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O que os candidatos à presidência propõem para conter o endividamento dos brasileiros?

Tema não aparece em todos os planos de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

10 set 2026 - 10h28
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Os planos de governo de Lula e Flávio trazem propostas relacionadas ao endividamento das famílias
Os planos de governo de Lula e Flávio trazem propostas relacionadas ao endividamento das famílias
Foto: Wilton Junior/Estadão

Em patamar recorde pelo segundo mês seguido, o tema do endividamento das famílias se tornou rotineiro nos noticiários e discussões nas casas dos brasileiros. Nos planos de governo dos candidatos à presidência, porém, a questão não chegou a ser abordada por todos, tendo alguns candidatos se restringido a refletir sobre a dívida pública no geral e não nos orçamentos familiares.

Os dois principais candidatos ao Planalto, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), escolheram tratar do tema, mas com abordagens distintas.

Lula enaltece a continuidade de ações deste seu primeiro mandato, mencionando as duas edições do programa Desenrola e afirma que seguirá "monitorando a evolução do endividamento das famílias e das empresas, assegurando a continuidade dos fundos garantidores, mantendo os mecanismos de controle de gastos excessivos em apostas on-line e aprimorando as regras de oferta e responsabilidade na concessão de crédito, conferindo maior proteção aos consumidores".

O programa do petista afirma ter herdado uma taxa Selic elevada, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro defende que são os altos gastos públicos que produziram a taxa de juros elevada. 

"Ao estabilizar e reduzir a dívida pública, nosso governo vai criar as condições para que os juros básicos fiquem em linha com a média internacional e para que a inflação volte ao centro da meta. É o que permite que o crediário, o financiamento da casa e o capital de giro do pequeno negócio deixem de ser impagáveis", diz o plano de Flávio.

Romeu Zema (Novo) é o terceiro candidato a falar diretamente sobre o endividamento das famílias. Em seu plano de governo, ele propõe facilitar a renegociação e portabilidade de dívidas, defendendo o uso do Open Finance, para que os consumidores possam comparar propostas com mais facilidade. 

Zema também propõe o programa chamado de Sócios do Brasil, em que cada brasileiro recebia R$ 1.000 ao nascer, com o valor aplicado em fundos de ações e saque permitido apenas aos 18 anos, para estimular desde cedo a formação de patrimônio e a educação financeira.

Apostas online citadas como causas de endividamento

Tanto Lula quanto Flávio mencionam as apostas online como vilãs do endividamento e defendem combatê-las, estratégia que também aparece nas propostas de outros postulantes à presidência: Ronaldo Caiado (PSD) enquadra as apostas virtuais como questão de saúde pública, sugerindo o estabelecimento de limites e tetos de gastos para proteger públicos vulneráveis; e Hertz Dias (PSTU) menciona a proibição de plataformas de apostas e a destinação de recursos para fundos públicos voltados ao tratamento de problemas relacionados a jogos.

Demais candidatos como Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Pablo Marçal (PRTB) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) registraram propostas relacionadas à dívida pública e questões fiscais em geral em seus documentos de campanha. 

Fonte: Portal Terra
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