Como foi o debate entre candidatos ao governo de São Paulo da TV Globo em 5 pontos
Em último debate antes do primeiro turno, candidatos trocaram acusações
O debate entre Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), candidatos ao governo de São Paulo, na terça-feira, 29, na TV Globo, foi marcado por momentos de tensão, acusações sobre crime organizado e discussões que extrapolaram a disputa estadual. No último confronto antes do primeiro turno, marcado para este domingo, 4, os dois também recorreram às trajetórias no governo federal e aos legados de Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) para defender suas candidaturas.
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Confira o debate entre candidatos ao governo do estado de São Paulo em 5 pontos:
PCC
Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) abriram o debate da TV Globo com uma troca de acusações sobre o PCC e a investigação contra o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil), alvo de uma operação que apura uma suposta infiltração da facção no transporte coletivo. A investigação contra Milton Leite teria avançado a partir de mensagens trocadas entre supostos integrantes do PCC.
Haddad também voltou a questionar o contrato de R$ 157 milhões firmado pela Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil para a implantação de wi-fi público. O instituto subcontratou uma empresa para executar o serviço técnico, mas a parceria terminou em meio a acusações de irregularidades.
Tarcísio, por outro lado, retomou uma acusação feita no debate da Band e voltou a citar a presença de Haddad em um evento na Favela do Moinho, associando o candidato a uma mulher que classificou como traficante.
Troca de farpas
Foram diversos momentos de trocas de farpas entre os candidatos. Além da tentativa de ligar um ao outro ao crime organizado, Haddad pressionou o governador para responder as perguntas, enquanto Tarcísio tendia a reforçar as ações de seu governo. Em um dos casos, o governador reclamou sobre as interrupção.
Tarcísio também pressionou Haddad. Em debate sobre a educação de São Paulo, o ex-ministro questionou o adversário sobre o índice de alfabetização no Estado. "Se não está funcionando, por que a gente foi selo ouro do MEC esse ano? Selo ouro não vale nada então, Haddad?", Tarcísio Haddad afirmou não saber do que se trata tal selo.
Outro momento em que Haddad não se posicionou foi na discussão sobre a poluição do Rio Tietê. "Eu fiz a pergunta do Integra Tietê e você não respondeu. Vai manter? Não vai manter? O que você acha?".
"Eu não conheço o programa" disse Haddad. O Integra Tietê é uma iniciativa do governo de Tarcísio que prevê investimentos acima de R$ 30 bilhões para diminuir em 50% a poluição do rio até 2029, assim como para ampliar o saneamento básico.
Defesa dos padrinhos politicos
Os candidatos também nacionalizaram o debate ao mencionarem os padrinhos políticos, Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL). O petista também citou a pandemia de covid-19. "Você tem ideia do que foi o caos herdado pelo nosso governo? Com a gestão da pandemia que vocês fizeram lá em Brasília no governo Bolsonaro?", questionou o candidato.
Tarcísio respondeu citando Lula ao afirmar que o presidente está "participando cada vez menos" do financiamento da saúde no Estado de São Paulo. Na sequência, defendeu o ex-presidente e afirmou que ele destinou mais de R$ 20 milhões para São Paulo para suspender o serviço da dívida.
O governador também cobrou ajuste fiscal do governo federal e Haddad defendeu Lula, reforçando suas bandeiras eleitorais, como o aumento do salário mínimo e a isenção de imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais.
Privatização da CPTM
Haddad criticou duramente a política de concessões e privatizações do governo de Tarcísio de Freitas em São Paulo, com foco especial na CPTM. "E eu quero te dizer, Tarcísio, tem uma coisa que você fez que é imperdoável. Você privatizou tudo. Você entregou a CPTM para gente que não entende de trem, que está explodindo o trem. Você está onerando os cofres públicos com indenizações para empresários amigos [...] nem o tribunal de contas está entendendo o que você está fazendo. Nós vamos parar esse processo de privatização desenfreada que você lançou."
"Se parar de privatizar, nós vamos encontrar caminho para financiar o bilhete metropolitano", disse Haddad, que também culpou as privatizações de Tarcísio pelas explosões registradas em trens da capital.
Tarcísio se defendeu: "A gente não faz privatização para fazer, a gente faz para melhorar o serviço e as pessoas vão ver. A gente não consegue construir um prédio pela cobertura, a gente começa pela fundação."
Saúde
No segundo embate direto do debate da TV Globo, Tarcísio de Freitas questionou Fernando Haddad sobre propostas para a saúde. O petista classificou a situação do setor em São Paulo como "muito delicada", criticou as filas do SUS e afirmou que, enquanto a espera por atendimento teria avançado 42% mais rápido no país, o índice paulista foi de 32%. Haddad também citou um relatório do Tribunal de Contas da União que, segundo ele, apontou aumento de até 300% nas filas de determinadas cirurgias.
O candidato do PT ainda criticou a estrutura de saúde da Baixada Santista, afirmou que São Paulo não financia o Samu com recursos estaduais e defendeu a criação de hospitais-dia para reduzir a sobrecarga das unidades gerais. Em resposta, Tarcísio destacou a criação da Tabela SUS Paulista, que complementa os repasses a hospitais filantrópicos e municipais, e mencionou a abertura de novos leitos.





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