este ano, embora o ritmo de crescimento tenha sido revisado ligeiramente para baixo.

"Os EUA estão se beneficiando, em certa medida, dos preços mais altos da energia", disse Gourinchas. Já o crescimento da China, de acordo com o FMI, deve ficar em 4,4%, também um pouco abaixo da previsão de janeiro.

O FMI sinalizou uma "desigualdade" subjacente em ambas as economias. A atividade interna fica atrás das exportações na China, enquanto o forte desempenho nos Estados Unidos tem sido acompanhado por um baixo crescimento do emprego.

Em toda a zona do euro, o crescimento econômico deve desacelerar para 1,1%, ante uma projeção de 1,4%, com a Alemanha e a França perdendo 0,3 pontos percentuais nas projeções.

Na Grã-Bretanha, a economia deve agora crescer 0,8%, a redução mais acentuada entre os países do G7, ante uma projeção anterior de 1,3%.

Os maiores afetados pela guerra serão os países do Oriente Médio e Norte da África. Segundo o relatório, o PIB da região deverá crescer de 1,1% em 2026, abaixo dos 3,2% projetados para 2025, visto que a região sofreu "o impacto mais direto do conflito". A projeção anterior, publicada em janeiro, era de alta de 3,9%.

De acordo com o FMI, o Irã deverá registrar uma retração de 6,1% do Produto Interno Bruto (PIB). A estimativa anterior à guerra apontava um crescimento de 1,1%.

O Catar, onde uma das principais instalações de produção de gás natural foi danificada, a atividade econômica deverá recuar 8,6% em 2026. Já o PIB do Iraque deverá cair 6,8% em 2026.

Já a Arábia Saudita, maior exportadora mundial de petróleo bruto, está em melhor situação graças ao acesso ao Mar Vermelho, o que permite ao país contornar o Estreito de Ormuz. O crescimento da maior economia da região deverá atingir 3,1% em 2026, em comparação com os 4,5% previstos anteriormente.

Fcl (Lusa, EFE, AFP)

Paquistão busca 2ª rodada de negociações de paz entre EUA e Irã até o fim da semana

O Paquistão pretende organizar uma segunda rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã no final desta semana ou no início da próxima, após ter enviado uma proposta formal a ambas as delegações para resolver os pontos pendentes do conflito.

"As coisas estão evoluindo positivamente e existe a possibilidade de que as delegações realizem uma segunda rodada de conversações no final desta semana ou no início da próxima", confirmou à agência de notícias EFE uma fonte diplomática sob condição de anonimato.

Segundo essa fonte, a maior parte das questões foi acordada no encontro do último fim de semana, motivo pelo qual uma segunda reunião "poderia levar a um avanço se ambas as partes aceitarem resolver suas divergências".

Esta nova tentativa diplomática busca superar o impasse em torno do programa nuclear do Irã, que foi o principal obstáculo do diálogo no último domingo. Segundo informaram fontes de segurança, Washington exige que Teerã renuncie totalmente ao seu direito de enriquecimento de urânio, uma exigência que a equipe liderada pelo vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, impôs como limite intransponível.

Por sua vez, a delegação iraniana defende seu direito de enriquecer urânio, pelo menos para uso civil, e condicionou qualquer cessão de material nuclear ao controle total do estreito de Ormuz, uma exigência que os EUA rejeitaram.

Embora fontes paquistanesas tenham visto o anúncio de fracasso de Vance como "precipitado", Islamabad considera a base logística do acordo já estabelecida.

O governo paquistanês, que atua como mediador, intensificou seu diálogo com ambas as partes para evitar que a falta de consenso comprometa a trégua em vigor.

"O Paquistão enviou sua proposta e espera receber uma resposta positiva. É assim que funciona a diplomacia", acrescentou a fonte consultada, que destacou a necessidade de se chegar a uma conclusão definitiva neste novo contato.

Esta iniciativa diplomática coincide com a visita do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, à Arábia Saudita, ao Catar e à Turquia, com o objetivo de coordenar o apoio dos aliados regionais antes que a trégua expire no próximo dia 22 de abril.

