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Irã adverte que ações de Trump arrastam EUA para um "inferno"

5 fev 2026 - 04h30
(atualizado em 5/4/2026 às 19h14)
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Presidente dos EUA reiterou ameças de destruição de usinas de energia do Irã e regime responde afirmando que líder americano quer cometer "crimes de guerra". Acompanhe o conflito.

Trump mostra frustração com bloqueio de Ormuz e reitera ultimato contra Irã

Regime diz que Trump está arrastando EUA para um "inferno" e que líder americano quer cometer "crimes de guerra"

Trump anuncia resgate de piloto de caça abatido no Irã

Ministro israelense ameaça matar mais líderes do Irã

Ataques iranianos danificam instalações de energia no Kuwait, EAU e Bahrein

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:

Rússia quer que Trump "abandone a linguagem dos ultimatos"

O ministro das Relações Exteriores da Rússia pediu para que o presidente dos EUA, Donald Trump, "abandone a linguagem dos ultimatos" contra o Irã para que as negociações possam ser retomadas. A manifestação russa foi feita em uma ligação com autoridades diplomáticas iranianas.

"O lado russo manifestou a esperança de que os esforços empreendidos por vários países para atenuar as tensões em torno do Irã sejam bem-sucedidos, (...) o que seria facilitado se os Estados Unidos abandonassem a linguagem dos ultimatos e regressassem às negociações", disse Sergei Lavrov ao ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.

Os dois ministros apelaram ao fim dos "ataques imprudentes e ilegais contra instalações de infraestruturas civis", incluindo a central nuclear de Bushehr, construída parcialmente pela Rússia e onde trabalham técnicos russos.

No sábado, 198 funcionários da central nuclear de Bushehr, no Irã, foram obrigados a abandonar a usina, depois de um ataque americano e israelita, que a Rússia condenou.

Nesse mesmo dia, o presidente dos EUA deu 48 horas ao Irã para chegar a um acordo ou reabrir o estreito de Ormuz, dizendo que, caso não o faça, vai fazer recair o "inferno" sobre o país do golfo Pérsico, numa mensagem divulgada na rede social Truth Social.

O ultimato tinha sido então fixado para "segunda-feira, 06 de abril, às 20:00, hora de Washington".

Horas depois, Donald Trump voltou a escrever na Truth Social para dizer que o seu ultimato ao Irão foi adiado por mais 24 horas e está agora marcado para "terça-feira, às 20:00", hora de Washington.

jps (Lusa)

Centenas protestam em Berlim contra ofensiva conjunta dos EUA e de Israel no Oriente Médio

Centenas de pessoas se manifestaram em Berlim neste domingo (05/04) contra as ações militares dos EUA e de Israel no Oriente Médio.

Entre os manifestantes na capital alemã, havia várias pessoas carregando bandeiras iranianas, bem como manifestantes pró-palestinos.

A polícia informou que entre 500 e 700 pessoas participaram da manifestação, intitulada "Parem a agressão EUA-Israel! Mãos fora do Irã, Líbano, Palestina e Sudão!".

A manifestação começou no início da tarde na estação ferroviária central de Berlim e estava prevista para passar pelo distrito governamental até o Portão de Brandemburgo.

Um protesto havia sido planejado inicialmente na Pariser Platz, em frente à embaixada dos EUA.

No entanto, a lista de manifestações autorizadas da polícia em Berlim, publicada online, indicava que a manifestação terminaria do outro lado do Portão de Brandemburgo.

Esta foi a segunda vez neste fim de semana que bandeiras iranianas e manifestantes pró-palestinos foram vistos em protestos em Berlim, após a tradicional marcha pela paz da Páscoa no Sábado de Aleluia.

jps (dpa)

Irã adverte que ações de Trump arrastam os EUA para um "inferno vivo"

O Irã advertiu neste domingo (05/04) o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que, com seus movimentos "imprudentes", ele está arrastando os EUA para um "inferno vivo", em alusão à ameaça do republicano de atacar usinas elétricas e pontes no país a partir de terça-feira caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto.

