"Mania de gringo: tudo tem de estar no lugar"
Segunda-feira, 8 de abril de 2002
O domingo foi absolutamente preguiçoso. Acordei às 10h, tomei um banho e fui para a chácara. Lá, mais um churrasco. Passei o dia tomando chimarrão, passeando pelas trilhas no meio do mato com o Bono, curtindo o local. Não volto mais lá tão cedo.
No final do domingo, de volta para casa. Estou terminando de organizar as caixas que vão pelo correio depois. São livros, minha coleção de Vertigo e Hellblazer, meus livros do Sebastião Salgado, a obra completa do Tolkien, minha série de geopolítica. Como eu havia imaginado, vou gastar uma pequena fortuna com isso, mas não vou abrir mão de meus livros e revistas.
Com o dia cada vez mais perto, a sensação de não estar aqui aumenta cada vez mais. E ao mesmo tempo em que a ansiedade clama por ir de uma vez, o nervosismo fica repassando a minha "to-do list" para ver se não ficou nenhum rabo para trás. Meu procurador vai desdobrar qualquer problema que ficar, mas prefiro sair com a conta zerada, sem pendências. Mania de gringo: tudo tem de estar no lugar, organizado e feito antes de sair. Não gostamos de dívidas.
Nessa segunda, vou terminar minha mala de roupas, deixando apenas o que vou usar nesta terça, quarta e no dia da viagem. Também fica uma muda de roupa na mochila de mão, just in case. Mala perdida não é tão raro como as companhias aéreas querem nos fazer crer.
Daniel Vidor
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