UFRN é atingida por incêndio a dois dias do 2º turno
Polícia investiga episódio, ocorrido dias depois de pancadaria entre apoiadores de Flávio e Lula
Um incêndio de grandes proporções atingiu a área verde da UFRN, em Natal, próximo à reitoria, sendo controlado pelos bombeiros sem deixar feridos ou danos aos prédios. A polícia investiga as causas do fogo, que ocorre a dois dias do segundo turno eleitoral e após um ato político não autorizado do PL no campus terminar em agressões contra estudantes. O episódio amplia o clima de tensão e as apurações sobre violência política em universidades federais às vésperas da votação.
Chamas consumiram área verde da Universidade Federal do Rio Grande Norte em Natal. Polícia investiga episódio, ocorrido dias depois de pancadaria entre apoiadores de Flávio Bolsonaro e Lula.Um incêndio de grandes proporções consumiu na noite desta sexta-feira (23/10) uma área verde do campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em Natal, próximo ao prédio da reitoria. Não há feridos.
Acompanhe em tempo real neste domingo todos os resultados da apuração da Eleição 2026
O episódio, ocorrido a dois dias da eleição e em meio a tensões recentes entre apoiadores das campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas dependências da universidade, está sob investigação.
A UFRN confirmou em nota que o incêndio atingiu "a vegetação nas imediações do prédio da Reitoria, no campus Central" e que "o Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu controlar as chamas".
Ainda segundo a instituição, os danos se restringiram à vegetação, e nenhum prédio próximo foi atingido.
Segundo a Folha de S.Paulo, a corporação teria precisado de mais de quatro horas para conter as chamas.
A polícia apura o que ou quem teria provocado o fogo.
Novos focos de incêndio
Neste sábado, a imprensa local relatou novos focos de incêndio próximo à Escola de Música, ainda à luz do dia. Os bombeiros voltaram a ser acionados.
O incêndio de sexta-feira ocorre quatro dias após um ato de bolsonaristas terminar em pancadaria e deixar um aluno ensanguentado.
Na ocasião, estudantes da universidade teriam se incomodado com um ato político promovido por militantes do PL dentro do campus. A UFRN afirma que não autorizou o evento, e acusa o grupo de usar equipamentos de som e fogos de artifício, promover "atos de violência e ameaças à integridade física e moral de membros da comunidade acadêmica, além de danos ao patrimônio público", com "interrupção de aulas e atividades administrativas".
O deputado federal General Girão (PL) e a vereadora de Natal e deputada estadual eleita Camila Araújo (PL) participaram do ato. Os dois posteriormente disseram repudiar violência, e acusaram os estudantes de intolerância e autoritarismo.
O episódio motivou a abertura de uma investigação da Procuradoria da República para apurar denúncias de censura, intimidação e incitação à violência.
Segundo a Folha, ameaças a alunos levaram instituições de ensino superior a reforçar a segurança em meio a atos estudantis pró-Lula. O temor também teria chegado ao MEC, que afirma ter recebido relatos da comunidade acadêmica sobre violência política.
No início de outubro, um incêndio de grandes proporções destruiu laboratórios da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) atraiu atenção do MEC. O caso está sob investigação da PF, que apura se há vínculos entre as ameaças e o fogo que atingiu a instituição pernambucana pela terceira vez em menos de duas semanas.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.