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Estudo aponta que 74% das MPMEs usam Inteligência Artificial

Especialista explica os aspectos positivos e negativos do uso da ferramenta no dia a dia das empresas, como isso pode afetar a humanização e as relações trabalhistas dentro das organizações e os impactos na confiabilidade e credibilidade dos profissionais

8 mai 2024 - 14h26
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Não há dúvidas de que a Inteligência Artificial (IA) veio para ficar. A tecnologia é capaz de criar textos, músicas, imagens, identificar padrões, criar respostas para chats, tudo com base na análise de dados disponíveis na internet. Então, não é à toa que ferramentas como ChatGPT e Copilot, dentre outras, estão cada vez mais populares. 

Foto: Image by rawpixel.com on Freepik / DINO

De acordo com estudo encomendado pela Microsoft para a Edelman Comunicação, 74% das micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) já utilizam o recurso em seu dia a dia. E 90% dos entrevistados afirmaram buscar adotar a IA atualmente.

A pesquisa indica que 61% das empresas utilizam a IA como forma de melhorar a experiência do cliente. Já 54% investem na ferramenta para ganhar eficiência, produtividade e agilidade.

Além do atendimento ao cliente, 39% dos entrevistados enxergam potencial do uso da IA no setor de TI, 30% utilizam no setor de Marketing e Comunicação e 27% nas áreas de Finanças e Comunicação. Áreas como Vendas, Jurídico e Recursos Humanos também foram citadas na pesquisa. 

Um dado que chama a atenção é que 16% das MPMEs informaram utilizar a Inteligência Artificial em todos os departamentos de suas empresas, enquanto 4% dos líderes afirmaram não utilizar a tecnologia e nem tem a intenção de utilizá-la. 

A Inteligência Artificial versus a humanização do trabalho

O Portal da Confederação Nacional da Indústria (CNI) explica que a Inteligência Artificial é "a capacidade de programas e dispositivos de realizar tarefas utilizando algoritmos que simulam o raciocínio humano com base em padrões aprendidos". 

Ou seja, são máquinas capazes de "aprender e imitar" a forma humana de se relacionar com as pessoas e, assim, executar serviços cotidianos. A ideia é, com isso, acelerar processos, ganhando proficiência e aumentando a produtividade. 

De acordo com Elisheva Cesco Martinelli, psicóloga, coach e mentora de carreira e profissão, o avanço da IA no mundo corporativo pode ser visto com otimismo. "O uso da IA é super importante para eficácia e agilidade de processos e pode auxiliar na performance das pessoas, uma vez que a pessoa ganha velocidade em suas entregas e ao trazer conhecimento", explica.

Para ela, "tanto o ChatGPT quanto ferramentas de resumo de reuniões, como o tl;dv tem trazido muita eficiência, uma vez que atividades táticas que demandam tempo são substituídas pela IA". Mas toda essa inovação leva a um importante questionamento: será que a IA substituirá por completo a mão de obra humana algum dia? 

Para a psicóloga, não é bem assim. "Estudos mostram a importância das relações humanas para a qualidade de vida e bem-estar das pessoas". E o próprio estudo da Microsoft revela que, para 77% das MPMEs pesquisadas, a IA pode ser utilizada como uma ferramenta para o aumento da qualidade de vida no trabalho. Isso porque, segundo o relatório, a tecnologia permite que os funcionários tenham mais tempo livre para focar em atividades criativas ou relevantes ao reduzir o tempo gasto com atividades demoradas e repetitivas.

Diante deste cenário, Elisheva acredita que, se utilizada com responsabilidade, o uso da IA pode ser muito bem vinda nos ambientes corporativos como uma ferramenta a mais para os trabalhadores. "Muita gente tem usado o ChatGPT para fundamentar suas práticas profissionais substituindo qualificações, formações e certificações, que são bases importantes para garantir uma atuação profissional responsável", afirma. "A artificialidade na linguagem, e inclusive no uso de IA para fotos profissionais, despersonaliza, não mostra identidade, e muito menos gera confiança e credibilidade no profissional. Neste momento, a questão não é sobre usar ou não a ferramenta, mas sim como e o quanto usar", acrescenta a psicóloga.

Os riscos do uso em excesso da Inteligência Artificial

Algumas empresas, no entanto, têm ido no sentido oposto, investindo mais no uso da IA do que na mão de obra humanizada. De textos de marketing a atendimento ao cliente, algumas companhias investem no uso integral dessas ferramentas. 

Nesse aspecto, Elisheva é enfática ao falar sobre a importância da manutenção das relações humanas no ambiente de trabalho: "Equipes são feitas não apenas de entregáveis, mas de relações. O espaço criativo e inovativo em si é um espaço de envolvimento". 

Ela também concorda com a visão do advogado e empreendedor da área de tecnologia Evandro Lorenzoni. Segundo ele, os líderes e gestores devem sempre conscientizar seu liderados quanto ao uso descontrolado de inteligências artificiais generativas sem a devida supervisão e revisão do conteúdo, sublinhando o duplo perigo inerente a esta prática: a propensão ao plágio (crime contra direitos autorais) de forma involuntária e/ou a propagação de informação inautêntica, exacerbada pelo fenômeno conhecido como "alucinações" das IA. 

Este último termo refere-se à tendência desses sistemas de gerar dados ou "fatos" completamente inventados ou distorcidos, sem base na realidade, resultante da interpretação errônea de padrões nos dados. Ele ressalta a necessidade de equilibrar inovação tecnológica com responsabilidade ética e legal, mitigando riscos de desinformação ou violações de normas, através de supervisão humana qualificada.

Por se tratar de uma máquina, erros como falta de entendimento de contextos ou mesmo literalidade em determinados aspectos podem acontecer com o uso das IAs sem o trabalho de uma pessoa em paralelo. 

Em suma, na visão da psicóloga, o uso da IA como para ganhar tempo e produtividade é bem-vindo, porém, até o momento, a evolução das tecnologias ainda não substituem fatores humanos em relação à credibilidade, confiança e relações interpessoais. 

Para saber mais, basta acessar: https://elishevacesco.com.br/

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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