Irã volta a fechar Ormuz devido ao bloqueio dos EUA
Teerã acusa os EUA de violar acordo para reabertura da via ao manter o bloqueio naval a portos iranianos. Acompanhe o conflito.
Irã diz que Estreito de Ormuz está "totalmente aberto" durante o cessar-fogo
Preço do petróleo cai 10% após anúncio
Trump diz que apesar de anúncio do Irã, bloqueio dos EUA sobre portos iranianos vai continuar
Israel e Líbano acertam cessar-fogo, após pressão dos EUA
Hegseth diz que EUA estão prontos para retomar ataquesse não houver acordo com Irã
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
Irã volta a fechar o Estreito de Ormuz devido ao bloqueio dos EUA
O Irã afirmou neste sábado que reimpôs o "controle rigoroso" sobre o Estreito de Ormuz, acusando os EUA de violar o acordo para a reabertura da via navegável estratégica.
"O controle do Estreito de Ormuz retornou ao seu estado anterior, e esta via navegável estratégica está sob estrita gestão e controle das Forças Armadas", anunciou o tenente-coronel Ebrahim Zolfagari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, em um comunicado divulgado pela agência de notícias Tasnim.
Em um comunicado divulgado pela televisão estatal, o quartel-general afirmou que Washington quebrou uma promessa ao manter o bloqueio naval aos navios que navegam de e para os portos iranianos.
Até que os Estados Unidos restabeleçam a liberdade de movimento para todas as embarcações que visitam o Irã, "a situação no Estreito de Ormuz permanecerá estritamente controlada", diz o comunicado.
md (EFE, ots)
Trump afirma que proibiu Israel de continuar a bombardear o Líbano: "Já basta!"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (17/04) que Washington proibiu Israel de bombardear o Líbano como parte do cessar-fogo de dez dias anunciado na quinta-feira.
"Israel não bombardeará mais o Líbano. Os Estados Unidos os proíbem. Já basta!", escreveu Trump em sua rede social própria, a Truth Social.
O mandatário americano anunciou ontem uma trégua de dez dias entre Líbano e Israel após "excelentes" conversas telefônicas com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, a quem poderia receber "nos próximos quatro ou cinco dias" para negociações na Casa Branca.
Segundo um memorando publicado pelo Departamento de Estado, este cessar-fogo é "um gesto de boa vontade" por parte de Israel e está destinado a possibilitar negociações "rumo a um acordo permanente de segurança e paz" entre as duas nações, inimigas há décadas.
Apesar disso, ambas as partes concordaram, segundo Washington, que Israel conserva "seu direito de adotar todas as medidas necessárias em legítima defesa, a qualquer momento", enquanto durar a pausa nas hostilidades.
No entanto, o Estado judeu se comprometeu, como parte do pacto temporário, a não realizar "operações militares ofensivas contra alvos libaneses, incluindo alvos civis, militares e outros alvos estatais, no território do Líbano, por terra, ar e mar".
A partir da entrada em vigor do cessar-fogo, iniciado ontem, o Líbano adotará "medidas significativas" para impedir que "o Hezbollah e todos os demais grupos armados não estatais e rebeldes" em território libanês lancem ataques "de qualquer tipo contra alvos israelenses", refere o documento.
A tensão entre Israel e Líbano ameaçava desestabilizar o frágil cessar-fogo de duas semanas entre Estados Unidos e Irã, que terminará no próximo dia 22, enquanto se espera a retomada das negociações de paz no Paquistão.
jps (EFE)
Preço do petróleo despenca 10%
Os preços do petróleo caíram mais de 10% na sexta-feira (17/04), e as ações americanas dispararam rumo a mais um recorde depois que o Irã anunciou que o Estreito de Ormuz está novamente aberto para petroleiros comerciais que transportam petróleo do Golfo Pérsico para clientes em todo o mundo.
O S&P 500 subiu 1,3%, com Wall Street fechando a terceira semana consecutiva de grandes ganhos, sua maior sequência desde o Halloween. Um fluxo mais livre de petróleo aliviaria a pressão sobre os preços não apenas da gasolina, mas também de alimentos e todos os tipos de outros produtos transportados por veículos.
O índice Dow Jones Industrial Average subiu brevemente quase 1.070 pontos e registrava alta de 978 pontos, ou 2%, às 11h45, horário do leste dos EUA, enquanto o índice Nasdaq Composite subia 1,6%.
