Levantamento indica que Brasil ainda é pouco conhecido no exterior
A primeira Pesquisa Mundial, realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e pelo instituto Sensus em 22 países, mostra que o Brasil ainda é pouco conhecido no Exterior, apesar de 60,1% dos entrevistados obterem informações sobre o País pelo rádio ou pela TV.
O presidente da CNT, Clésio Andrade, afirmou que a avaliação externa do país é melhor do ponto de vista político e/ou cultural do que na visão econômica. Por exemplo, a imagem do Brasil está mais associada ao futebol e esportes (36,6%) e carnaval (19,4%) do que com pobreza e miséria (8,0%).
A coleta de dados mostra que mais de dois terços do público entrevistado (70,8%) já ouviu falar do Brasil e que 65,8% sabem que o Brasil fica na América do Sul. Um resultado curioso sobre o tema é o fato de a grande maioria dos americanos (84,8%) saber que o Brasil fica na América do Sul enquanto no México, apenas 43,1% têm a mesma informação.
A pesquisa foi feita nos países com maior representatividade nas relações internacionais. Institutos de pesquisa contratados aplicaram 8.912 questionários em 1.239 cidades, entre 15 de agosto e 10 de outubro. O custo do trabalho foi de US$ 250 mil.
A pesquisa tem o objetivo de fazer uma radiografia detalhada sobre o Brasil e os brasileiros vistos pelo mundo. Foram questionados temas políticos, econômicos, ecológicos e sociais relativos ao Brasil, como o grau de conhecimento sobre o Brasil, a internacionalização da Amazônia e como nossos produtos são vistos nas prateleiras dos supermercados em todo mundo.
A amostra abrangeu 22 países, com a média de 400 entrevistas por país. Os países foram selecionados por sua representação e relevância. No continente americano, a pesquisa foi realizada no Brasil, Estados Unidos, Argentina e México. Na Europa, os países selecionados foram Alemanha, Inglaterra, França, Suécia, Itália, Espanha, Portugal e Rússia. Na Ásia, a pesquisa foi realizada no Japão, China, Coréia do Norte, Índia e Indonésia. No Oriente Médio, as entrevistas foram realizadas em Israel e na Síria. Na África, foi realizada na Nigéria e na África do Sul. Na Oceania, na Austrália.
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