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Nunes Marques convoca campanhas de Flávio e Lula para reunião em meio a guerra de liminares no TSE

Encontro foi agendado na semana passada e ocorre após o presidente da Corte Eleitoral derrubar o canal de WhatsApp 'Exército de Lula' e corregedor-geral suspender a decisão

12 out 2026 - 12h51
(atualizado às 21h58)
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Resumo
O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, marcou reunião com coordenadores das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para conter a guerra de liminares nesta reta final eleitoral. O encontro ocorre após atritos judiciais, incluindo a suspensão e posterior reativação, pelo corregedor Ricardo Cueva, do canal de WhatsApp "Exército de Lula". Acusado pela campanha de Flávio de espalhar desinformação, o canal não teve conteúdos falsos detectados pela área técnica da Corte, que alertou para riscos eleitorais.
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques
Foto: Reprodução/TSE

BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, marcou para terça-feira, 13, às 15h30 uma reunião com os coordenadores das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL). O encontro foi agendado na semana passada.

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Os representantes das duas campanhas vão se encontrar com Nunes Marques em meio a uma guerra de liminares promovida na reta final das eleições.

Na semana passada, André Mendonça, vice-presidente da Corte, determinou a retirada do ar de uma série de postagens da campanha de Lula que criticavam supostas propostas de Flávio.

No domingo, 11, Nunes Marques derrubou o canal de WhatsApp "Exército de Lula". Horas mais tarde, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral, restituiu o canal. A questão pode ser levada ao plenário, mas ainda não há previsão de quando isso vai acontecer.

Nesta segunda-feira, 12, Nunes Marques determinou que uma análise do canal com "máxima urgência" pela área técnica do TSE. O setor informou ao ministro que não encontrou conteúdos falsos investigados pela Corte no canal "Exército do Lula", mas apontou riscos eleitorais.

O "Exército de Lula", que reúne mais de 3,7 milhões de usuários, é coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG), e foi acusado pela campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, de disseminar desinformação.

Estadão
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