"Seus movimentos imprudentes estão arrastando os Estados Unidos para um inferno vivo para cada família, e toda a nossa região vai arder porque você insiste em seguir as ordens do (primeiro-ministro israelense) Benjamin Netanyahu", afirmou na rede social X o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf.

Qalibaf foi categórico ao assinalar a Trump que ele não obterá nada "mediante crimes de guerra" e ressaltou que "a única solução real é respeitar os direitos do povo iraniano e pôr fim a este jogo perigoso".

Suas advertências chegaram horas depois de Trump ameaçar novamente desencadear "o inferno" no Irã se suas exigências não forem cumpridas antes de terça-feira, quando vence o ultimato fixado por Washington para o desbloqueio do estratégico Estreito de Ormuz.

"Abram o porra do estreito, seus bastardos loucos, ou viverão no inferno. VOCÊS VÃO VER!", escreveu o mandatário em sua rede social, a Truth Social, enquanto ameaçava com os prometidos ataques à infraestrutura elétrica iraniana caso não haja um acordo até lá.

O mandatário estendeu há alguns dias, até 6 de abril às 20h (de Washington), o ultimato para que o Irã desbloqueie o Estreito de Ormuz.

O fechamento de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, tem sido uma das consequências mais desestabilizadoras derivadas da guerra no Oriente Médio, iniciada no último dia 28 de fevereiro após os bombardeios de EUA e Israel contra o Irã.

jps (EFE)

Opep+ concorda em aumentar produção de petróleo em meio ao bloqueio de Ormuz

A aliança Opep+, liderada por Arábia Saudita e Rússia, decidiu neste domingo (05/04) aumentar sua produção de petróleo em 206 mil barris diários a partir de 1º de maio, um passo simbólico, pois a aplicação do incremento não será possível enquanto a guerra no Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz continuarem.

A decisão foi adotada em uma teleconferência pelos ministros de Energia e Petróleo de Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, informou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em um comunicado.

Os oito países "expressaram sua preocupação com os ataques à infraestrutura energética, assinalando que a restauração dos ativos energéticos danificados à sua plena capacidade é custosa e requer muito tempo, o que afeta a disponibilidade geral do fornecimento".

"Consequentemente, destacaram que qualquer ação que comprometa a segurança do fornecimento energético, seja mediante ataques à infraestrutura ou a interrupção das rotas marítimas internacionais, aumenta a volatilidade do mercado e enfraquece os esforços coletivos" da aliança petroleira para estabilizar o mercado, acrescentaram.

Neste contexto, ressaltaram "a importância crítica de salvaguardar as rotas marítimas internacionais para garantir o fluxo ininterrupto de energia".

A declaração da reunião virtual faz alusão, assim, sem mencioná-la explicitamente, à grave crise energética mundial desencadeada pela guerra lançada no dia 28 de fevereiro com bombardeios de Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa 20% do petróleo comercializado no mundo, e os ataques cruzados a instalações do setor reduziram os fornecimentos de membros fundamentais da Opep, como Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.

A isso se somam os danos causados a instalações petrolíferas da Rússia por ataques ucranianos, enquanto os três países restantes do grupo — Cazaquistão, Argélia e Omã — contam com capacidades muito limitadas para elevar sua produção.

jps (EFE)

Ministro da Defesa de Israel ameaça matar mais líderes do Irã

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ameaçou neste domingo (05/04) assassinar mais líderes do Irã e destruir alvoos estratégicos do país caso os ataques com mísseis contra Israel continuem.

"Enquanto os ataques com mísseis contra civis israelenses continuarem, o Irã pagará um preço alto que degradará e, em última instância, paralisará sua infraestrutura nacional e a capacidade operacional do regime", disse Katz em uma declaração em vídeo.

"Ao mesmo tempo, continuaremos a perseguir e neutralizar a liderança do terrorismo e a atacar alvos de segurança e ativos estratégicos em todo o Irã", acrescentou.

