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O que TV Globo alegou para cancelar debate a menos de 1h do início

Debate com candidatos à Presidência da República estava marcado para a noite desta quinta-feira, 1º

1 out 2026 - 21h13
(atualizado às 21h30)
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Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante), candidatos à Presidência da República
Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante), candidatos à Presidência da República
Foto: Reprodução/TV Globo

"Insegurança jurídica" e "interferência indevida na liberdade". Esses foram os argumentos que levaram a Globo a cancelar o debate com candidatos à Presidência da República faltando menos de uma hora para o início da transmissão nesta quinta-feira, 1º. Esse seria o último debate realizado com os presidenciáveis antes do primeiro turno das eleições gerais, que acontece no domingo, dia 4. Entenda.

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A emissora diz ter recebido, na noite desta quinta-feira, duas intimações judiciais relacionadas à realização do evento e que isso motivou o cancelamento do debate por decisão interna:

  • A primeira foi assinada pela ministra Estela Aranha, do TSE, atendendo um pedido da coligação da candidatura de Lula (PT) que torna inválido o item das regras do debate sobre candidatos ausentes. No caso, foi proibido que o púlpito vazio de Lula, que não iria comparecer ao debate, fosse mantido no cenário com uma placa que o identificasse.
  • A segunda intimação foi proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, atendendo a um pedido do partido Solidariedade, com relação à participação de Renan Santos (Missão) na transmissão. Pelas regras do TSE, devem ser convidados para debate obrigatoriamente apenas os candidatos de partidos com representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional. Na decisão, a participação de Renan foi assegurada -- mesmo com seu partido tendo apenas um parlamentar representado no Congresso.

Em nota, a Globo afirmou ter longa tradição na organização de debates eleitorais, que seu propósito é "promover a discussão de ideias para o Brasil" e que seu dever é "promover a democracia".

"Mas as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa têm de organizar os debates eleitorais. Por essa razão, a Globo decidiu cancelar o debate desta noite", definiu a emissora.

No debate, participariam Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e, considerando a decisão do STF, Renan Santos (Missão). Lula, que já tinha informado que não iria, é entrevistado no Flow, no YouTube.

Já Flávio Bolsonaro (PL)  desistiu de ir à Globo de última hora, alegando “censura imposta ao evento”.  "Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE. A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas. Em breve mais detalhes", escreveu o candidato em publicação no X.

Flávio Bolsonaro anuncia que não vai a debate da Globo, e Gilmar libera participação de Renan Santos:
Fonte: Portal Terra
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