Novas conversas seriam marcadas pelo bloqueio naval de Washington aos portos iranianos e por um mercado energético onde o preço do petróleo se mantém em torno de 100 dólares por barril.

md (EFE, ots)

Ministro de Israel diz buscar paz com Líbano e aponta Hezbollah como problema

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa'ar, afirmou nesta terça-feira, a poucas horas das conversas diretas em Washington entre Israel e Líbano para um cessar-fogo, que seu país quer "alcançar a paz e a normalização" com a nação vizinha, mas acrescentou que o problema de ambos é o grupo xiita Hezbollah.

"Israel e Líbano não têm grandes disputas entre si. O problema é o Hezbollah", disse Sa'ar durante uma entrevista coletiva em Jerusalém, e lembrou que o governo libanês se comprometeu a desmantelar estas milícias, motivo pelo qual Israel analisará como cooperar com ele.

"Podemos falar sobre os termos de um acordo-quadro para o futuro, mas lembremos sempre que o problema para a segurança de Israel é o problema para a soberania do Líbano: o Hezbollah", insistiu.

E acrescentou que esse problema "deve ser abordado para poder passar a uma fase diferente". "Queremos alcançar a paz e a normalização", acrescentou.

Reunião em Washington

Nesta terça, o Líbano senta-se à mesa de negociação com Israel de forma direta pela primeira vez em mais de quatro décadas para tentar pôr fim aos ataques israelenses em território libanês, conversas das quais o Hezbollah não fará parte.

O embaixador israelense nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, e sua homóloga libanesa, Nada Hamadeh Moawad, se reunirão em Washington seis semanas após o início de uma guerra que deixa mais de 2 mil mortos no Líbano e após sete dias do cessar-fogo no Irã, do qual Beirute preferiu desvincular-se para manter uma postura independente.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, fará parte das conversas entre os embaixadores, de acordo com a imprensa local.

md (EFE, ots)

Macron e Starmer presidirão conferência sobre desbloqueio de Ormuz

O presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, copresidirão uma conferência nesta sexta-feira, reunindo países "não beligerantes" dispostos a colaborar em uma missão "puramente defensiva" para restabelecer a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, anunciaram fontes do Palácio do Eliseu nesta terça-feira.

O encontro já havia sido anunciado no dia anterior por Macron em suas redes sociais, mas sem especificar a data exata.

Em uma mensagem em sua conta no Twitter, Macron enfatizou particularmente o fato de que esta missão seria "estritamente defensiva e distinta dos beligerantes", excluindo, portanto, os Estados Unidos, Israel e Irã. Ele também insistiu, como reiteraram fontes do Palácio do Eliseu, que seu objetivo é que a missão seja implantada "assim que a situação permitir".

Em consonância com essa abordagem, o chefe de Estado francês insistiu na via diplomática: "Uma solução sólida e duradoura para o conflito no Oriente Médio por meios diplomáticos", a fim de "proporcionar à região uma estrutura robusta" dentro da qual todas as partes possam "viver em paz e segurança", afirmou.

Em 26 de março, a França e o Reino Unido realizaram uma videoconferência com os chefes de Estado-Maior de 35 países para preparar uma possível coalizão para ajudar a retomar o tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, condicionada à cessação das hostilidades.

Esta conferência, cuja lista de participantes ainda não foi divulgada pelo Palácio do Eliseu, acontecerá cinco dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que os Estados Unidos assumiriam o controle do Estreito de Ormuz.

Desde o início da guerra, o Irã mantém essa via navegável estratégica praticamente fechada, rota por onde normalmente passa um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo, permitindo a navegação apenas de alguns navios.

md (AFP, EFE)

Itália suspende acordo de defesa com Israel

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, de extrema direita, anunciou nesta terça-feira que seu país está suspendendo o acordo de defesa com Israel, que envolve a troca de equipamentos militares e pesquisa tecnológica.

"Em vista da situação atual, o governo decidiu suspender a renovação automática do acordo de defesa com Israel", disse Meloni a jornalistas à margem de um evento em Verona, no norte da Itália.

md (AFP, ots)

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