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"Haddad eleito daria indulto a Lula", diz Bolsonaro

Presidenciável, ainda em recuperação, também afirmou que caso perca, vai considerar a eleição uma "fraude"

16 set 2018
17h53
atualizado às 18h52
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O candidato Jair Bolsonaro (PSL), internado desde o dia 7 de setembro no Hospital Israelita Albert Einstein, na zona sul de São Paulo, afirmou neste domingo, 16, em uma live, ao vivo direto de seu quarto, em sua página no Facebook, que caso o candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, vença as eleições 2018, terá como primeiro ato de governo dar indulto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, para depois nomeá-lo Chefe da Casa Civil.

Do hospital, Bolsonaro fez tramissão ao vivo em rede social
Do hospital, Bolsonaro fez tramissão ao vivo em rede social
Foto: Reprodução/Facebook / Estadão Conteúdo

Com a voz embargada e com a aparência debilitada, Bolsonaro estava deitado em sua cama e a transmissão foi feita por um dos seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). "O Haddad eleito presidente, ele já falou isso, e se não falou vocês sabem, assina no mesmo minuto da posse o indulto de Lula, e no minuto seguinte nomeia chefe da Casa Civil", afirmou Bolsonaro. "O que está em jogo não é o meu futuro, mas o dos brasileiros e até de quem vota no PT", disse Bolsonaro em uma live de hospital

Bolsonaro disse que o que está em jogo não é o seu futuro, mas o dos brasileiros e "até de quem vota no PT". Com lágrimas nos olhos e acamado, Bolsonaro disse que dá graças a Deus por ter chegado até onde chegou e citou o partido de Haddad. "Eu vejo petista mudando de lado", disse. "Isso é o jogo do poder, é o domínio de uma nação", afirmou.

Bolsonaro insinuou que se Lula não tentou uma fuga do presídio "é porque tem um plano B". "Eu não consigo pensar em outra coisa, senão um plano B", afirmou, mas não entrando em detalhes de qual seria esse plano.

'Possibilidade de fraude é concreta'

O candidato disse também que há "risco de fraude nas eleições", e levantou suspeitas de que isso aconteceria para beneficiar o PT. Bolsonaro levantou suspeitas sobre o voto eletrônico e afirmou que "a possibilidade de fraude é concreta". "A preocupação não é perder no voto. É perder na fraude", afirmou.

Sobre o ataque, ele afirmou que pensava que tinha recebido um soco, antes de entender o que havia acontecido em Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais, quando foi atingido por uma facada do pedreiro Adélio Bispo de Oliveira. "No primeiro momento achava que tinha sido um soco e o tempo foi passando e vimos que tinha sido mais grave", afirmou Bolsonaro.

Bolsonaro também agradeceu o carinho e a confiança de seus eleitores de Juiz de Fora. "Um abraço especial a minha querida Juiz de Fora, onde fui muito bem atendido na Santa Casa, sabemos do trabalho maravilhoso que estas santas casas fazem pelo Brasil. Vocês salvaram a minha vida", disse. O candidato também agradeceu a equipe da Polícia Federal que faz a sua segurança pela "presteza" que o conduziram até o hospital no dia do crime.

No início da tarde, o Hospital Albert Einstein enviou nova nota à imprensa sobre o quadro de saúde do candidato à presidência. De acordo com o hospital, ele "permanece internado na Unidade SemiIntensiva. O quadro clínico do paciente segue estável e sem intercorrências. Continua em jejum oral, recebendo por via endovenosa todos os nutrientes necessários para sua recuperação. Permanece sem febre ou outros sinais de infecção e sem disfunções orgânicas".

O candidato afirmou que foi autorizado pela equipe médica do hospital a fazer a gravação ao vivo. "Apesar de ainda bastante debilitado, reúno forças que vem de vocês. Creio que esse breve pronunciamento pode trazer notícias e apreensões que tenho para o futuro do nosso Brasil.- Grato pelo apoio, consideração, orações e confiança! Brasil Acima de Tudo! Deus Acima de Todos!", escreveu, em sua página do Facebook.

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Estadão
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