Renan Santos vai apoiar Lula ou Flávio Bolsonaro no segundo turno?
Ex-candidato chamou a atenção ao publicar objetos vermelhos, que fizeram internautas especularem sobre uma possível indireta
Renan Santos, presidente do partido Missão e quarto colocado no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, não revelou se apoioará Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). no segundo turno.
Detalhes recentes, no entanto, chamaram a atenção dos seus seguidores nas redes sociais ao publicar imagens de uma cortina vermelha e, posteriormente, de um tapete vermelho em sua casa.
As imagens foram interpretadas por internautas como possíveis indiretas sobre apoio ao PT no segundo turno, mas Renan disse em seu Instagram que não pretende encontrar nenhum dos dois candidatos para movimentar um apoio.
"Nãou tive nenhuma conversa, não vou encontrar com nenhum presidenciável", avisou ele nos Stories, nesta quinta-feira (8).
Após a especulações dos seguidores sobre apoio a Lula, o candidato derrotado no primeiro turno, avisou:
“Eu odeio o PT. Eu jamais vou votar no Lula. Tá bom? Para com isso. Isso aqui é só uma cortina”, afirmou.
Ele ainda chamou de "doentes" os seguidores que criaram a teoria estariam.Em outra publicação, ele explicou que a escolha da cortina tinha relação com a tentativa de bloquear a luz que entrava no quarto pela manhã.
“Pessoal, boa noite. E eu que comprei cortinas vermelhas aqui pra casa? Antes eu comprava só branca, pra acordar às 5h da manhã, mas quando você quer dormir um pouco mais você não consegue. Gosto da ideia”, disse.
A polêmica ganhou um novo capítulo quando Renan publicou imagens de um tapete vermelho em sua casa.
“Pessoal, vocês estão perguntando o tapete. Esse tapete aqui, ó, curiosidade, é um tapete de 1822, tá? Eu comprei no antiquário, assim, antiquíssimo. Paguei dinheiro que não tenho, mas imagina um tapete de quando o Brasil se tornou Brasil, lindaço. As falhas dele só deixam ainda mais sexy”, afirmou.
O ano de 1822, citado por Renan, é o da Independência do Brasil. Nas redes sociais, alguns usuários foram além e fizeram uma associação entre o ano e o número 13, ao somar 1+8+2+2, relacionando o resultado ao número eleitoral de Lula.
Por que as publicações levantaram suspeitas?
Além das peças vermelhas, Renan também publicou conteúdos relacionados à esquerda. Em uma das postagens, recomendou o livro Desejo Pós-Capitalista: Últimas aulas, do filósofo britânico Mark Fisher, que é associado ao pensamento marxista.
“É uma obra interessante, tá? É um livro de um autor de esquerda. Mark Fisher é um dos grandes autores de esquerda”, afirmou.
Na sequência, Renan defendeu que pessoas de direita também leiam autores de esquerda. “Leia ali coisas de esquerda. E pessoas de esquerda, leiam coisas de direita. Eu sei que tem umas pessoas de esquerda que vão me seguir e tal”, declarou.
As publicações foram interpretadas por parte do público como uma mudança de posicionamento. Renan, porém, não anunciou apoio a Lula e afirmou que a recomendação de autores de esquerda não significa necessariamente concordância política com eles.
Renan Santos vai apoiar Flávio Bolsonaro?
Depois do primeiro turno, ele afirmou que não apoiaria nem Lula nem Flávio Bolsonaro e que deixaria seus eleitores livres para tomar a própria decisão.
A posição foi reforçada depois do resultado das urnas. Renan criticou o bolsonarismo e afirmou ter rejeição a Flávio Bolsonaro.
Renan Santos terminou o primeiro turno em quarto lugar, com 2,24% dos votos válidos, deixando cerca de 2,6 milhões de votos fora da disputa direta pelo segundo turno.
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