O mercado de ações dos EUA subiu mais de 12% desde que atingiu o fundo do poço no final de março, com a esperança de que os Estados Unidos e o Irã possam evitar o pior cenário para a economia global, apesar da guerra. A reabertura do Estreito de Ormuz na sexta-feira, que pode ser apenas temporária, é o sinal mais claro de otimismo até agora, e o presidente Donald Trump disse na noite de quinta-feira que a guerra "deve terminar em breve".
JPS (AP)
Líbano intensifica posições de Forças Armadas no sul para garantir retorno de civis
As Forças Armadas do Líbano anunciaram nesta sexta-feira (17/04) que estão reforçando seu posicionamento ao sul do rio Litani para facilitar o retorno dos moradores às suas casas, mantendo as operações em todo o país para garantir a segurança dos cidadãos após a implementação do cessar-fogo com Israel.
De acordo com um comunicado do comando militar, "as Forças Armadas estão trabalhando para facilitar o retorno dos moradores às suas casas, reforçando seu posicionamento no setor sul do rio Litani", enquanto realiza outras tarefas, incluindo "o estabelecimento de postos de controle temporários, a desobstrução de estradas e obstáculos e a realização de detonações controladas de munições não detonadas".
Como parte dos esforços, uma unidade do Exército libanês reabriu a estrada Dbayn-Marjayoun, que havia sido bloqueada após um ataque de Israel, enquanto outra unidade reabriu a ponte costeira Qasmiyeh-Tiro, e reparos estão em andamento em diversas outras pontes.
O comando das Forças Armadas do país reiterou a importância da cooperação dos cidadãos com as instruções das unidades militares destacadas e de evitarem as estradas bloqueadas pelos militares, uma vez que elas dão acesso a vilarejos onde as forças de ocupação israelenses permanecem posicionadas.
O presidente libanês, Josef Aoun, afirmou, em reunião com membros do Parlamento em Beirute, que as Forças Armadas terão um "papel fundamental" após a saída dos militares de Israel, enfatizou a necessidade de consolidar o cessar-fogo e destacou a importância das negociações com Israel, que descreveu como "delicadas e cruciais".
Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que seu país proibiu Israel de bombardear o Líbano como parte do cessar-fogo de 10 dias anunciado na quinta-feira, com o qual o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, teria concordado após conversar com ele.
Contudo, Netanyahu afirmou hoje que Israel mantém seus objetivos na frente norte, particularmente o "desmantelamento" do grupo xiita libanês Hezbollah, e advertiu que a campanha não terminou.
O cessar-fogo entrou em vigor mais de seis semanas após o início de uma intensa ofensiva aérea de Israel contra o Líbano, que, junto com uma operação terrestre para tomar toda a faixa de fronteira, deixou pelo menos 2.196 mortos, 7.185 feridos e mais de um milhão de deslocados.
jps (EFE)
Netanyahu diz que cessar-fogo com o Líbano foi a pedido de Trump
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou nesta sexta-feira (17/04) que aceitou o cessar-fogo temporário vigente com o Líbano a pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
"A pedido do meu amigo, o presidente Trump, com quem transformamos o Oriente Médio e alcançamos grandes avanços, concordamos com um cessar-fogo temporário no Líbano", afirmou Netanyahu em uma mensagem de vídeo publicada por seu gabinete.
"A pedido dele, foi-nos oferecida a oportunidade de promover uma solução política e militar conjunta com o governo libanês", acrescentou.
Apesar de aceitar a interrupção das hostilidades, Netanyahu ressaltou que Israel mantém seus objetivos na frente norte, em particular o "desmantelamento" do grupo xiita libanês Hezbollah, e alertou que a campanha não foi concluída.
Estas declarações ocorrem após o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ter afirmado que o Exército continuará ocupando territórios no sul do Líbano e não descartou retomar os ataques após a trégua caso não se consiga o desarmamento do Hezbollah.
Em tom semelhante, Netanyahu assegurou ontem que o Exército israelense manterá sua presença e controle no sul do Líbano para evitar que o Hezbollah possa lançar mísseis antitanque.
"Uma zona de segurança de dez quilômetros de profundidade, muito mais forte, muito mais potente, muito mais controlável e muito mais sólida do que a que tínhamos antes. É aqui que estamos e não iremos embora", declarou Netanyahu na mensagem após o cessar-fogo. A ocupação dessas zonas forçaram a saída de milhares de libaneses dessas áreas, em meio a ordens de expulsão emitidas pelos israelenses.
Trump anunciou na quinta-feira uma interrupção das hostilidades entre o Líbano e Israel que se prolongará por dez dias, depois de ter ocorrido em Washington, nesta semana, o primeiro encontro direto em décadas entre representantes de ambos os países.