A declaração veio depois que o Irã afirmou que intensificaria seus ataques retaliatórios a instalações de petróleo e outras infraestruturas caso os EUA e Israel continuassem a atacar instalações civis iranianas.

O comando militar central do Irã foi citado pela mídia estatal afirmando ter atacado diversas instalações de energia em Israel e nos países do Golfo após um ataque aéreo israelense atingir o maior complexo petroquímico do Irã no sábado.

jps (DW)

Itália limita reabastecimento em quatro aeroportos

Uma subsidiária da petrolífera britânica BP anunciou neste fim de semana restrições ao reabastecimento de aviões em quatro aeroportos italianos devido à escassez de combustível provocada pelo conflito no Oriente Médio.

Num boletim, a empresa Air BP Italia disse que as restrições afetam os aeroportos de Bolonha, Milão Linate, Treviso e Veneza Marco Polo e serão mantidas, em princípio, até a próxima quinta-feira.

De acordo com o boletim, citado pela agência de notícias italiana Adnkronos, as restrições ao reabastecimento não se aplicam a voos de emergência médica ou voos governamentais com duração superior a trs horas.

O grupo Save, que gere os aeroportos de Treviso, Veneza Marco Polo e Verona, minimizou a medida e afirmou que "as restrições de combustível não são significativas".

Num comunicado, a empresa sublinhou que o problema afeta apenas um fornecedor e que "existem outros nos aeroportos do grupo que abastecem a maioria das companhias aéreas".

O grupo enfatizou que as operações aéreas não serão comprometidas, uma vez que "não foi imposta qualquer restrição a voos intercontinentais ou voos dentro do Espaço Schengen, e as operações estão garantidas sem quaisquer problemas".

jps (Lusa)

Milícias atacam instalações diplomáticas dos EUA no Iraque

Milícias iraquianas pró-Irã realizaram dois ataques contra instalações diplomáticas dos Estados Unidos no Iraque, anunciou neste domingo (05/04) a embaixada americana em Bagdá.

"Milícias terroristas iraquianas pró-iranianas levaram a cabo dois novos ataques hediondos contra instalações diplomáticas americanas no Iraque durante a noite passada", disse um porta-voz da embaixada em comunicado.

Segundo a embaixada, esta foi "uma tentativa de assassinar diplomatas americanos".

jps (Lusa)

"Abram essa p... de estreito, seus bastardos loucos", diz Trump em mensagem dirigida ao Irã

Em uma publicação com palavrões e ofensas, o presidente dos EUA, Donald Trump, explicitou neste domingo (05/04) frustração com a continuidade do bloqueio do estreito de Ormuz e também reiterou suas ameaças de destruir a infraestrutura civil do Irã caso o regime não libere a passagem marítima.

"Terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo de uma vez, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram a porra do Estreito, seus bastardos loucos, ou vocês viverão num verdadeiro inferno - Fiquem atentos! Louvado seja Alá. Presidente DONALD J. TRUMP", escreveu Trump na rede Truth Social.

O estreito de Ormuz é considerado uma via vital do mercado global de energia, por onde trafegam 20% do petróleo produzido no mundo. A via foi bloqueada pelos iranianos pouco depois do início da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel. Desde então, os iranianos têm permitido somente a passagem de alguns navios de "países amigos" e, segundo relatos, em troca de pagamento.

Especialistas militares têm afirmado nas últimas semanas que os EUA parecem ter subestimado que o Irã tinha capacidade retaliatória para fechar Ormuz.

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Trump diz que piloto resgatado no Irã está gravemente ferido

O segundo tripulante de um caça F-15 dos EUA abatido sobre o Irã está "gravemente ferido" após ser resgatado pelos militares em uma operação de alto risco, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, neste domingo, enquanto ameaçava novamente atacar usinas de energia iranianas.

"Resgatamos o tripulante/oficial do F-15 gravemente ferido, e realmente corajoso, do interior das montanhas do Irã", disse Trump, depois de descrever anteriormente a missão de resgate do piloto como "uma das operações de busca e resgate mais ousadas da história dos EUA".

