1 evento ao vivo

Resumo das Eleições 2018: Bolsonaro é preferido entre os homens e FHC responde Lula

Campanha de Alckmin convoca apoiadores para 'guerra nas redes', Haddad viaja ao Nordeste e vice de Marina coloca PT no segundo turno; veja destaques desta terça-feira

21 ago 2018
17h06
atualizado em 23/8/2018 às 17h39
  • separator
  • 0
  • comentários

De segunda a sexta, o Estado publicará resumos com as principais notícias sobre as campanhas e o dia dos candidatos nas eleições 2018.

Confira abaixo os destaques desta terça-feira, 21:

Homens preferem Bolsonaro

De acordo com pesquisa Ibope/ Estado/ TV Globo divulgada nesta segunda-feira, 20, o deputado Jair Bolsonaro tem 28% das intenções de voto do eleitorado masculino. O número é mais que o dobro do índice alcançado pelo candidato a presidente do PSL entre as mulheres, que foi de 13%. No eleitorado geral, o parlamentar lidera com 20% das intenções de voto.

Todos os números citados acima são do cenário sem presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Bolsonaro lidera rejeição

Ainda de acordo com o levantamento do Ibope, Bolsonaro é o candidato mais rejeitado entre os presidenciáveis das eleições 2018. De acordo com o levantamento, 37% dos entrevistados não votariam no deputado "de jeito nenhum".

No "ranking da rejeição", Bolsonaro é seguido por Lula (30%), Geraldo Alckmin (25%), Marina Silva (23%) e Ciro Gomes (21%).

Desembargador que manteve Lula preso palestra para militares

O general da reserva Antonio Hamilton Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, recebeu o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores no Clube Militar do Rio. Presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), foi Thompson Flores quem impediu o cumprimento de habeas corpus concedido pelo desembargador Rogério Favreto e manteve preso o ex-presidente Lula.

No clube, o desembargador ministrou a palestra "O Poder Judiciário na Conjuntura Política Nacional". Pelo menos 60 militares acompanharam a apresentação.

39% dos eleitores de Lula não votam em Haddad

"Caso o candidato pelo PT, Lula, seja impedido de disputar a eleição para presidente da República e declare seu apoio a Fernando Haddad, o(a) sr(a) com certeza votaria em Fernando Haddad, poderia votar nele ou não votaria em Fernando Haddad de jeito nenhum?".

Esta foi a pergunta feita para os eleitores declarados de Lula no levantamento Ibope/ Estado/ TV Globo divulgado nesta segunda-feira, 20. De acordo com a pesquisa, metade dos entrevistados votaria no ex-prefeito de São Paulo, enquanto 39% rejeitam o nome de Haddad. Outros 10% se disseram indecisos ou que não conhecem Haddad o suficiente para opinar.

Em visita a Salvador (BA), Haddad evitou comentar os números: "Não estamos trabalhando com essa hipótese (de o ex-prefeito se candidatar no lugar de Lula) neste momento".

Haddad no Nordeste

A capital baiana é uma das paradas da viagem do ex-prefeito de São Paulo aos Estados do Nordeste. O objetivo é tornar o provável substituto de Lula mais conhecido entre os eleitores da região.

Ainda nesta semana, Haddad vai ao Sergipe (quarta-feira), Paraíba (quinta-feira), Rio Grande do Norte (sexta-feira) e Maranhão (sábado). Na semana seguinte, o petista deverá visitar Pernambuco, Ceará e Alagoas, mas as datas ainda não foram definidas.

PT já está no segundo turno, diz vice de Marina

Para Eduardo Jorge, candidato a vice na chapa da presidenciável Marina Silva, a pesquisa Ibope evidenciou que o candidato escolhido por Lula estará no segundo turno da corrida presidencial. Para ele, Marina, Bolsonaro e Geraldo Alckmin disputarão a outra vaga.

"Desconfio que Bolsonaro é o preferido de Lula, porque seria um 7 a 1. Já o Alckmin, independentemente dele, tem a rejeição do PSDB. Dificilmente, se chegasse no segundo turno, teria condições de vencê-lo. A única que tem condições de enfrentar Lula com sucesso é a Marina, pela sua história e seu programa", disse Jorge.

Para o candidato a vice, que disputou a presidência em 2014, Ciro Gomes não terá condições de brigar por um lugar no segundo turno. "Ciro buscou sinceramente uma aliança com o PT, mas Lula o diminuiu, humilhou, o quer subordinado", afirmou.

Ciro: vida é filme, não retrato

Ciro Gomes considera que ainda é cedo para comentar os resultados das recentes pesquisas eleitoras. No levantamento Ibope/ Estado/ TV Globo, o candidato à presidência pelo PDT alcançou 9% das intenções de voto e ficou empatado tecnicamente com Marina Silva (12%).

"Nesta e para todas as outras vale o mesmo. Pesquisa é retrato de momento, mas a vida é filme, não retrato", disse Ciro.

Tucano rebate I

A coligação do candidato Geraldo Alckmin encaminhou na noite desta segunda-feira, 20, uma manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral respondendo as contestações feitas pela campanha de Henrique Meirelles.

"As atas e documentos juntados (...) não deixam qualquer margem de dúvida a respeito da composição da coligação e da decisão que cada um dos partidos tomou autonomamente, nos termos do artigo 17, §1º da Constituição Federal, respeitados os prazos legais", afirmou a defesa de Alckmin.

Na última sexta-feira, 17, a campanha de Meirelles pediu a invalidação do apoio de DEM, PP, PRB, PR, PTB e Solidariedade ao tucano.

Tucano rebate II

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou um artigo no jornal inglês Financial Times para rebater afirmações feitas por Lula em texto divulgado pelo jornal The New York Times na última semana.

Para FHC, a visão de Lula é "uma versão peculiar das últimas décadas da história do Brasil, na qual ele, às vezes, aparece como o salvador do povo e, às vezes, como vítima de uma conspiração de 'elite'".

O tucano ainda afirmou que, no Brasil, há partidos de todos os partidos na prisão. É uma grave distorção da realidade, no entanto, dizer que há uma campanha direcionada no Brasil para perseguir indivíduos específicos. Meu país merece mais respeito", diz o texto.

Guerra nas redes

Fabrício Moser, coordenador de mídias sociais de Geraldo Alckmin, orientou os cabos eleitorais do tucano a se engajarem na campanha feita pelo Facebook e pelo WhatsApp. Em um evento no Rio de Janeiro, ele convocou os presentes a entrar no "exército de Alckmin" e aderir à "guerra" contra os apoiadores de Bolsonaro.

Cabo Daciolo paga helicóptero com verba da Câmara

Em maio, o deputado federal Cabo Daciolo alugou um helicóptero com dinheiro público para ir à greve dos caminhoneiros, movimento nacional apoiado por ele. O voo custou R$ 5 mil e foi pago pela Câmara dos Deputados. O candidato à Presidência pelo Patriota apresentou uma nota fiscal em julho para reembolso com base na cota parlamentar.

Fretar aeronaves é permitido para custear despesas do exercício do mandato. A Câmara não fiscaliza a finalidade dos gastos, mas proíbe atividades de cunho eleitoral. para saber mais sobre a história.

Estadão
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade