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Jair Bolsonaro gastou mais no cartão corporativo do que Lula

Levantamento de três anos da gestão petista soma R$ 45 milhões ante R$ 27,6 milhões de todo o mandato do antecessor

24 out 2026 - 00h05
(atualizado às 00h13)
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Resumo
Levantamento revela que Jair Bolsonaro gastou mais com cartão corporativo e toda a máquina federal do que Luiz Inácio Lula da Silva, a despeito de divergências nos critérios de cálculo e abrangência dos dados divulgados.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar.
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Um dos assuntos abordados no debate eleitoral desta sexta-feira (23) foi o uso do cartão corporativo presidencial, com o candidato Flávio Bolsonaro (PL) dizendo que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastou mais dinheiro no cartão corporativo do que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A informação é falsa. 

Acompanhe em tempo real neste domingo todos os resultados da apuração da Eleição 2026

Na verdade, Jair Bolsonaro (PL) gastou mais verba direta que Lula (PT) no cartão corporativo. O levantamento da agência Aos Fatos baseado no Portal da Transparência aponta que o ex-presidente consumiu R$ 41,2 milhões na Secretaria de Administração durante o mandato de 2019 a 2022, contra R$ 20,4 milhões registrados pelo petista entre 2023 e 2025.

Ao expandir a apuração para toda a estrutura da Presidência da República, que reúne o Gabinete de Segurança Institucional e a Agência Brasileira de Inteligência, a gestão anterior acumulou R$ 82,4 milhões nominais, enquanto o mandato petista alcançou R$ 45,2 milhões.

Segundo apuração do Estadão Verifica, publicações em redes sociais compararam dados de escopos distintos ao confrontar extratos restritos ao gabinete individual do mandatário anterior com a totalidade dos órgãos públicos federais.

Qual foi o consumo de toda a máquina federal?

A administração federal sob Lula gastou R$ 1,4 bilhão em três anos, enquanto a gestão Bolsonaro utilizou R$ 1 bilhão ao longo de quatro anos. O resultado inclui os desembolsos efetuados por todos os ministérios e autarquias da União.

A diferença no volume global decorre principalmente do atendimento a crises climáticas e desastres. Do total movimentado sob a gestão petista, 78% foi destinado para ações emergenciais, o que representou R$ 1,1 bilhão canalizado para respostas a calamidades públicas.

Como funcionam as modalidades de pagamento da União?

O governo federal opera com três modalidades distintas de cartões: o Cartão de Pagamento do Governo Federal, o Cartão de Pagamento de Compras Centralizadas e o Cartão de Pagamento da Defesa Civil. Cada formato atende a uma finalidade orçamentária própria.

A versão tradicional atende a despesas operacionais eventuais e diárias de deslocamento funcional. A modalidade centralizada destina-se à emissão de passagens aéreas para servidores, enquanto o instrumento de defesa civil viabiliza o socorro financeiro rápido em cidades atingidas por ocorrências graves.

Por que surgiram divergências sobre os números?

Relatórios divulgados no início de 2023 pela organização Fiquem Sabendo registraram preliminarmente R$ 27,6 milhões vinculados ao ex-presidente. Em manifestação à BBC News Brasil sobre a abrangência das planilhas, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência informou que os registros "se referiam apenas a gastos da Secretaria Especial de Administração da Presidência, que não incluem despesas de ministérios".

Uma reportagem da CNN Brasil indicou que aquele montante preliminar correspondia a R$ 32,6 milhões quando corrigido pela inflação. Posteriormente, levantamento da Controladoria inseriu novas operações que elevaram a cifra nominal para R$ 42 milhões no painel oficial, alcançando R$ 48 milhões atualizados, próximo aos R$ 46 milhões apurados após recálculo metodológico.

TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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