Um caça F-15E Strike Eagle dos EUA foi abatido sobre o Irã na sexta-feira, a primeira aeronave americana perdida sobre o país desde o início da guerra em 28 de fevereiro.

O incidente gerou grande preocupação em Washington de que as forças iranianas pudessem capturar os dois tripulantes e usá-los como moeda de troca em negociações para encerrar os combates. O piloto foi resgatado logo após a queda da aeronave no sul do Irã, e forças especiais americanas foram mobilizadas posteriormente para impedir a captura do segundo tripulante, um oficial de sistemas de armas.

"Resgate ocorreu com dezenas de aeronaves"

Trump disse que os militares americanos usaram "dezenas de aeronaves, armadas com as armas mais letais do mundo, para resgatá-lo".

"Este bravo guerreiro estava atrás das linhas inimigas nas traiçoeiras montanhas do Irã, sendo caçado por nossos inimigos, que se aproximavam cada vez mais a cada hora", disse Trump.

Ele afirmou que o oficial "nunca esteve realmente sozinho", pois os militares estavam "monitorando sua localização 24 horas por dia".

Em sua postagem subsequente, neste domingo, Trump disse que "os militares iranianos estavam procurando intensamente, em grande número, e se aproximando", chamando o aviador ferido de "coronel altamente respeitado".

O presidente anunciou uma coletiva de imprensa na Casa Branca na segunda-feira.

Pista de pouso improvisada

De acordo com o jornal The New York Times, o militar foi transportado de avião para o Kuwait para tratamento.

Segundo relatos, as forças especiais americanas, incluindo paraquedistas, usaram uma zona de pouso improvisada em território iraniano para chegar o mais perto possível do militar desaparecido.

Após ejetar do caça, o oficial de armamento se escondeu "em uma crista elevada depois de se afastar dos destroços e acionar um sinalizador de emergência", escreveu Jennifer Griffin, correspondente-chefe de segurança nacional da Fox News, no X, citando autoridades americanas de alto escalão não identificadas.

Duas aeronaves de transporte que deveriam resgatar o militar e as forças especiais ficaram retidas no Irã, provavelmente devido a danos causados pelas condições do solo na zona de pouso improvisada, de acordo com um oficial militar americano citado pelo New York Times.

Isso levou ao envio de três aeronaves de substituição para resgatar as tropas. As duas aeronaves que ficaram para trás foram destruídas para evitar que caíssem em mãos iranianas, segundo o oficial.

Irã anunciou destruição de 4 aeronaves

Após o anúncio de Trump sobre o resgate do oficial, a agência de notícias iraniana Tasnim, próxima à poderosa Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), informou que a IRGC havia atacado e destruído dois helicópteros Black Hawk americanos, uma aeronave de transporte militar C-130 e vários drones na manhã de domingo.

A Tasnim publicou imagens mostrando destroços em chamas.

A emissora estatal em inglês PressTV afirmou no canal X que uma operação americana em um aeródromo abandonado ao sul de Isfahan havia fracassado porque as forças iranianas chegaram a tempo.

md (DPA, ots)

Ataques iranianos danificam instalações de energia no Kuwait, EAU e Bahrein

Kuwait, Bahrein e Emirados Árabes Unidos (EAU) relataram novos ataques com mísseis e drones iranianos neste domingo, que causaram "danos significativos" a instalações de energia, embora nenhuma vítima tenha sido relatada até o momento, de acordo com comunicados oficiais.

No Kuwait, um dos vizinhos árabes do Irã mais afetados desde o início da guerra em 28 de fevereiro, um ataque com drone iraniano "causou incêndios em diversas instalações de petróleo e petroquímicas, resultando em perdas materiais significativas. Não houve relatos de vítimas", segundo um comunicado do Ministério do Petróleo do Kuwait (KPC).

O comunicado indicou que as equipes de emergência "implementaram imediatamente seus planos de resposta aprovados com alta eficiência e trabalharam para conter os incêndios e impedir sua propagação para outras instalações", e que as autoridades "estão avaliando os danos".