A medida entrou em vigor mais de seis semanas após o início de uma intensa ofensiva aérea israelense contra o Líbano que, somada a uma invasão terrestre para tomar toda a faixa fronteiriça, deixou pelo menos 2.196 mortos, 7.185 feridos e mais de um milhão de deslocados.
jps (EFE)
Trump diz que, apesar de abertura de Ormuz, bloqueio naval ao Irã continua
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmaram que o Estreito de Ormuz foi reaberto, embora Trump tenha dito que o bloqueio americano aos portos iranianos permanece em vigor.
Pouco depois do anúncio de Araghchi, Trump confirmou que o Irã havia declarado que o estreito está "totalmente aberto e pronto para a passagem irrestrita", em uma publicação no Truth Social.
Em uma publicação subsequente, Trump disse que o bloqueio naval americano aos portos iranianos, implementado em resposta ao bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, "permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã, somente, até que nossa transação com o Irã esteja 100% concluída".
Ele acrescentou que espera uma resolução "muito rapidamente, visto que a maioria dos pontos já foi negociada".
A navegação comercial pelo Estreito de Ormuz, uma via navegável estreita entre o Irã e Omã, vital para o comércio global de petróleo, praticamente parou depois que o Irã ameaçou atacar navios em resposta à guerra entre os EUA e Israel, iniciada em 28 de fevereiro.
md (DPA, ots)
Irã diz que Estreito de Ormuz está "totalmente aberto" durante o cessar-fogo
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz permanece totalmente aberta durante o restante do cessar-fogo no Oriente Médio, que agora inclui não apenas o Irã, os Estados Unidos e Israel, mas também o Líbano.
"Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz está declarada totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo, na rota coordenada já anunciada pela Organização de Portos e Assuntos Marítimos da República Islâmica do Irã", disse Araghchi em uma publicação na plataforma X.
O preço do petróleo caiu 10% após o anúncio.
md (EFE, AFP)
Enviado especial dos EUA diz que Trump nunca quis mudar regime no Irã
O enviado especial dos Estados Unidos para a Síria, Thomas Barrack, afirmou nesta sexta-feira que o presidente Donald Trump nunca fez declarações sobre uma mudança de regime no Irã e que seu país deseja apenas a paz.
"Trump não buscou uma mudança de regime no Irã. A mudança de regime ocorre de forma orgânica ou não ocorre. É o povo iraniano quem decide o que acontece", assegurou Barrack, que também é embaixador na Turquia, em declarações à emissora NTV a partir de Antália, onde participa de um fórum de política e diplomacia internacional.
Barrack declarou ainda que o objetivo de Trump em relação ao Irã sempre foi encerrar o programa atômico do país e resolver a situação no Estreito de Ormuz, bloqueado por Teerã em resposta aos ataques iniciados por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.
"Ele nunca fez declarações sobre uma mudança de regime no Irã", reiterou.
O presidente dos Estados Unidos vangloriou-se em diversas ocasiões de ter alcançado uma mudança de regime após o assassinato seletivo do líder supremo, Ali Khamenei, e de várias autoridades iranianas durante os ataques.
md (EFE, ots)
Retorno massivo de deslocados gera longos engarrafamentos no sul do Líbano
A rodovia que liga Beirute ao sul do Líbano registrou nesta sexta-feira engarrafamentos quilométricos diante do grande número de pessoas deslocadas que retornam às suas casas após a entrada em vigor do cessar-fogo com Israel - algumas com a intenção de ficar e outras ainda mais cautelosas.
Entre as filas de veículos, alguns com bandeiras do grupo xiita libanês Hezbollah nas janelas ou fotografias de parentes mortos durante o conflito, há famílias otimistas de que a trégua de dez dias se tornará definitiva.
md (EFE, ots)
Israel diz que não abandonará sul do Líbano e que poderá retomar ataques após trégua
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou nesta sexta-feira que o Exército "mantém e continuará mantendo" o território que ocupou no sul do Líbano e alertou que seu país poderá voltar a atacar após a trégua de dez dias com o objetivo de forçar o desarmamento do Hezbollah.
"As Forças de Defesa de Israel mantêm e continuarão mantendo todos os lugares que libertaram e ocuparam", disse Katz em uma mensagem de vídeo, referindo-se à faixa de dez quilômetros de largura no sul do Líbano que Israel controla militarmente e onde as tropas continuam demolindo casas e edifícios.
Sobre a área mais extensa, que vai da linha divisória até o rio Litani, Katz afirmou que nesta zona Israel ainda deve confiscar armas e combater milicianos do Hezbollah, seja "pela via diplomática ou pela continuação da atividade militar" após o cessar-fogo.
