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Estudo sugere identidade da "Moça com Brinco de Pérola" de Vermeer

O historiador Andrew Graham-Dixon propõe que a "Moça com Brinco de Pérola", pintada por Johannes Vermeer em 1665, retrata Magdalena, filha de 10 anos dos principais patronos do artista

14 out 2025 - 21h06
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O historiador de arte Andrew Graham-Dixon divulgou a conclusão de um estudo sobre a identidade da figura central na pintura "Moça com Brinco de Pérola", de Johannes Vermeer (1632-1675). O especialista afirmou ter chegado ao nome da "musa" na obra finalizada em 1665.

"Moça com brinco de pérola", pintura icônica de Johannes Vermeer
"Moça com brinco de pérola", pintura icônica de Johannes Vermeer
Foto: Reprodução / Perfil Brasil

Graham-Dixon indicou que Vermeer, o pintor da tela, tinha um acordo de trabalho com o casal holandês Pieter Claeszoon van Ruijven e Maria de Knuijt em Delft, Holanda. O casal fazia parte de um grupo religioso chamado Remonstrantes, conforme relatado pelo jornal "Telegraph".

Com base nessas informações, o historiador concluiu que a figura retratada na tela é Magdalena, a filha do casal patrono do pintor holandês. Segundo a pesquisa, Magdalena teria 10 anos no período da pintura da obra.

O historiador considerou a idade da jovem e a filiação religiosa dos pais. "Ela (Magdalena) completaria 12 anos no outono de 1667 e, considerando sua provável adesão a um ramo mais rigoroso da seita de seus pais, ela formalizaria seu compromisso com Cristo nessa idade", explicou Graham-Dixon.

Graham-Dixon também observou que o vestuário da jovem na pintura remete à indumentária de Maria Madalena, uma seguidora de Jesus. Os Remonstrantes modelavam aspectos de suas vidas na trajetória de Maria Madalena e outros seguidores de Jesus.

A tela "Moça com Brinco de Pérola", de Johannes Vermeer, está entre as mais reconhecidas globalmente e atrai a atenção do público por séculos. Pesquisadores agora buscam compreender o motivo desse fascínio ao mensurar a resposta do cérebro humano ao observar o trabalho.

O Museu Mauritshuis, em Haia, na Holanda, local que abriga a obra-prima do século XVII, contratou neurocientistas para realizar a medição da atividade cerebral durante a visualização da pintura e de outros quadros famosos. O estudo revelou que os espectadores manifestam um fenômeno neurológico específico, denominado pelos pesquisadores de "circuito de atenção sustentada", que pode ser exclusivo desta obra do pintor holandês.

O processo observado é que o olhar do espectador é direcionado primeiramente para o olho da moça, em seguida para a boca, depois para a pérola, e então retorna ao olho, estabelecendo um ciclo.

Martin de Munnik, da empresa de pesquisa Neurensics, que conduziu o estudo, esclareceu a observação: "Este processo faz com que o tempo de observação da pintura seja maior em comparação com outras obras". Ele acrescentou: "O espectador direciona a atenção para a pintura, de maneira voluntária ou não. A obra gera uma resposta, independentemente da intenção do observador".

Vermeer, o autor da obra, foi um pintor com foco em cenas de interiores domésticos da vida da classe média. Ele é reconhecido como um dos artistas importantes da Era de Ouro holandesa, sendo um pintor de gênero com sucesso limitado em Delft e Haia.

Perfil Brasil
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