Esposa de Lito Souza revela nova opção de tratamento: 'Dispostos a assumir esse risco'
O criador de conteúdo e piloto, tem enfrentado o agravamento da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa rara que provoca uma deterioração progressiva do sistema nervoso
A família de Lito Souza negocia o uso de um medicamento experimental para tentar frear a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), enfermidade neurodegenerativa rara, progressiva e sem cura. Com rápida perda motora, mas capacidades cognitivas preservadas, o comunicador pode ser o primeiro humano a testar a substância, antes avaliada apenas em animais. Sem terapias convencionais eficazes, os familiares buscam apoio de órgãos públicos para viabilizar o acesso ao tratamento.
A família de Lito Souza busca uma nova possibilidade de tratamento diante do avanço rápido da Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Em entrevista recente, Mila Seidl, esposa do criador de conteúdo e piloto, contou que negocia com uma empresa de biotecnologia o acesso a um medicamento que ainda está em fase experimental.
A substância já passou por testes em laboratório e em modelos animais, mas ainda não chegou aos testes com seres humanos. Caso o acordo avance, Lito poderá ser a primeira pessoa a receber o medicamento. Para a mulher, a possibilidade representa uma tentativa diante da falta de opções disponíveis.
"Eu não posso falar o nome [da empresa] agora, mas a gente talvez consiga alguma coisa. O Lito talvez seja a primeira pessoa a testar esse medicamento. Ele já foi testado in vitro, em peixes, macacos. A gente está disposto a assumir esse risco e tentar ter um desfecho diferente", afirmou Mila ao 'Fantástico' neste domingo (30).
Estado de saúde de Lito Souza
Na conversa, Seidl também falou sobre a condição atual de Lito. Segundo ela, apesar de suas capacidades intelectuais permaneçam preservadas, a doença provocou um comprometimento físico significativo em pouco tempo.
"A essência, alma, inteligência dele está 100% preservada. O corpo físico, não, já foi muito afetado. Em questões de semana ele perdeu movimentos importantes, não anda sozinho", relatou.
A velocidade dessa evolução preocupa a família. A DCJ é uma doença neurodegenerativa rara que provoca uma deterioração progressiva do sistema nervoso. Atualmente, não existe um tratamento capaz de interromper a doença ou aumentar comprovadamente a sobrevida. Os cuidados disponíveis buscam principalmente controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida.
Diagnóstico veio após outros problemas de saúde
A descoberta da doença ocorreu após que Lito iniciou um tratamento contra um câncer de próstata. Durante esse período, ele passou a apresentar alterações neurológicas que chamaram a atenção dos médicos e dos familiares. Entre os sinais estavam perda de força e movimento no braço esquerdo, dificuldade para caminhar, alterações na visão e mudanças na fala. A investigação levou ao diagnóstico de DCJ.
Desde então, Mila passou a buscar alternativas em pesquisas internacionais. A família tentou encontrar espaço para Lito em estudos nos Estados Unidos e na China, mas ele não conseguiu participar porque os protocolos já estavam em andamento e tinham critérios específicos para os voluntários.
Sem uma terapia convencional disponível, a possibilidade de um tratamento experimental ganhou força. "Não sou negacionista e sei que é uma doença grave. Mas ouvimos de médicos que, se conseguirmos acesso aos remédios do estudo, talvez seja possível pausar o avanço da doença. Por isso solicitamos apoio de órgãos como o Ministério da Saúde, Anvisa e Itamaraty", explicou Mila.
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