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Flávio e Lula deixam propostas de lado e focam em troca de ataques em debate agressivo

Encontro entre os candidatos foi o primeiro na corrida eleitoral

18 out 2026 - 22h05
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Lula e Flávio Bolsonaro durante debate da Band
Lula e Flávio Bolsonaro durante debate da Band
Foto: BRUNO MOTTA/ENQUADRAR / Estadão

O primeiro debate entre os candidatos à Presidência no segundo turno foi marcado por troca de acusações, provocações e pouco espaço para a apresentação de propostas, que ganharam mais destaque apenas no terceiro bloco. No encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, e o candidato Flávio Bolsonaro (PL), acusações envolvendo corrupção e relações políticas dominaram boa parte das duas horas de confronto, promovido pela TV Bandeirantes neste domingo, 18.

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Ao longo dos dois primeiros blocos, os presidenciáveis recorreram a ataques pessoais e questionamentos sobre familiares e aliados. Na discussão sobre saúde, Flávio reconheceu que a área não teve bons resultados durante o governo do pai, mas desviou o debate para suas propostas de combate ao endividamento. Em meio às provocações, os dois também abordaram temas econômicos sem responder diretamente a diversas perguntas.

Esse foi o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio desde o início da campanha presidencial. Os dois optaram por ficar de fora dos debates promovidos pela imprensa no primeiro turno e chegam à etapa final em uma disputa acirrada. O encontro representa uma oportunidade para tentar conquistar eleitores indecisos e parte dos que não compareceram às urnas na primeira votação. Embora esse grupo seja proporcionalmente menor, em uma eleição apertada, a conquista de novos votos pode fazer diferença no resultado.

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Bloco 1 tem embate sobre Vorcaro e Lulinha

O primeiro bloco do debate foi marcado por acusações mútuas, provocações e falta de respostas diretas a diversos questionamentos. Flávio começou provocando Lula, enquanto o presidente cobrou explicações sobre os recursos solicitados ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro (PL), e sobre a proposta de retirar a identificação de projéteis balísticos. “Ele se preparou para não responder nenhuma pergunta”, afirmou Lula. Flávio rebateu: “Porque são mentiras”.

Flávio, por sua vez, insistiu em perguntas sobre Lulinha, filho do presidente, e sobre uma suposta relação de Lula com a empresária Roberta Luchsinger. “Roberta é um problema da PF”, respondeu o petista, que também mencionou Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, por ter ido aos Estados Unidos e considerado positivo o tarifaço imposto por Donald Trump. As questões econômicas também ficaram sem respostas objetivas, em um confronto de tom duro no qual os candidatos frequentemente desviaram das perguntas para fazer novas acusações.

Um dos momentos de maior repercussão ocorreu quando Flávio afirmou que 75% dos presidiários teriam votado em Lula no primeiro turno. O presidente respondeu: “Eu quero que 100% dos presidiários votem em mim. Até teu pai”, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado. A declaração provocou risadas na plateia. Bolsonaro, porém, não pode votar.

Além das questões envolvendo Vorcaro, Flávio foi questionado sobre a defesa do policial que matou uma criança e sobre a política econômica de Javier Milei, presidente da Argentina. Enquanto o candidato do PL buscava deslocar o foco das perguntas, Lula demonstrou impaciência com a postura do adversário em alguns momentos do confronto.

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Bloco 2 tem embate sobre saúde e proposta para endividados

O segundo bloco começou com uma pergunta da jornalista da Band sobre como ampliar o atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e financiar a expansão, diante das filas e do orçamento já elevado da rede pública. Flávio reconheceu que a saúde não teve bons resultados durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro, e atribuiu parte das dificuldades à pandemia. “De fato a saúde não foi uma área que a gente teve um bom resultado durante o governo Bolsonaro, faço aqui mea culpa”, afirmou. 

Lula questionou a relação dos adversários com o sistema público de saúde: “Vocês não gostam do SUS?”. Na sequência, o presidente citou o programa Mais Médicos e acusou o bolsonarismo de ter destruído a saúde no Rio de Janeiro. “Rapaz, você tem que tratar a saúde com respeito”, disse o petista durante o confronto.

Flávio, então, mudou o foco da discussão para a economia e apresentou a proposta de criar o Ministério da Prosperidade, com medidas voltadas ao endividamento. “Vamos comprar dívidas dos bancos por valor menor”, declarou. 

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*Em atualização

Fonte: Portal Terra
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