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Entenda por que a PF prendeu MC Ryan SP e Poze do Rodo

A Polícia Federal cumpriu mandados de prisão contra os artistas em ação que investiga movimentação de R$ 1,6 bilhão

15 abr 2026 - 10h23
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Na manhã desta quarta-feira (15), a Operação Narco Fluxo, da Polícia Federal, efetuou a prisão de dois dos maiores nomes do cenário do funk atual: os MCs Ryan SP e Poze do Rodo. A ação mira desarticular um complexo esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cifras bilionárias.

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta
A Polícia Federal prendeu, na manhã desta quinta
Foto: feira (15), os MCs de funk Poze do Rodo e Ryan SP - Reprodução/Redes Sociais / Perfil Brasil

De acordo com as primeiras apurações, Poze do Rodo foi localizado e detido em sua residência, situada no Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro. O impacto da notícia rapidamente tomou as redes sociais, enquanto as defesas jurídicas dos artistas tentam compreender a extensão das acusações. A operação não se limita ao Rio de Janeiro, estendendo-se por diversas regiões do país para combater a criminalidade financeira.

Investigação foca em R$ 1,6 bilhão e criptoativos

A Operação Narco Fluxo tem como objetivo central desestruturar uma organização criminosa que atua na movimentação ilícita de valores de forma sofisticada. Segundo informações divulgadas pela Polícia Federal, o grupo utilizava mecanismos complexos para ocultar a origem do dinheiro, incluindo o uso frequente de criptoativos e transações internacionais. A corporação estima que o volume financeiro total movimentado pelo esquema ultrapasse a marca de R$ 1,6 bilhão nos últimos anos.

As investigações anteriores apontam que o grupo utilizava um sistema estruturado para dissimular os valores, envolvendo desde o transporte de dinheiro em espécie até operações financeiras de alto valor. Para interromper o fluxo desses capitais, a Justiça determinou o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias. Além das prisões, as equipes de campo realizaram a apreensão de veículos de luxo, documentos sigilosos e equipamentos eletrônicos que podem fornecer novas provas.

Defesas dos MCs alegam desconhecimento dos autos

Diante da gravidade dos fatos, as equipes jurídicas dos artistas se manifestaram publicamente. A defesa de Poze do Rodo afirmou que, no momento, desconhece o teor completo do mandado de prisão. Em comunicado, os advogados ressaltaram que "com acesso aos mesmos, se manifestará na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário." A expectativa é que o acesso aos autos ocorra nas próximas horas.

De modo semelhante, os representantes de Ryan SP declararam que "até o presente momento não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, razão pela qual está impossibilitada de apresentar manifestação específica sobre os fatos." A defesa técnica do artista fez questão de enviar uma nota detalhada à imprensa para reforçar sua posição de colaboração com a justiça, embora mantenha a cautela necessária diante do segredo de Justiça imposto ao caso pela Polícia Federal.

Integridade financeira é defendida por advogados

Em um trecho importante da nota oficial, a equipe de Ryan SP enfatizou a transparência das finanças do cantor. O texto ressalta a "absoluta integridade de MC Ryan, bem como a lisura de todas as suas transações financeiras." A nota prossegue afirmando que "todos os valores que transitam por suas contas possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos, o que sempre foi observado de maneira contínua e responsável."

A defesa do funkeiro concluiu a manifestação expressando otimismo sobre o desenrolar do processo judicial. Segundo o documento, "a defesa confia plenamente que os esclarecimentos necessários serão prestados oportunamente, acreditando que, já no início da investigação, a verdade dos fatos será devidamente demonstrada." Ao todo, a PF cumpre 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária em nove estados e no Distrito Federal, configurando uma das maiores ofensivas do ano contra crimes financeiros.

Perfil Brasil
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