'Não é possível que você fique só nessa acusação barata de um para o outro', diz Lula após o primeiro debate contra Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) participaram de debate promovido pela Band na noite deste domingo, 18
Para Lula (PT), o debate contra Flávio Bolsonaro na Band, que aconteceu na noite deste domingo, 18, foi "normal". Além disso, em primeira entrevista após o encerramento do confronto, o candidato à reeleição reforçou o desafio que fez ao concorrente -- para que ambos derrubem seus sigilos telefônicos e bancários. "Porque não é possível que você fique só nessa acusação barata de um para o outro", afirmou Lula.
"Foi uma participação normal, não é o primeiro debate que eu participo. Eu resolvi fazer um desafio ao meu adversário, porque não é possível que você fique fazendo debate falando de corrupção, e você não toma uma atitude. Eu tomei uma atitude de desafiar ele a abrir o sigilo telefônico dele, o bancário, para saber quem é que é corrupto nesse país. Porque todo mundo acusa todo mundo e não apura nada. Então vamos apurar", começou o petista, em entrevista à Band.
"Eu me disponho, e vou ficar fazendo o desafio para ele até o próximo debate, para que a gente faça a abertura do nossos sigilos bancário e telefônico para se apurar quem é que faz corrupção nesse país. Porque não é possível que você fique só nessa acusação barata de um para o outro", complementou Lula.
O próximo debate entre os candidatos à Presidência da República está marcado para sexta-feira, dia 23, em encontro promovido pela Globo.
Lula disse que, nessa reta final, irá continuar a campanha com viagens pelo Brasil. Seus próximos destinos passam por Rio Grande do Sul, Maranhão, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, comentou. "Enquanto a gente tiver a possibilidade de andar, fazer discurso e convencer o povo, nós vamos fazer. Porque nós precisamos convencer as pessoas que não foram votar, a votar", finalizou o candidato a reeleição.
No primeiro turno das eleições, Flávio Bolsonaro ficou na liderança com 47,03% dos votos (56.104.503 votos), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lula recebeu 45,16% dos votos (53.879.538). A abstenção na rodada atingiu 21,08%, com mais de 33,4 milhões de eleitores ausentes nas urnas.

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