"Se o fogo for retomado, os residentes que retornarem à zona de segurança deverão evacuar para permitir a conclusão da missão", acrescentou o ministro sobre os civis libaneses que já estão tentando voltar para suas casas.
"O objetivo que definimos, desarmar o Hezbollah por meios militares ou diplomáticos, foi e continua sendo o objetivo da campanha com a qual estamos comprometidos", reiterou.
Em tom semelhante, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, assegurou ontem que o Exército manterá sua presença e controle no sul do Líbano a fim de evitar que o Hezbollah possa lançar mísseis antitanque.
"Uma zona de segurança de dez quilômetros de profundidade, muito mais forte, muito mais potente, muito mais controlável e muito mais sólida do que a que tínhamos antes. É aqui que estamos e não iremos embora", sentenciou Netanyahu em uma mensagem de vídeo após o cessar-fogo.
O presidente americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira uma interrupção das hostilidades entre o Líbano e Israel que se prolongará por dez dias, após ter ocorrido em Washington, nesta semana, o primeiro encontro direto em décadas entre representantes de ambos os países.
A medida entrou em vigor mais de seis semanas após o início de uma intensa ofensiva aérea israelense contra o Líbano que, somada a uma operação terrestre para tomar toda a faixa fronteiriça, deixou pelo menos 2.196 mortos, 7.185 feridos e mais de um milhão de deslocados.
Esquecida e sem acordo de paz, Gaza permanece em limbo
Há vários meses, esforços de mediação internacional tentam estabelecer um cessar-fogo estável entre o Hamas e Israel na Faixa de Gaza. Mais recentemente, neste domingo (12/04), uma delegação do grupo viajou ao Cairo para se reunir com mediadores egípcios sobre os próximos passos no processo para pôr fim às hostilidades.
O foco está nas questões pendentes da - ainda - primeira fase do acordo de cessar-fogo alcançado há mais de seis meses, e em saber se a segunda fase - e, sobretudo, a fase final - seria de fato viável.
O Hamas, classificado como organização terrorista pela Alemanha, União Europeia (UE), Estados Unidos e outros países, desencadeou uma guerra em Gaza ao realizar seus ataques terroristas em Israel em 7 de outubro de 2023, aos quais Israel respondeu com uma devastadora ofensiva aérea e terrestre. Um frágil cessar-fogo está em vigor desde 10 de outubro de 2025, embora seja repetidamente violado por ataques isolados.
Especialistas consideram preocupante o saldo do cessar-fogo. As negociações políticas estagnaram e, com elas, a perspectiva de uma estabilização duradoura. Seis meses depois, essa "promessa esperançosa permanece em grande parte não cumprida", segundo uma análise do Conselho Norueguês para Refugiados.
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Premiê do Líbano comemora cessar-fogo com Israel
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, enalteceu o anúncio de um cessar-fogo entre Líbano e Israel, que entrará em vigor nesta meia-noite (horário local), e lembrou que essa tem sido uma exigência "fundamental" do seu governo desde o início do conflito, há mais de seis semanas.
"Recebo com satisfação o anúncio do cessar-fogo declarado pelo presidente (americano, Donald) Trump, o que tem sido uma exigência fundamental do Líbano desde o primeiro dia da guerra e o principal objetivo de nosso encontro em Washington na terça-feira", indicou Aoun em sua conta na rede social X (ex-Twitter).
"Quero agradecer todos os esforços regionais e internacionais realizados para alcançar este resultado, especialmente por parte dos Estados Unidos, da França, dos países da União Europeia e dos países árabes", acrescentou Salam, que fez uma menção especial ao apoio da Arábia Saudita, do Egito, do Catar e da Jordânia.
Nesse sentido, Salam também expressou sua solidariedade às famílias das vítimas desde o início do conflito, em 2 de março, bem como sua esperança de que os mais de um milhão de deslocados possam retornar às suas casas "o mais rápido possível".
Trump anunciou que a cessação das hostilidades entrará em vigor à meia-noite local desta quinta-feira, às 18h em Brasília, e se estenderá por dez dias. O anúncio foi feito logo após um telefonema entre ele e seu homólogo libanês, Joseph Aoun.
Na terça-feira, o embaixador israelense nos Estados Unidos, Yechiel Leiter, e a libanesa, Nada Hamadeh Moawad, se reuniram em Washington no primeiro encontro bilateral direto em décadas, durante o qual Beirute solicitou um cessar-fogo para passar a negociar um roteiro mais detalhado.
jps (EFE)
Sem mencionar Hezbollah, Trump anuncia cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (16/04) que Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo de dez dias a partir de hoje.
