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Lula defende redução da maioridade penal e critica STF; veja as principais declarações em sabatina da Globo

Presidente também falou sobre relação com Trump, crise no Supremo, Bolsa Família e política fiscal

15 out 2026 - 22h29
(atualizado às 22h29)
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O presidente Lula (PT) em sabatina da TV Globo
O presidente Lula (PT) em sabatina da TV Globo
Foto: Globo/Manoella Mello

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu dificuldades para comunicar os resultados de seu governo, defendeu a redução da maioridade penal para crimes hediondos e criticou a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas pelos Estados Unidos durante sabatina com a jornalista Renata Lo Prete, na TV Globo, nesta quinta-feira, 15.

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Primeiro entrevistado na rodada com os candidatos à Presidência no segundo turno, o petista também comentou a relação com Donald Trump e apresentou argumentos para justificar a posição brasileira sobre o combate ao crime organizado.

Veja as principais declarações de Lula na entrevista.

"Acho que minha relação com o presidente Trump foi a relação mais civilizada que ele já teve com outro presidente da República. Ela começou muito tensa, eu disse ao Trump que era importante que dois homens de 80 anos tivesse juízo e se entendesse, que não era possível ficar passando desavença entre as duas maiores democracias do Ocidente. Ele concordou comigo".

"Nós crescemos em 50 países que nós visitamos, em média, 10,5%. Quem deve estar preocupado conosco é os Estados Unidos. Eu não fiz a Lei da Reciprocidade, não quero fazer, quero continuar negociando. Mas, se for necessário fazer, nós vamos fazer, e eu acho que eles vão ter problema conosco, porque nós temos coisas que eles precisam mais do que coisas que eu preciso deles".

"Eu, enquanto cidadão brasileiro, todo e qualquer crime hediondo, eu sou a favor de diminuir a maioridade [para 16 anos".

"Não é possível imaginar que a sociedade brasileiro vá aceitar que não seja apurado tudo e sobre tudo. E que não fique pedra sobre pedra e que se puna quem precisar punir", sobre a crise no STF.

"Quando eu fiquei sabendo que ele tinha ido à Londres, eu chamei atenção de que o papel do direitor da PF não permite que ele tivesse em Londres. Ele me deu uma explicação, não foi convincente para mim. Ele não precisava ter ido, ninguém precisava ter ido àquela festa", sobre a presença do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em festa patrocinada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro em abril de 2024. 

"Quem quiser ser rico, não pode ser ministro da Suprema Corte. Ali é um sacerdócio. Alguém vai para prestar um serviço à nação brasileira e cumprir a nossa constituição, e por isso estou defendendo o mandato".

"Eu não quero que você ouça a reunião que eu tive com meus ministros quando eu fiquei sabendo que o Bolsa Família não tinha sido reajustado. Eu não sabia".

"Toda vez que alguém quer resolver o problema fiscal, o povo pobre paga, e eu não quero que o povo pobre pague". 

"Eu tenho divergência com muitos economistas. Porque a minha tese é a seguinte: muito dinheiro na mão de poucos é pobreza. E pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza".

Fonte: Portal Terra
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