Também no Kuwait, o Ministério da Eletricidade anunciou que duas unidades geradoras de energia foram desativadas após um ataque com drone a duas estações de tratamento de água e dessalinização, onde "danos materiais significativos foram relatados".

Incêndios em plantas petroquímicas nos EAU

Enquanto isso, os Emirados Árabes Unidos relataram vários incêndios na planta petroquímica de Borouge após a queda de destroços de um míssil iraniano, que foi "interceptado com sucesso pelos sistemas de defesa aérea".

"As operações na planta foram imediatamente suspensas até que os danos sejam avaliados. Não há relatos de feridos até o momento", afirmou um comunicado oficial dos Emirados.

De acordo com o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, as defesas aéreas do país interceptaram nove mísseis balísticos, um míssil de cruzeiro e 50 drones lançados pelo Irã no domingo.

"No total, 507 mísseis balísticos, 24 mísseis de cruzeiro e 2.191 drones iranianos foram interceptados" nos Emirados Árabes Unidos desde o início da guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irã, explicou o departamento.

Drone causa incêndio no Bahrein

A empresa petrolífera estatal do Bahrein, Bapco Energies, informou que um ataque de drone iraniano causou um incêndio em uma de suas instalações de armazenamento, que "foi completamente extinto", e que as autoridades "estão avaliando os danos".

Diversos países árabes do Golfo, assim como a Jordânia e a região semiautônoma do Curdistão iraquiano (norte), todos aliados de Washington, têm sido alvo de centenas de ataques com drones e mísseis balísticos perpetrados pelo Irã e seus grupos aliados no Iraque desde o início da guerra.

Esses ataques, além de elevarem os preços da energia em todo o mundo, deixaram cerca de 30 mortos e causaram danos econômicos significativos nas nações árabes do Golfo, cujas economias dependem fortemente da exportação de hidrocarbonetos pelo Estreito de Ormuz.

md (EFE, AFP)

Ataque de Israel no sul do Líbano mata sete, incluindo menina de 4 anos

Ao menos sete pessoas, entre elas uma menina de 4 anos, morreram em um ataque israelense neste domingo contra uma localidade do sul do Líbano, em um momento no qual continuam os bombardeios de Israel na parte meridional do país árabe e em Beirute.

Segundo o Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde Pública do Líbano, as sete pessoas perderam a vida em um bombardeio israelense na madrugada de domingo na cidade de Kfar Hatta, em Sidon.

"O ataque do inimigo israelense provocou o martírio de sete cidadãos, entre eles uma menina de 4 anos", disse o centro em um comunicado reproduzido pela agência oficial de notícias libanesa NNA.

Os bombardeios israelenses continuam contra várias localidades do sul, assim como contra os subúrbios do sul de Beirute, depois que as Forças de Defesa de Israel (FDI) emitiram neste domingo uma ordem de evacuação dirigida aos residentes, especialmente do bairro de Ghobeiry, afirmando que um de seus edifícios é utilizado pelo grupo xiita libanês Hezbollah.

A agência NNA relatou na manhã deste domingo ao menos quatro ataques israelenses contra os subúrbios do sul da capital libanesa, sem informar sobre vítimas.

Ao menos 1.422 pessoas morreram e outras 4.294 ficaram feridas devido à ofensiva aérea e terrestre de Israel contra o território libanês, iniciada no último dia 2 de março, que obrigou mais de um milhão de pessoas a abandonarem suas casas, segundo o Ministério da Saúde do país árabe.

md (EFE, ots)

Kuwait relata danos "graves" após drones iranianos atingirem instalações de energia e Ministério das Finanças

Drones iranianos atacaram instalações governamentais e de energia no Kuwait, disseram autoridades locais neste domingo.

"As defesas aéreas do Kuwait estão respondendo a ameaças hostis de mísseis e drones", publicou o Exército do país na internet, observando que quaisquer explosões ouvidas foram resultado de interceptações da defesa aérea.

Um drone atingiu uma instalação petrolífera operada pela Kuwait Petroleum Corporation, sem relatos de feridos, segundo a mídia local.