"Acabo de ter excelentes conversas com o muito respeitado presidente Joseph Aoun, do Líbano, e com o primeiro-ministro Bibi Netanyahu, de Israel. Estes dois líderes concordaram que, para alcançar a PAZ entre seus países, iniciarão formalmente um cessar-fogo de 10 dias às 17h EST (18h de Brasília)", escreveu Trump em sua rede social própria, a Truth Social.
A publicação de Trump, no entanto, não menciona o grupo libanês Hezbollah, que tem sido o alvo de Israel no Líbano.
jps (EFE, ots)
Presidente do Líbano telefona com Trump e agradece por "esforços" por cessar-fogo
O presidente libanês, Joseph Aoun, conversou por telefone com Donald Trump nesta quinta-feira, quando agradeceu ao líder americano por seus "esforços" para garantir um cessar-fogo com Israel, informou a presidência em Beirute.
"O presidente Aoun reiterou seus agradecimentos pelos esforços que Trump está fazendo para alcançar um cessar-fogo no Líbano e garantir paz e estabilidade duradouras como prelúdio para a implementação do processo de paz na região", diz o comunicado.
A ligação ocorre depois que Aoun rejeitou um pedido dos EUA para uma "ligação direta" com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, segundo uma fonte oficial libanesa, e um dia depois de Trump anunciar uma ligação esperada entre os "líderes" dos dois países.
md (AFP, ots)
Em recado a Trump, papa denuncia "tiranos" que gastam bilhões em guerras
O papa Leão 14 criticou duramente líderes que gastam bilhões em guerras e afirmou que o mundo está sendo devastado por um punhado de tiranos, em declarações incomumente contundentes feitas em Camarões nesta quinta-feira, dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, tê-lo atacado nas redes sociais.
Leão 14, o primeiro papa americano, também condenou os líderes que usam linguagem religiosa para justificar guerras e pediu uma mudança decisiva de rumo em um encontro na maior cidade das regiões anglófonas de Camarões, onde um conflito latente que já dura quase uma década deixou milhares de mortos.
"Os mestres da guerra fingem não saber que basta um instante para destruir, mas muitas vezes uma vida inteira não é suficiente para reconstruir", disse o pontífice.
"Eles fecham os olhos para o fato de que bilhões de dólares
são gastos em assassinatos e devastação, enquanto os recursos necessários para cura, educação e restauração não são encontrados em lugar nenhum."
"Mundo de cabeça para baixo"
Os ataques de Trump a Leão 14, lançados na véspera da
ambiciosa viagem do papa por quatro países da África e repetidos na noite de terça-feira, causaram consternação na África, onde vive mais de um quinto dos católicos do mundo.
Leão, que manteve um perfil relativamente discreto durante a maior parte de seu primeiro ano como líder da Igreja com 1,4 bilhão de membros, emergiu como um crítico declarado da guerra que começou com os ataques dos EUA e de Israel
ao Irã.
A Arcebispa de Canterbury, Sarah Mullally, líder espiritual de 85 milhões de anglicanos em todo o mundo, afirmou na quinta-feira que apoia o papa em seu "corajoso apelo por um reino de paz".
Falando na cidade anglófona de Bamenda, o pontífice também criticou duramente os líderes que invocam temas religiosos para justificar guerras.
"Ai daqueles que manipulam a religião e o próprio nome de Deus para obterem ganhos militares, econômicos e políticos, arrastando o que é sagrado para as trevas e a imundície", disse ele.
"É um mundo de cabeça para baixo, uma exploração da criação de Deus que deve ser denunciada e rejeitada por toda consciência honesta."
O papa fez comentários semelhantes no mês passado, dizendo que Deus rejeitou as orações de líderes com "mãos cheias de sangue", em comentários amplamente interpretados como dirigidos ao secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que invocou a linguagem cristã para justificar a guerra com o Irã.
Trump começou suas críticas a Leo no domingo, quando chamou o papa de "FRACO no combate ao crime e péssimo para a política externa" em uma postagem no Truth Social.
O presidente dos EUA atacou Leo novamente nas redes sociais na noite de terça-feira. Na quarta-feira, Trump postou uma imagem de Jesus abraçando Trump, depois que uma imagem anterior que ele postou, que o retratava
como uma figura semelhante a Jesus, provocou críticas generalizadas.
Leo disse na segunda-feira que não pararia de se manifestar sobre a guerra com o Irã e evitou responder a Trump diretamente desde então.
md (Reuters, ots)
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