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França diz que é 'anti Doria'; tucano rebate: 'carreirista'

Candidatos voltaram a se enfrentar em debate na TV Record na tarde desta sexta-feira (19)

19 out 2018
15h30
atualizado às 15h54
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Citando a rejeição de João Doria (PSDB) por ter deixado a Prefeitura da capital paulista para ser candidato a governador de São Paulo, Márcio França (PSB) se apresentou como o "anti Doria" no segundo bloco do debate entre os dois realizado na TV Recod, nesta sexta-feira, 19. "As pessoas votam em mim só para não votar em você. É um anti Doria", disse França. "Vejo teu jeito, teu olhar, parece uma coisa ensaiada, inventada", atacou o pessebista.

João Doria lembrou que foi o candidato mais votado na capital e no interior no primeiro turno. "A população quer a mim como governador e não a você, por isso eu passei em primeiro lugar para o segundo turno", rebateu o tucano, declarando estar à frente na disputa em quatro pesquisas eleitorais.

Márcio França e João Doria se abraçam antes de debate da Record
Márcio França e João Doria se abraçam antes de debate da Record
Foto: Adriana Spaca / Framephoto / Estadão

Em outro embate, o tucano acusou Márcio França de usar o helicóptero da Polícia Militar para compromissos particulares, acusação negada pelo adversário. França, por sua vez, disse que o adversário usou o Palácio dos Bandeirantes para fazer uma festa de seu grupo empresarial. "Acha que tudo pode pagar. Quer comprar a rua, comprar as pessoas, sua consciência, porque ele pode pagar", disse o candidato do PSB.

Enquanto Doria classificou França como "carreirista da política", o outro candidato disse que, se o tucano for eleito, não vai visitar o interior assim como teria "abandonado" a capital paulista quando foi prefeito. "Eu sou diferente, eu penso grande", respondeu o candidato do PSDB.

PT

Mais uma vez, a rejeição ao PT em São Paulo foi usada pelos dois candidatos no embate. Doria disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é "amigo" de França, deu conselhos a ele e que o pessebista foi contra o impeachment da ex-presidente Dilmar Rousseff. "Você esconde sua posição, você defendeu o José Dirceu, apoiando o PT, aprovando projetos do PT", disse o tucano, em relação ao período que França foi líder do PSB na Câmara. "Eu não fui contra o impeachment de Dilma, eu fui a favor", retrucou o candidato do PSB, que disse ser "espantoso" como o adversário "mente".

Em mais um bloco com ânimos acirrados dos dois candidatos, França acusou Doria de não ser preparado e ficar inseguro, enquanto o tucano classificou o adversário como o "o rei do mimimi."

Polícia Federal

França usou a busca e apreensão feita nesta sexta-feira, 19, no comitê de Doria para levantar suspeitas de caixa dois na campanha do adversário. Nesta sexta-feira, a Polícia Federal fez busca a apreensão de material gráfico no comitê de campanha do tucano.

"A PF foi no comitê do João Doria por caixa dois, por propaganda irregular, tudo do jeitinho 'made in Doria', meio escamoteado", afirmou França.

Segundo a Justiça Eleitoral, há indícios de que parte do material gráfico de Doria não teria o CNPJ do responsável pela sua confecção, quem o contratou, tampouco a respectiva tiragem. Outra parte não teria o nome dos candidatos a vice para os cargos de governador e presidente.

No debate, Doria não respondeu diretamente às suspeitas levantadas pelo candidato do PSB. Em nota, a assessoria do tucano afirmou que "a campanha está segura de que o material que distribui está perfeitamente adequado a todos os requisitos da legislação eleitoral."

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Estadão
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