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EUA decidem nesta quarta sobre tarifaço ao Brasil e Planalto prepara resposta

Prazo para a Casa Branca aplicar taxas de até 25% termina nesta semana. Negociadores brasileiros tentam ampliar a lista de produtos isentos para proteger as exportações

13 jul 2026 - 11h07
(atualizado às 11h13)
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O presidente dos EUA, Donald Trump, (à esquerda) e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva –
O presidente dos EUA, Donald Trump, (à esquerda) e o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva –
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

 O Palácio do Planalto aguarda para esta quarta-feira o veredito final do Governo dos EUA sobre a imposição de novas barreiras alfandegárias contra mercadorias nacionais. A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha com a perspectiva real de uma reavaliação das taxas punitivas. O percentual do encargo pode atingir o patamar de 25% dependendo do setor produtivo atingido.

Ações do Governo dos EUA

Dessa forma, as manifestações públicas vindas do Hemisfério Norte sinalizam que os dois países permanecem distantes de um consenso comercial amigável. O representante do Departamento de Comércio americano, Jamieson Greer, indicou que o encerramento das investigações técnicas é considerado inalterável pela gestão estrangeira. O presidente republicano Donald Trump sugeriu a cobrança sob a justificativa de fiscalizar temas como desmatamento e falhas no combate ao trabalho forçado. Diante disso, o mandatário brasileiro reuniu-se com os ministros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa para alinhar o posicionamento do país:

"O Brasil tem obrigação de manter a negociação até o último momento, mas seguirá na posição de entender que as tarifas não têm justificativa."

Em contrapartida, analistas de mercado identificaram uma movimentação interna de resistência dentro do próprio território norte-americano. O Ministério das Relações Exteriores mapeou mais de 40 companhias e associações comerciais daquela nação que pressionam contra o tarifaço ao Brasil. Os empresários alegam que o mercado doméstico estadunidense não possui capacidade para substituir os insumos importados da indústria brasileira. Contudo, os negociadores de Brasília estimam que a única flexibilização viável por parte de Trump seria a ampliação do anexo de produtos isentos.

As ferramentas de retaliação e os cenários de resposta

Sob outra perspectiva, o governo federal pretende medir o tamanho exato do impacto financeiro da medida antes de disparar sanções institucionais. A manifestação inicial imediata do Brasil será de profunda indignação formal por meio dos canais diplomáticos da embaixada. O corpo técnico argumenta que as taxas ferem o equilíbrio financeiro mútuo já estabelecido historicamente entre os dois parceiros comerciais. A diplomacia brasileira descarta qualquer hipótese de o presidente Lula telefonar diretamente para o líder da Casa Branca em busca de favores políticos pessoais.

Paralelamente a esse cenário, o corpo jurídico do Executivo estuda acionar a chamada Lei de Reciprocidade caso o pior cenário se confirme na quarta-feira. O Congresso Nacional chancelou no ano passado essa legislação, justamente após o governo americano ameaçar uma sobretaxa de 50%. O mecanismo legal confere ao Estado brasileiro o poder institucional de retaliar comercialmente blocos econômicos ou nações que criem restrições sem fundamento técnico contra os produtos do país.

Desse modo, avalia-se a prorrogação do prazo estipulado para esta semana remota pelos interlocutores de comércio exterior.  Conclui-se que o corpo técnico de ministros passará os próximos dias focado em decifrar as minúcias do documento final emitido por Washington. Os passos seguintes do governo brasileiro serão meticulosamente calculados para evitar prejuízos maiores aos exportadores nacionais no mercado global.

Perfil Brasil
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