Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

'Tenho minhas dúvidas', diz Valdemar Costa Neto sobre candidatura de Caiado à Presidência

Presidente do PL diz ter certeza que, no fim, Caiado irá acompanhar Flávio nas eleições

30 mar 2026 - 15h17
(atualizado às 15h45)
Compartilhar
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, defendeu uma coalização da direita pela candidatura de Flávio Bolsonaro
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, defendeu uma coalização da direita pela candidatura de Flávio Bolsonaro
Foto: Beatriz Araujo/Terra

Para o presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, não há outro caminho: "Todos nós sabemos que podem ter quantos candidatos forem para a Presidência da Republica, que no segundo turno vai estar Flávio Bolsonaro e Lula". É o que declarou nesta segunda-feira, 30, dia em que o Partido Social Democrático (PSD) oficializou Ronaldo Caiado, governador de Goiás, como pré-candidato. Nisso, Valdemar tem dúvidas de que essa candidatura se mantenha.

"Tenho certeza que o Caiado, que é de direita, vai nos acompanhar. O ideal pra nós é que todos nos acompanhassem no primeiro turno, para dar chance pra nós ganharmos no primeiro turno. Se tornos nós nos unirmos. Se separarmos, Lula e Flávio no segundo turno. E o Caiado é um grande candidato, tem uma grande aprovação. Não tenho dúvida que o Flávio, como presidente da República, vai convidar todos esses governadores que tiveram sucesso para fazer parte do governo", complementou Valdemar. 

As falas foram feitas durante coletiva de imprensa após a segunda edição do evento 'Cenários do Brasil 2026', da Lide Global, que aconteceu no Hotel W em São Paulo. O encontro reuniu 300 empresários filiados à Lide e foi divulgado como um momento para "diálogo com o setor produtivo brasileiro sobre o processo eleitoral e sobre as perspectivas empresariais para o país", considerando o ano de eleições gerais. Eventos similares promovidos pela Lide, grupo empresarial que tem o ex-governador João Dória como fundador, irão ocorrer até julho com outros presidentes de partidos -- como já ocorreu com o presidente do PT, Edinho Silva, e acontecerá com Baleia Rossi, presidente do MDB, e Kassab, do PSD. 

Ainda nesta segunda-feira, em evento paralelo durante a tarde, se espera que Ronaldo Caiado, governador de Goiás, seja formalizado como pré-candidato à presidência pelo Partido Social Democrático (PSD). Ele une forças a Ratinho Jr. e Gilberto Kassab, e deixa Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, desencantado. Leite, que também integra a sigla, pleiteava a indicação para concorrer ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano. Em meio ao "bate-cabeças" entre forças da direita, o PSD também apoia o governador Tarcísio de Freitas em São Paulo e dizem que estarão na "linha de frente" da campanha.

Eduardo Leite critica decisão do PSD de lançar Caiado à Presidência: ‘Polarização radicalizada’ :

Xadrez político

As semanas seguem movimentadas para o PL. O ex-presidente Jair Bolsonaro teve alta hospitalar na última sexta-feira, 27, iniciando seu período de 90 dias em prisão domiciliar humanitária, conforme autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Flávio Bolsonaro, nome escolhido para suceder o pai, tem ganho maior projeção entre os eleitores, aparecendo em empate técnico em um eventual segundo turno com Lula (PT), conforme apontam últimas pesquisas eleitorais. Isso ainda sem a definição de um vice-presidente para a chapa, nem no caso da direta, nem na esquerda.

Cláudio Castro (PL), nome importante do partido no Rio de Janeiro, deixou o cargo de governador do Rio de Janeiro na ultima segunda-feira, 23. Ele renunciou e, na sequencia, se tornou inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em nota assinada por Valdemar, o Partido Liberal manifestou "seu firme e irrestrito apoio" a Castro, "reafirmando plena confiança em sua trajetória pública e na correção de seus atos". "Diante da decisão do TSE, o partido atuará com determinação para reverter esse cenário, convicto de que a justiça prevalecerá. Cláudio Castro segue como nosso candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, na certeza de que não só ficará elegível, como será eleito", finalizou.

Há duas cadeiras em jogo para o Senado pelo Estado do Rio de Janeiro. Além de Castro, o segundo nome cotado para a disputa pelo PL é o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella.

A disputa segue sendo desenhada, assim como a pelos governos de Estado, tendo em vista o prazo de desincompatibilização – onde políticos do Executivo precisam renunciar ao posto para concorrerem a novos cargos. A data limite está próxima: 4 de abril. 

Com relação aos governos de Estado, em São Paulo, o apoio do PL é a Tarcísio de Freitas. Por mais que Bolsonaro e Valdemar tenham sinalizado que ele se filiaria ao partido para concorrer à reeleição, ele segue no Republicanos. O vice-governador, Felício Ramuth, trocou o PSD de Gilberto Kassab pelo MDB de Baleia Rossi para essa nova eleição. Valdemar tentou reivindicar a vaga de vice ao seu partido, mas foi rebatido por Tarcísio. 

No Paraná, o clima segue tenso. O senador Sergio Moro deixou o União Brasil e se filiou ao Partido Liberal a convite de Flávio Bolsonaro para tentar o governo paranaense. O problema é que Moro teve reveses com o clã Bolsonaro que não foram esquecidos por parte dos aliados. Deu racha. Encabeçada pelo presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Marcel Henrique Micheletto, a filiação de Moro causou uma debandada em massa de prefeitos filiados ao PL no Estado -- que indicam manter o apoio a Ratinho Jr (PSD), o atual governador que tentará a reeleição após desistir de tentar a Presidência da República. Conforme divulgou em suas redes sociais, 53 prefeitos do Paraná devem se desfiliar do PL em decisão conjunta. 

O primeiro turno das eleições neste ano acontece em 4 de outubro. Eleitores elegerão um novo presidente da República, assim como governadores, senadores, deputados federais e estaduais/distritais. O segundo turno está previsto para 25 de outubro, e só acontece caso nenhum candidato à presidência consiga mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno. O mesmo vale para governadores, nos respectivos estados.

Fonte: Portal Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra