Ministério Público pede condenação de Eduarda Campopiano por fala transfóbica contra Erika Hilton
A deputada estadual eleita e referiu a parlamentar, que é uma mulher trans, como 'homem biológico'
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu a condenação da deputada estadual eleita Eduarda Campopiano (PL-SP) por uma fala transfóbica contra a deputada federal por São Paulo Erika Hilton (PSOL-SP).
O pedido tem como base uma publicação feita por Campopiano no último domingo, 4, quando foi realizada a votação no primeiro turno das eleições.
Após ser eleita, Campopiano se referiu a Hilton, uma mulher trans, como "homem biológico". "Como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo?", escreveu a deputada eleita por São Paulo.
No primeiro turno, Erika Hilton se tornou a deputada federal eleita com mais votos na história do País, com 1,5 milhão de votos. Enquanto isso, Eduarda Campopiano se tornou a deputada estadual mais votada de São Paulo, com 1,9 milhão de votos.
O MP argumenta que a ofensa foi "absolutamente gratuita", pois ela não havia sido citada por Hilton anteriormente, e que a conduta de Campopiano ultrapassa os limites da liberdade de expressão, por isso ela não estaria protegida pela imunidade parlamentar.
O promotor responsável pede uma indenização de R$ 100 mil por danos morais coletivos, que Eduarda seja obrigada a se retratar publicamente em veículos de grande circulação e que seja proibida de publicar conteúdos de cunho transfóbico, sob pena de multa em caso de descumprimento.
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