Mas os ataques com drones resultaram em danos "graves" a diversas instalações de petróleo e petroquímicas, que foram "alvo de um ataque e direcionamento hediondos do Irã envolvendo o uso de drones", afirmou a estatal Kuwait Petroleum Corporation, acrescentando que os ataques causaram incêndios em várias instalações.

Outro drone iraniano causou danos "significativos" a um prédio pertencente ao Ministério das Finanças, informou a agência de notícias estatal Kuna. Também não houve relatos de feridos.

Em resposta aos ataques conjuntos entre EUA e Israel, o Irã tem atacado o Kuwait e outros países do Golfo que abrigam forças militares americanas.

md (AP, Reuters)

Irã nega sucesso dos EUA em resgate de piloto e relata destruição de quatro aeronaves

O Irã afirmou neste domingo que frustrou uma tentativa dos Estados Unidos de resgatar o piloto de um caça derrubado, em uma operação na qual, segundo Teerã, quatro aeronaves foram atingidas, após o presidente americano, Donald Trump, ter dito que o militar havia sido resgatado com vida.

"Em avaliações complementares realizadas por especialistas no local, determinou-se que dois aviões de transporte militar C-130 e dois helicópteros Black Hawk do Exército americano foram destruídos", afirmou o porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o coronel Ebrahim Zolfagari, declarando que a operação americana para resgatar seu piloto terminou em um "fracasso total", segundo informou a agência de notícias Tasnim.

O porta-voz indicou que a operação foi repelida mediante uma ação conjunta da Guarda Revolucionária, do Exército, da milícia Basij e das forças de segurança, que conseguiram impedir o resgate após a entrada de aeronaves inimigas no centro do país.

Por sua vez, a Guarda Revolucionária afirmou em um comunicado que as aeronaves foram destruídas durante a operação e classificou o episódio como uma "nova derrota humilhante" para os Estados Unidos.

A Guarda acusou Trump de tentar acobertar o fracasso da operação ao afirmar nas redes sociais que uma missão especial havia sido realizada para resgatar o piloto.

O republicano disse neste domingo na rede social Truth Social que as forças americanas conseguiram localizar e resgatar com vida o piloto que estava desaparecido em território iraniano após a derrubada de um caça F-15 do país.

Na última sexta, o Irã derrubou um caça F-15 americano em seu território pela primeira vez desde que teve início a guerra no Oriente Médio, no último dia 28 de fevereiro.

Um dos dois tripulantes foi resgatado, mas o outro permaneceu desaparecido, o que desencadeou uma busca frenética.

O presidente americano detalhou que o resgatado se encontra "são e salvo", apesar de confirmar que ele sofreu ferimentos, sem revelar a gravidade deles.

md (EFE, AFP)

Israel confirma ataque contra complexo petroquímico no Irã

As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram neste sábado terem atacado horas antes um complexo petroquímico na cidade iraniana de Mahshahr, como já havia denunciado a agência de notícias IRNA, que não relatou mortos ou feridos.

Segundo Israel, o bombardeio contra uma das instalações busca prejudicar as forças armadas do regime iraniano, alegando que muitos dos materiais químicos que eram produzidos e exportados no local são usados "para produzir materiais para explosivos, mísseis balísticos e outros tipos de armamento".

"Esta instalação é um dos principais centros de produção de um componente crítico para mísseis balísticos", dizem as FDI.

O complexo petroquímico de Mahshahr, no sudoeste do Irã, é um dos principais centros industriais do país, fundamental para a produção e exportação de produtos derivados do petróleo.

"Por volta das 10h45 (hora local) da manhã deste sábado, como consequência de um ataque do inimigo americano e sionista, algumas empresas situadas na zona econômica especial petroquímica foram atingidas", havia anunciado mais cedo o departamento de relações públicas da Organização da Zona Econômica Especial Petroquímica, segundo relatou a agência IRNA.

