PF inicia apuração sobre possível intervenção externa sobre eleições, diz Andrei Rodrigues
A Polícia Federal abriu uma apuração preliminar para investigar suposta interferência externa nas eleições brasileiras, após solicitação da AGU baseada em reportagem do *The Guardian* sobre o envio de bilhões de reais ao país via projeto dos EUA. Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o caso corre na Diretoria de Inteligência. Ele também afirmou que a corporação não identificou riscos reais a embaixadas que fecharam preventivamente, tratando os episódios de forma separada.
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, explicou neste domingo (4) que a corporação iniciou um procedimento para apurar a possibilidade de as eleições brasileiras sofrerem algum tipo de interferência externa. Também em entrevista coletiva realizada mais cedo, Rodrigues disse que a PF não encontrou provas de que embaixadas instaladas no Brasil estariam sob algum tipo de risco.
Na sexta-feira, 2, a representação diplomática dos Estados Unidos decidiu fechar as portas alegando preocupações com a segurança. Medida similar foi adotada pela Embaixada da Austrália.
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A abertura do procedimento sobre possível interferência externa, segundo Rodrigues, foi iniciada após a PF receber uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU). O trâmite contemplou o encaminhamento ainda ontem para a Diretoria de Inteligência do órgão. Ele detalhou que se trata de uma averiguação em andamento e que, por isso, não foi publicada uma portaria do inquérito, mas que a investigação já está em curso.
A solicitação da AGU, por sua vez, se deu depois que o jornal britânico The Guardian revelou que cerca de R$ 5,2 bilhões teriam sido remetidos para grupos do Brasil para evitar abuso de poder judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de um projeto do governo dos Estados Unidos.
Sobre as embaixadas, Rodrigues afirmou que a PF não encontrou qualquer risco efetivo para as embaixadas e tampouco um plano contra essas representações diplomáticas. "Não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse algum risco efetivo contra qualquer embaixada. Os elementos colhidos ontem não indicam nada concreto, nenhum plano que a gente tenha identificado", reforçou.
O diretor da PF disse ainda que os casos não conversam entre si até o momento. "São inquéritos separados, mesmo que eventualmente possam se conectar. Esse é um trabalho que a gente faz ordinariamente."
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