Este ataque se soma a outros registrados contra infraestruturas estratégicas iranianas no decorrer da guerra, entre elas as principais fábricas de aço do Irã: as siderúrgicas de Mobarakeh, em Isfahan (centro), e a siderúrgica do Khuzistão (oeste).

md (EFE, ots)

Trump anuncia resgate de piloto de caça abatido no Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste domingo (05/04) que forças especiais americanas resgataram o segundo piloto do caça F-15 abatido no Irã, em uma operação que ele descreveu como uma das "mais audaciosas da história" de seu país.

A aeronave, um caça-bombardeiro F-15E, caiu no sudoeste do Irã, e seus dois ocupantes ejetaram em pleno voo. Os militares iranianos reivindicaram a autoria do abate e as autoridades ofereceram uma recompensa pela captura do segundo piloto. O primeiro foi resgatado pouco depois, durante uma operação das forças especiais americanas.

"Nós o pegamos! Meus compatriotas americanos, nas últimas horas, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram uma das operações de busca e resgate mais audaciosas da história do nosso país, para resgatar um de nossos incríveis oficiais da tripulação aérea, que também é um coronel altamente respeitado", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.

"Tenho o prazer de informar que ele está agora SÃO E SALVO", acrescentou.

Irã diz que abateu aeronave durante resgate

Após o anúncio de Trump, a Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irã, anunciou que havia abatido outra aeronave americana que participava da operação de resgate.

Trump disse que os militares dos EUA usaram "dezenas de aeronaves, armadas com as armas mais letais do mundo, para resgatá-lo".

"Este bravo guerreiro estava atrás das linhas inimigas nas traiçoeiras montanhas do Irã, sendo caçado por nossos inimigos, que se aproximavam cada vez mais a cada hora", disse Trump.

Ele disse que o oficial "nunca esteve realmente sozinho", pois os militares estavam "monitorando sua localização 24 horas por dia".

Citando autoridades americanas atuais e antigas familiarizadas com a operação, o jornal The New York Times relatou que "centenas de soldados de operações especiais" estiveram envolvidos em um "esforço de dois dias" para resgatar o aviador ferido.

Ele foi finalmente resgatado na noite de sábado, após "uma corrida de vida ou morte entre as forças americanas e iranianas", relatou o periódico.

"Resgate sob intenso tiroteio"

Citando uma autoridade do governo americano não identificada, a emissora Al Jazeera disse que o oficial foi resgatado após um "intenso tiroteio".

De acordo com o New York Times, o militar foi transportado de avião para o Kuwait para tratamento. Duas aeronaves de transporte, inicialmente destinadas a resgatar o homem e as forças especiais, ficaram retidas no Irã, de acordo com um oficial militar americano citado pelo jornal.

Isso levou ao envio de três aeronaves de substituição para resgatar as tropas. As duas aeronaves que ficaram para trás foram destruídas para evitar que caíssem nas mãos do Irã, segundo o oficial.

Imagens de vídeo mostram forças iranianas atirando contra helicópteros americanos numa tentativa de obstruir os esforços de resgate, informou o diário The Wall Street Journal.

Laurel Rapp, diretora do programa EUA e América do Norte da Chatham House, disse à BBC que, se o Irã encontrasse o tripulante primeiro, isso representaria um "grande prêmio" para Teerã e lhe daria uma vantagem significativa nas negociações para encerrar a guerra iniciada pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro.

A mídia iraniana informou que grandes somas de até 100 mil dólares (R$ 516 mil) foram oferecidas como recompensa pela captura do soldado.

Após o intenso bombardeio da infraestrutura militar iraniana, o governo Trump sugeriu repetidamente que as aeronaves americanas não correm mais o risco de serem atacadas no espaço aéreo iraniano. Ao anunciar o resgate do segundo militar no domingo, Trump repetiu essa afirmação.

"O fato de termos conseguido realizar ambas as operações, sem que UM ÚNICO americano fosse morto ou sequer ferido, prova mais uma vez que alcançamos domínio e superioridade aérea esmagadores sobre o espaço aéreo iraniano", escreveu ele.

md (AP, Reuters, DPA)

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